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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
A Suzano muda o sistema de colheita.
Investimento de US$ 4 milhões para descascar a madeira no campo fará o custo cair 10%. A Companhia Suzano de Papel e Celulose vai mudar seu sistema de colheita de eucalipto. A empresa investirá o equivalente a US$ 4 milhões, em cerca de oito meses, na compra de 18 conjuntos de máquinas e equipamentos que vão aumentar a mecanização na colheita e reduzir em aproximadamente 10% o custo da operação, informou o gerente de recursos naturais da Suzano, Luiz Cornacchioni
Segundo o executivo, as novas máquinas cortam as árvores a cerca de 10 a 15 centímetros do solo, descascam e cortam as toras de madeira, que têm entre 20 e 22 metros, em pedaços de até 6 metros. As cascas e galhos ficam no próprio campo e servem de nutrientes para a terra.
Esse processo reduz em cerca de 12% o volume da madeira e em 5,5% o peso, disse Cornacchioni. Assim, o custo do transporte é menor e o processo na fábrica, mais ágil. Considerando todos os benefícios, o custo de processamento por metro cúbico cai de R$ 11,50 para R$ 10,30, informou o executivo.
A mudança vai abranger 65% do abastecimento de madeira própria da empresa e será aplicada nas plantações da região oeste do estado de São Paulo, nos municípios de Itapetininga, Botucatu e São Miguel Arcanjo, entre outros.
São regiões planas, que permitem o acesso das máquinas e equipamentos - sistemas capazes de cortar 20 árvores por hora, fornecidos pela Komatsu do Brasil e pela Timberjack, do grupo John Deere. Para fazer o mesmo trabalho com a colheita semimecanizada, como é hoje, leva, pelo menos, uma hora e meia, informou Cornacchioni.
No modelo atual, três equipamentos fazem o trabalho que será feito por apenas um. Com a conclusão da mudança, 80% da madeira usada pela Suzano irão chegar às fábricas já descascadas, porque a produção comprada de terceiros também chega sem casca.
A parcela restante continuará sendo descascada na fábrica, já que são terrenos acidentados que não permitem operar com o novo sistema. Assim, a Suzano deverá receber na fábrica 1,9 milhão de metros cúbicos de madeira sem casca e 600 mil metros cúbicos com a casca. Esse volume será descascado na fábrica.
A implantação do novo sistema vai exigir o treinamento da equipe de campo da Suzano. "Só o simulador para especializar os operadores custou cerca de US$ 120 mil", disse Cornacchioni. As novas máquinas começam a chegar este mês.
A maior produtividade no campo e na fábrica será essencial para o projeto de expansão colocado em curso pela Suzano. A empresa deverá investir US$ 242 milhões, até 2006, para aumentar sua produção de celulose e de papel em 160 mil toneladas anuais. Neste ano, segundo a empresa informou , já foram investidos US$ 114 milhões.
Cornacchioni disse que as plantações próprias que abastecem a Bahia Sul, controlada pela Suzano, já utilizam o novo sistema. Até agosto deste ano, a companhia investiu aproximadamente R$ 34 milhões no plantio em áreas próprias de 15,7 mil hectares. O objetivo é chegar a 28 mil hectares até o final deste ano com investimento total de R$ 64 milhões.
Resultados melhoraram este ano
No primeiro semestre deste ano, a Suzano registrou um de seus melhores resultados, com lucro líquido de 393,7 milhões. Em igual período de 2002, a empresa ficou com prejuízo de R$ 27,1 milhões. A receita líquida do semestre aumentou 33,4% e chegou a R$ 692,8 milhões. O bom desempenho foi atribuído principalmente à variação cambial e ao aumento no preço do papel. No segundo trimestre, o lucro líquido havia sido de R$ 239,1 milhões, o segundo melhor, só inferior aos R$ 252,7 milhões do quarto trimestre de 2002.
Rita Karam
Fonte:Gazeta
17/10/03
Segundo o executivo, as novas máquinas cortam as árvores a cerca de 10 a 15 centímetros do solo, descascam e cortam as toras de madeira, que têm entre 20 e 22 metros, em pedaços de até 6 metros. As cascas e galhos ficam no próprio campo e servem de nutrientes para a terra.
Esse processo reduz em cerca de 12% o volume da madeira e em 5,5% o peso, disse Cornacchioni. Assim, o custo do transporte é menor e o processo na fábrica, mais ágil. Considerando todos os benefícios, o custo de processamento por metro cúbico cai de R$ 11,50 para R$ 10,30, informou o executivo.
A mudança vai abranger 65% do abastecimento de madeira própria da empresa e será aplicada nas plantações da região oeste do estado de São Paulo, nos municípios de Itapetininga, Botucatu e São Miguel Arcanjo, entre outros.
São regiões planas, que permitem o acesso das máquinas e equipamentos - sistemas capazes de cortar 20 árvores por hora, fornecidos pela Komatsu do Brasil e pela Timberjack, do grupo John Deere. Para fazer o mesmo trabalho com a colheita semimecanizada, como é hoje, leva, pelo menos, uma hora e meia, informou Cornacchioni.
No modelo atual, três equipamentos fazem o trabalho que será feito por apenas um. Com a conclusão da mudança, 80% da madeira usada pela Suzano irão chegar às fábricas já descascadas, porque a produção comprada de terceiros também chega sem casca.
A parcela restante continuará sendo descascada na fábrica, já que são terrenos acidentados que não permitem operar com o novo sistema. Assim, a Suzano deverá receber na fábrica 1,9 milhão de metros cúbicos de madeira sem casca e 600 mil metros cúbicos com a casca. Esse volume será descascado na fábrica.
A implantação do novo sistema vai exigir o treinamento da equipe de campo da Suzano. "Só o simulador para especializar os operadores custou cerca de US$ 120 mil", disse Cornacchioni. As novas máquinas começam a chegar este mês.
A maior produtividade no campo e na fábrica será essencial para o projeto de expansão colocado em curso pela Suzano. A empresa deverá investir US$ 242 milhões, até 2006, para aumentar sua produção de celulose e de papel em 160 mil toneladas anuais. Neste ano, segundo a empresa informou , já foram investidos US$ 114 milhões.
Cornacchioni disse que as plantações próprias que abastecem a Bahia Sul, controlada pela Suzano, já utilizam o novo sistema. Até agosto deste ano, a companhia investiu aproximadamente R$ 34 milhões no plantio em áreas próprias de 15,7 mil hectares. O objetivo é chegar a 28 mil hectares até o final deste ano com investimento total de R$ 64 milhões.
Resultados melhoraram este ano
No primeiro semestre deste ano, a Suzano registrou um de seus melhores resultados, com lucro líquido de 393,7 milhões. Em igual período de 2002, a empresa ficou com prejuízo de R$ 27,1 milhões. A receita líquida do semestre aumentou 33,4% e chegou a R$ 692,8 milhões. O bom desempenho foi atribuído principalmente à variação cambial e ao aumento no preço do papel. No segundo trimestre, o lucro líquido havia sido de R$ 239,1 milhões, o segundo melhor, só inferior aos R$ 252,7 milhões do quarto trimestre de 2002.
Rita Karam
Fonte:Gazeta
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