Voltar
Notícias
05
abr
2007
(ECONOMIA)
CNI pede medidas que elevem cotação do dólar
O dólar encerrou o mês de março com queda de 2,83% e chegando bem próximo dos R$ 2,00. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reagiu cobrando do governo medidas que pressionem a moeda norte-americana para cima.
"A taxa de câmbio atual penaliza o setor exportador. Mais do que isso, torna as importações muito baratas, afetando parte da produção nacional", disse Armando Monteiro Neto, presidente da CNI. A sugestão do empresário e deputado federal é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central acelere o ritmo de redução da taxa básica de juros, a Selic. A Selic elevada é mais um atrativo para a entrada de dólares no país.
Já o diretor-executivo de finanças da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Roberto Vertamatti, avalia que a moeda local tem se valorizado por causa das condições favoráveis da economia brasileira. "O que está acontecendo hoje é reflexo da própria exportação, dos investimentos feitos no país. Tem entrado muito dólar no Brasil. Tudo isso é reflexo do desempenho da própria economia", diz.
Vertamatti lembra que vários produtos exportados pelo Brasil ganharam valor em dólar, como o álcool, o açúcar e o ferro. "É claro que temos alguns setores quese prejudicam com a valorização do real, como os têxteis e os calçados, que perderam valor como dólar. Mas no todo, o dólar menos valorizado é conseqüência dos bons indicadores da economia do país", diz.
Preocupante, para o analista, é o fato de as empresas não estarem aproveitando o cambio baixo para comprar máquinas. Dólar mais barato favorece, especialmente, quem precisa ampliar seus negócios, o que, para ele, não está acontecendo.
A importação de bens de capital cresceu 25,6% nos primeiros dois meses de 2007, na comparação com 2006, segundo dados do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Para Vertamatti, poderia crescer mais. "Deveríamos estar mais aquecidos", opina. No seu entender, o interesse do setor produtivo por adquirir novos equipamentos é conseqüência de um baixo crescimento econômico do país. Quando há aumento nas compras dos bens de capital (máquinas e equipamentos) significa a intenção das industrias nacionais de se expandirem, empolgadas com a economia.
Para o executivo, embora a nova revisão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país) coloque o Brasil em melhor situação, com crescimento de 3,7% em 2006 e perspectiva de 4% este ano, o Brasil deveria acelerar o processo. "O patamar atual ainda é muito baixo se comparado a nossos principais concorrentes emergentes, que são a China e a Índia", diz, lembrando que o crescimento nesses países está entre 8% e 10% ao ano.
"A taxa de câmbio atual penaliza o setor exportador. Mais do que isso, torna as importações muito baratas, afetando parte da produção nacional", disse Armando Monteiro Neto, presidente da CNI. A sugestão do empresário e deputado federal é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central acelere o ritmo de redução da taxa básica de juros, a Selic. A Selic elevada é mais um atrativo para a entrada de dólares no país.
Já o diretor-executivo de finanças da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Roberto Vertamatti, avalia que a moeda local tem se valorizado por causa das condições favoráveis da economia brasileira. "O que está acontecendo hoje é reflexo da própria exportação, dos investimentos feitos no país. Tem entrado muito dólar no Brasil. Tudo isso é reflexo do desempenho da própria economia", diz.
Vertamatti lembra que vários produtos exportados pelo Brasil ganharam valor em dólar, como o álcool, o açúcar e o ferro. "É claro que temos alguns setores quese prejudicam com a valorização do real, como os têxteis e os calçados, que perderam valor como dólar. Mas no todo, o dólar menos valorizado é conseqüência dos bons indicadores da economia do país", diz.
Preocupante, para o analista, é o fato de as empresas não estarem aproveitando o cambio baixo para comprar máquinas. Dólar mais barato favorece, especialmente, quem precisa ampliar seus negócios, o que, para ele, não está acontecendo.
A importação de bens de capital cresceu 25,6% nos primeiros dois meses de 2007, na comparação com 2006, segundo dados do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Para Vertamatti, poderia crescer mais. "Deveríamos estar mais aquecidos", opina. No seu entender, o interesse do setor produtivo por adquirir novos equipamentos é conseqüência de um baixo crescimento econômico do país. Quando há aumento nas compras dos bens de capital (máquinas e equipamentos) significa a intenção das industrias nacionais de se expandirem, empolgadas com a economia.
Para o executivo, embora a nova revisão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país) coloque o Brasil em melhor situação, com crescimento de 3,7% em 2006 e perspectiva de 4% este ano, o Brasil deveria acelerar o processo. "O patamar atual ainda é muito baixo se comparado a nossos principais concorrentes emergentes, que são a China e a Índia", diz, lembrando que o crescimento nesses países está entre 8% e 10% ao ano.
Fonte: Agência Brasil
Notícias em destaque
Relatório Anual Ibá: Brasil bate recordes na produção e exportação de celulose
A produção brasileira de celulose alcançou a marca recorde de 29,4 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de...
(SETOR FLORESTAL)
Pesquisa busca adaptar pinus às mudanças climáticas e aumentar a produtividade
Embrapa Florestas desenvolve desde 2021 estudo para identificar materiais genéticos mais adaptados às transformações...
(TECNOLOGIA)
Mercado de madeira tratada deve crescer 6,7 por cento ao ano até 2030, segundo pesquisa
O mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 2030, segundo projeção da Grand View...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Suzano abre oportunidades de emprego em Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)
Oportunidades abrangem áreas florestal, manutenção, logística, administrativa e operacional, com...
(GERAL)
Suzano bate recorde em Santos e embarca 39,1 mil t de celulose em 24h
Volume, que seguiu em dois navios para a Europa, equivale a 407 vagões de trens de carga
A Suzano embarcou 39,1 mil toneladas de...
(LOGÍSTICA)
Em cenário desafiador, setor brasileiro de árvores cultivadas exporta US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Boletim Mosaico, produzido pela Ibá, traz os resultados da indústria no período; China segue como principal destino dos...
(MERCADO)














