Voltar
Notícias
03
mar
2007
(GERAL)
Preocupação com clima e degelo marca o Ano Polar
O Ártico vai derreter de vez? Os efeitos do aquecimento global na Antártida são uma ameaça para a civilização? Mais de 50.000 cientistas esperam encontrar as respostas para essas e outras questões na mais extensa série de estudos das regiões polares já realizada.
Com coordenação das Nações Unidas, teve início, oficialmente, nesta quinta-feira, dia 1º, o Ano Polar Internacional.
O Ano unifica pesquisadores de 63 países em 228 estudos, que se valerão de navios, satélites e submarinos. O projeto se estende até março de 2009.
Para o lançamento oficial do Ano, em Oslo, cerca de 3.000 crianças montaram bonecos de neve, meio derretida, e agitaram bandeias nas quais se lia a mensagem: "Devolvam-nos o inverno".
Em Paris, cientistas reuniram-se, enquanto mais especialistas realizavam um encontro dentro de um barco de pesquisa na Cidade do Cabo.
"O ano polar é importante para todo mundo que vive no planeta", afirmou o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, quando questionado sobre se os habitantes de locais como a África e a Ásia deveriam se preocupar com as pesquisas feitas nas extremidades geladas da Terra.
"Estamos assistindo a uma mudança climática clara nas áreas polares, e as pesquisas podem nos fornecer dados decisivos para a luta contra o aquecimento global", disse.
Os projetos do Ano Polar envolvem programas sobre o estudo da vida marinha, análises de como os ventos carregam poluentes no Ártico e o estado de saúde de seres humanos e animais que vivem perto dos pólos.
Alguns cientistas ainda devem levar aviões para dentro de tempestades na Groenlândia e medir a camada de gelo por meio de satélites.
Derretimento acelerado
O Instituto Polar Norueguês afirmou, em relatório, que o derretimento das geleiras em Svalbard, uma cadeia de ilhas do Ártico localizada a cerca de 1.000 quilômetros do Pólo Norte, está se tornando mais rápido.
"É fácil perceber que o derretimento acelerou-se nos últimos cinco anos", afirmou. "Dessa forma, o gelo de Svalbard está contribuindo mais do que antes para a elevação do nível dos oceanos." A subida dos mares pode ameaçar cidades como Tóquio, Nova York e Rio de Janeiro.
As temperaturas no Ártico estão subindo cerca de duas vezes mais rápido do que a média global. O fenômeno deve-se, aparentemente, ao fato de a água e o solo, quando expostos ao Sol, absorverem mais calor do que a neve ou o gelo, que refletem mais a luz. A Antártida está conseguindo manter-se menos quente porque seu grande volume de gelo funciona como um refrigerador.
Brasil na Antártida
No Brasil, o Ano Polar será aberto oficialmente pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, com teleconferência, ao vivo, a partir da Antártida.
O envolvimento brasileiro vai se dar no âmbito do Programa Antártico Brasileiro. Os projetos, em cooperação com outros países, envolverão: estudos da atmosfera e sua conexão com a América do Sul; impacto do clima espacial na atmosfera polar e influência das correntes oceânicas provenientes da Antártida na plataforma da América do Sul, em especial na costa brasileira.
Também serão estudadas as alterações na massa de gelo da Península Antártida e seus impactos nos ecossistemas terrestres e marinhos; biodiversidade molecular; e ecologia microbiana. Um dos grandes projetos do API que conta com a participação brasileira é o Censo de Vida Marinha Antártida, que faz parte do maior inventário de espécies marinhas já realizado.
Segundo a coordenadora do grupo de avaliação ambiental do Programa Antártico Brasileiro, Tânia Brito, estudar o que acontece na Antártida é fundamental para entender as mudanças em curso no mundo. "A região é o refrigerador do planeta. É na Antártida que são formadas as correntes marítimas e atmosféricas que vão influenciar outras regiões.
Com coordenação das Nações Unidas, teve início, oficialmente, nesta quinta-feira, dia 1º, o Ano Polar Internacional.
O Ano unifica pesquisadores de 63 países em 228 estudos, que se valerão de navios, satélites e submarinos. O projeto se estende até março de 2009.
Para o lançamento oficial do Ano, em Oslo, cerca de 3.000 crianças montaram bonecos de neve, meio derretida, e agitaram bandeias nas quais se lia a mensagem: "Devolvam-nos o inverno".
