Voltar
Notícias
26
mar
2007
(MEIO AMBIENTE)
Árvores serão exigência para autorizar shows em parques
A partir desta segunda-feira, 26, para realização de grandes eventos em parques na cidade de São Paulo somente plantando árvores. Isso porque, a partir desta data, entrará em vigor uma nova portaria instituída pela Prefeitura da capital paulista por meio da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA).
Com ela, as empresas e promotoras de eventos que realizarem espetáculos de grande porte em parques e áreas verdes serão obrigadas, por meio de um termo de compromisso, a compensarem a emissão de gases do efeito estufa (GEE) com plantios de árvores capazes de absorver o gás carbônico, transformando-o em oxigênio.
Antes mais direcionada ao setor industrial, responsável por altas emissões de gases, esta portaria irá atacar o setor de organização de eventos. Especialista em Direito Ambiental, a advogada Ângela Barbarulo aprova a idéia. "A portaria traz uma idéia interessante e para um novo setor", considera. "Antes essa era uma obrigação que ficava a cabo do setor industrial, e agora ela é repassada a outro setor", diz.
Esta nova determinação abrangerá locais como MAC, Fundação Bienal, MAM, Auditório Ibirapuera e Museu AfroBrasil e, para a realização de shows nestes lugares, os responsáveis pelo evento deverão apresentar um cálculo das emissões de gases de efeito estufa - liberados através do lixo produzido, energia elétrica, combustível de transporte, entre outros meios. A partir desta estimativa, a Prefeitura, juntamente com uma instituição ambiental, irá avaliar quantas árvores deverão ser plantadas e onde o plantio deverá ser realizado.
No entanto, segundo a especialista, a portaria não explica os mecanismos para o cálculo da emissão, nem a execução da medida. "A SVMA tem de cumprir o papel de orientar em como fazer esses cálculos e onde o plantio será feito, porque a portaria não esclarece como deve ser o cálculo", afirma Ângela.
"Porém, sabemos que a SVMA tem uma boa capacitação técnica para repassar essa explicação", acrescenta. Segundo ela, a portaria não traz brecha para os organizadores tentarem burlar a determinação, no sentido de mostrar um cálculo de emissão de gases inferior ao que de fato será emitido durante o evento. "As empresas terão que mostrar esse levantamento e a SVMA irá avaliar para ver se condiz. Então, neste sentido, não vejo problemas."
Comportamento ambiental
A nova medida da Prefeitura de São Paulo se alia a um bom comportamento ambiental, diante da constatação, já apontada pela Organização das Nações Unidas (ONU), de que as atividades humanas são a principal causa do aquecimento global. Cientistas do mundo inteiro afirmam que as temperaturas do planeta estão crescentes em razão do excesso de emissão de gases de efeito estufa. Segundo, Ângela, a expectativa com essa medida da Prefeitura é "muito positiva". "Mas espero também que a fiscalização e a orientação sejam bem conduzidas para que dê certo", pondera.
A iniciativa, que visa equilibrar a grande emissão de gases emitidas na Capital, não chega a ser pioneira. Antenada aos problemas ambientais, organizadores do São Paulo Fashion Week e do carnaval paulista, no Anhembi, fizeram a compensação das emissões com plantios de árvores em suas últimas edições.
Para a especialista em Direito Ambiental, as ações antecipadas por estes organizadores já mostram uma tendência de aceitabilidade desta nova determinação municipal. "É cada vez maior a conscientização sobre a questão da emissão destes gases e os problemas que eles causam. E, por isso, não acredito em uma resistência por parte dos organizadores", afirma Ângela.
Marketing?
Por fim, questionada se as empresas não estariam aderindo a idéia por, além de ser inevitável diante dos problemas ambientais, estarem querendo se aproveitar do lado de marketing da "moda verde", Ângela analisa: "Não acredito que estão aderindo pela questão de estar na moda, mas, se elas estiverem agindo corretamente, não vejo maldade em se aproveitarem disso para mostrarem o trabalho que estão fazendo."
Com ela, as empresas e promotoras de eventos que realizarem espetáculos de grande porte em parques e áreas verdes serão obrigadas, por meio de um termo de compromisso, a compensarem a emissão de gases do efeito estufa (GEE) com plantios de árvores capazes de absorver o gás carbônico, transformando-o em oxigênio.
Antes mais direcionada ao setor industrial, responsável por altas emissões de gases, esta portaria irá atacar o setor de organização de eventos. Especialista em Direito Ambiental, a advogada Ângela Barbarulo aprova a idéia. "A portaria traz uma idéia interessante e para um novo setor", considera. "Antes essa era uma obrigação que ficava a cabo do setor industrial, e agora ela é repassada a outro setor", diz.
