Voltar
Notícias
15
mar
2007
(DESMATAMENTO)
Desmatamento coloca o Brasil entre maiores emissores de gás carbônico
Brasil está hoje entre os cinco maiores emissores do mundo de gás carbônico e metano na atmosfera. Mas segundo o climatologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(INPE), quando se mede a emissão em relação à população brasileira, esse resultado é atenuado.
De acordo com o pesquisador, a maneira mais correta de se medir as emissões é per capita. “Divide-se a emissão total do país pelo número de habitantes e compara com outros países. Quando a gente faz essa comparação, com relação ao gás carbônico as emissões brasileiras diminuem muito. Aí nós ficamos no bloco das emissões per capita típicas de países em desenvolvimento”.
Nobre, que também é o presidente do Programa Internacional de Geosfera-Biosfera (IGBP), com sede na Suécia, informou que entre 60% a 75% das emissões brasileiras são provenientes dos desmatamentos da floresta tropical. “O Brasil, a Indonésia e alguns outros países tropicais têm um padrão de emissões de gás carbônico completamente diferente do mundo industrializado. Lá, é queima de combustível fóssil. No Brasil, na Indonésia e em outros poucos países, é muito mais o uso da terra, o avanço da fronteira agropecuária sobre a floresta”, explicou o especialista.
Para contribuir para o esforço mundial, o Brasil está procurando reduzir as taxas de desmatamento. Carlos Nobre disse que se não fossem os desmatamentos, as emissões de gás carbônico do Brasil de queima de combustíveis fósseis seriam de meia tonelada de carbono por habitante/ano. Quando se acrescentam as emissões provenientes dos desmatamentos, a emissão já sobe mais uma tonelada, em média, atingindo até 1,5 tonelada de carbono por habitante/ano.
Na Índia, a emissão per capita é de 0,4 tonelada ao ano e na China alcança cerca de 1,3 tonelada por ano, revelou Nobre.
Ele afirmou que “a emissão total é alta porque a China tem muitos habitantes, mas a emissão per capita é parecida com a do Brasil. Só que a da China é por queima de combustíveis fósseis na geração de energia (as termelétricas são o principal fator), e no Brasil é, principalmente, advinda da mudança da vegetação, dos desmatamentos”.
Carlos Nobre
De acordo com o pesquisador, a maneira mais correta de se medir as emissões é per capita. “Divide-se a emissão total do país pelo número de habitantes e compara com outros países. Quando a gente faz essa comparação, com relação ao gás carbônico as emissões brasileiras diminuem muito. Aí nós ficamos no bloco das emissões per capita típicas de países em desenvolvimento”.
Nobre, que também é o presidente do Programa Internacional de Geosfera-Biosfera (IGBP), com sede na Suécia, informou que entre 60% a 75% das emissões brasileiras são provenientes dos desmatamentos da floresta tropical. “O Brasil, a Indonésia e alguns outros países tropicais têm um padrão de emissões de gás carbônico completamente diferente do mundo industrializado. Lá, é queima de combustível fóssil. No Brasil, na Indonésia e em outros poucos países, é muito mais o uso da terra, o avanço da fronteira agropecuária sobre a floresta”, explicou o especialista.
Para contribuir para o esforço mundial, o Brasil está procurando reduzir as taxas de desmatamento. Carlos Nobre disse que se não fossem os desmatamentos, as emissões de gás carbônico do Brasil de queima de combustíveis fósseis seriam de meia tonelada de carbono por habitante/ano. Quando se acrescentam as emissões provenientes dos desmatamentos, a emissão já sobe mais uma tonelada, em média, atingindo até 1,5 tonelada de carbono por habitante/ano.
Na Índia, a emissão per capita é de 0,4 tonelada ao ano e na China alcança cerca de 1,3 tonelada por ano, revelou Nobre.
Ele afirmou que “a emissão total é alta porque a China tem muitos habitantes, mas a emissão per capita é parecida com a do Brasil. Só que a da China é por queima de combustíveis fósseis na geração de energia (as termelétricas são o principal fator), e no Brasil é, principalmente, advinda da mudança da vegetação, dos desmatamentos”.
Carlos Nobre
Fonte: Alana Gandra
Notícias em destaque
Relatório Anual Ibá: Brasil bate recordes na produção e exportação de celulose
A produção brasileira de celulose alcançou a marca recorde de 29,4 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de...
(SETOR FLORESTAL)
Pesquisa busca adaptar pinus às mudanças climáticas e aumentar a produtividade
Embrapa Florestas desenvolve desde 2021 estudo para identificar materiais genéticos mais adaptados às transformações...
(TECNOLOGIA)
Mercado de madeira tratada deve crescer 6,7 por cento ao ano até 2030, segundo pesquisa
O mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 2030, segundo projeção da Grand View...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Suzano abre oportunidades de emprego em Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)
Oportunidades abrangem áreas florestal, manutenção, logística, administrativa e operacional, com...
(GERAL)
Suzano bate recorde em Santos e embarca 39,1 mil t de celulose em 24h
Volume, que seguiu em dois navios para a Europa, equivale a 407 vagões de trens de carga
A Suzano embarcou 39,1 mil toneladas de...
(LOGÍSTICA)
Em cenário desafiador, setor brasileiro de árvores cultivadas exporta US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Boletim Mosaico, produzido pela Ibá, traz os resultados da indústria no período; China segue como principal destino dos...
(MERCADO)