Em Paris, cientistas reuniram-se, enquanto mais especialistas realizavam um encontro dentro de um barco de pesquisa na Cidade do Cabo.
"O ano polar é importante para todo mundo que vive no planeta", afirmou o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, quando questionado sobre se os habitantes de locais como a África e a Ásia deveriam se preocupar com as pesquisas feitas nas extremidades geladas da Terra.
"Estamos assistindo a uma mudança climática clara nas áreas polares, e as pesquisas podem nos fornecer dados decisivos para a luta contra o aquecimento global", disse.
Os projetos do Ano Polar envolvem programas sobre o estudo da vida marinha, análises de como os ventos carregam poluentes no Ártico e o estado de saúde de seres humanos e animais que vivem perto dos pólos.
Alguns cientistas ainda devem levar aviões para dentro de tempestades na Groenlândia e medir a camada de gelo por meio de satélites.
Derretimento acelerado
O Instituto Polar Norueguês afirmou, em relatório, que o derretimento das geleiras em Svalbard, uma cadeia de ilhas do Ártico localizada a cerca de 1.000 quilômetros do Pólo Norte, está se tornando mais rápido.
"É fácil perceber que o derretimento acelerou-se nos últimos cinco anos", afirmou. "Dessa forma, o gelo de Svalbard está contribuindo mais do que antes para a elevação do nível dos oceanos." A subida dos mares pode ameaçar cidades como Tóquio, Nova York e Rio de Janeiro.
As temperaturas no Ártico estão subindo cerca de duas vezes mais rápido do que a média global. O fenômeno deve-se, aparentemente, ao fato de a água e o solo, quando expostos ao Sol, absorverem mais calor do que a neve ou o gelo, que refletem mais a luz. A Antártida está conseguindo manter-se menos quente porque seu grande volume de gelo funciona como um refrigerador.
Brasil na Antártida
No Brasil, o Ano Polar será aberto oficialmente pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, com teleconferência, ao vivo, a partir da Antártida.
O envolvimento brasileiro vai se dar no âmbito do Programa Antártico Brasileiro. Os projetos, em cooperação com outros países, envolverão: estudos da atmosfera e sua conexão com a América do Sul; impacto do clima espacial na atmosfera polar e influência das correntes oceânicas provenientes da Antártida na plataforma da América do Sul, em especial na costa brasileira.
Também serão estudadas as alterações na massa de gelo da Península Antártida e seus impactos nos ecossistemas terrestres e marinhos; biodiversidade molecular; e ecologia microbiana. Um dos grandes projetos do API que conta com a participação brasileira é o Censo de Vida Marinha Antártida, que faz parte do maior inventário de espécies marinhas já realizado.
Segundo a coordenadora do grupo de avaliação ambiental do Programa Antártico Brasileiro, Tânia Brito, estudar o que acontece na Antártida é fundamental para entender as mudanças em curso no mundo. "A região é o refrigerador do planeta. É na Antártida que são formadas as correntes marítimas e atmosféricas que vão influenciar outras regiões.
Fonte: Estadão
Notícias em destaque
Relatório Anual Ibá: Brasil bate recordes na produção e exportação de celulose
A produção brasileira de celulose alcançou a marca recorde de 29,4 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de...
(SETOR FLORESTAL)
Pesquisa busca adaptar pinus às mudanças climáticas e aumentar a produtividade
Embrapa Florestas desenvolve desde 2021 estudo para identificar materiais genéticos mais adaptados às transformações...
(TECNOLOGIA)
Mercado de madeira tratada deve crescer 6,7 por cento ao ano até 2030, segundo pesquisa
O mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 2030, segundo projeção da Grand View...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Suzano abre oportunidades de emprego em Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)
Oportunidades abrangem áreas florestal, manutenção, logística, administrativa e operacional, com...
(GERAL)
Suzano bate recorde em Santos e embarca 39,1 mil t de celulose em 24h
Volume, que seguiu em dois navios para a Europa, equivale a 407 vagões de trens de carga
A Suzano embarcou 39,1 mil toneladas de...
(LOGÍSTICA)
Em cenário desafiador, setor brasileiro de árvores cultivadas exporta US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Boletim Mosaico, produzido pela Ibá, traz os resultados da indústria no período; China segue como principal destino dos...
(MERCADO)