Esta nova determinação abrangerá locais como MAC, Fundação Bienal, MAM, Auditório Ibirapuera e Museu AfroBrasil e, para a realização de shows nestes lugares, os responsáveis pelo evento deverão apresentar um cálculo das emissões de gases de efeito estufa - liberados através do lixo produzido, energia elétrica, combustível de transporte, entre outros meios. A partir desta estimativa, a Prefeitura, juntamente com uma instituição ambiental, irá avaliar quantas árvores deverão ser plantadas e onde o plantio deverá ser realizado.
No entanto, segundo a especialista, a portaria não explica os mecanismos para o cálculo da emissão, nem a execução da medida. "A SVMA tem de cumprir o papel de orientar em como fazer esses cálculos e onde o plantio será feito, porque a portaria não esclarece como deve ser o cálculo", afirma Ângela.
"Porém, sabemos que a SVMA tem uma boa capacitação técnica para repassar essa explicação", acrescenta. Segundo ela, a portaria não traz brecha para os organizadores tentarem burlar a determinação, no sentido de mostrar um cálculo de emissão de gases inferior ao que de fato será emitido durante o evento. "As empresas terão que mostrar esse levantamento e a SVMA irá avaliar para ver se condiz. Então, neste sentido, não vejo problemas."
Comportamento ambiental
A nova medida da Prefeitura de São Paulo se alia a um bom comportamento ambiental, diante da constatação, já apontada pela Organização das Nações Unidas (ONU), de que as atividades humanas são a principal causa do aquecimento global. Cientistas do mundo inteiro afirmam que as temperaturas do planeta estão crescentes em razão do excesso de emissão de gases de efeito estufa. Segundo, Ângela, a expectativa com essa medida da Prefeitura é "muito positiva". "Mas espero também que a fiscalização e a orientação sejam bem conduzidas para que dê certo", pondera.
A iniciativa, que visa equilibrar a grande emissão de gases emitidas na Capital, não chega a ser pioneira. Antenada aos problemas ambientais, organizadores do São Paulo Fashion Week e do carnaval paulista, no Anhembi, fizeram a compensação das emissões com plantios de árvores em suas últimas edições.
Para a especialista em Direito Ambiental, as ações antecipadas por estes organizadores já mostram uma tendência de aceitabilidade desta nova determinação municipal. "É cada vez maior a conscientização sobre a questão da emissão destes gases e os problemas que eles causam. E, por isso, não acredito em uma resistência por parte dos organizadores", afirma Ângela.
Marketing?
Por fim, questionada se as empresas não estariam aderindo a idéia por, além de ser inevitável diante dos problemas ambientais, estarem querendo se aproveitar do lado de marketing da "moda verde", Ângela analisa: "Não acredito que estão aderindo pela questão de estar na moda, mas, se elas estiverem agindo corretamente, não vejo maldade em se aproveitarem disso para mostrarem o trabalho que estão fazendo."
Fonte: Estadão
Notícias em destaque
El Niño pode pressionar oferta global de celulose e alterar dinâmica do mercado, avalia JPMorgan
Banco aponta a Suzano como uma das empresas mais resilientes diante dos potenciais impactos do fenômeno climático sobre a...
(MERCADO)
Mobiliário modular feito com painéis de grama.
O banco Clique Luxe do Studio TK, desenhado por Mario Ruiz, apresenta painéis estruturais à base de grama da Plantd como componentes...
(GERAL)
Exportações de móveis recuam, enquanto suprimentos produtivos avançam no acumulado do ano
O comércio exterior da cadeia de móveis brasileira atravessou o segundo trimestre de 2026 em um ambiente marcado por maior...
(EXPORTAÇÃO)
A produtividade florestal também depende do executor
Durante uma conversa entre profissionais do setor florestal, surgiu uma pergunta interessante:
— Depois de tantos anos acompanhando a...
(SILVICULTURA)
Pouca gente sabe, mas existe uma árvore de 2 mil anos na África do Sul que “ruge” quando o vento sopra entre os galhos e armazena até 4.500 litros de água no próprio tronco, virando fonte de vida da comunidade
Pouca gente sabe, mas existe uma árvore de 2 mil anos na África do Sul que “ruge” quando o vento sopra entre os galhos e...
(GERAL)
Como avaliar produtividade florestal
Um povoamento com bom fechamento de copa nem sempre entrega o melhor resultado econômico. Em campo, a diferença entre uma floresta...
(GERAL)














