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Notícias
28
fev
2007
(GERAL)
Vale adquire empresa australiana e amplia negócio de carvão
A mineradora brasileira informou que pagará US$ 663 milhões pela australiana AMCI, se as autoridades locais aprovarem a compra, prevista para os próximos 40 dias.
A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) anunciou ontem a aquisição que revela o objetivo de ser um dos maiores produtores mundiais de carvão. A mineradora informou que pagará US$ 663 milhões pela australiana AMCI, se as autoridades locais aprovarem a compra, prevista para os próximos 40 dias. Dona de quatro minas por meio de participações majoritárias em empresas subsidiárias e 30 áreas exploratórias, a mineradora australiana produz atualmente de 8 milhões de toneladas de carvão. O potencial de jazidas chega a 3 bilhões de toneladas.
Aliada a outros quatro projetos em andamento, a Vale produzirá 30 milhões de toneladas do combustível em 2010, segundo estimativa preliminar do diretor de Planejamento da Vale, Gabriel Stoliar. "Isso nos daria relevância em termos mundiais para ficarmos entre os dez primeiros, caminhando para nos posicionar entre os cinco primeiros", disse o executivo em entrevista para jornalistas na sede da companhia, no Rio. "A Vale não tem vocação para atuar marginalmente em mercados", completou. Indagado sobre a preocupação da Vale com o aquecimento global - a mineradora cresce no segmento no momento em que o mundo se preocupa mais com o meio ambiente - Stoliar disse que "a questão ambiental não pode impedir o desenvolvimento". Lembrando dos projetos de responsabilidade ambiental da companhia, disse que proteger é uma coisa, "outra é deixar de fazer".
Moatize
Com capacidade para produzir 12 milhões de toneladas por ano, o projeto de Moatize, em Moçambique, é o maior dos negócios de carvão da Vale. Aguarda apenas definições de logística para sair do papel, como lembrou o diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios, Pedro Rodrigues. Os estudos de viabilidade comercial foram praticamente concluídos. Falta acertar o transporte do carvão africano, com necessidade de investimentos em ferrovia e porto.
Dois projetos de carvão já estão em fase de produção na China, com participações minoritárias. A Henan Logyu Energy Resources, joint venture com a Baosteel, produz 2 milhões de toneladas, dos quais tem fatia de 25%. A mesma participação tem na Sandong Yankuang International Coking, com outras siderúrgicas chinesas. A produção chega a 5 milhões de toneladas.
Na Austrália, além do negócio anunciado ontem, a Vale toca o projeto Belvedere, localizado em Queensland, que tem produção estimada em 8 milhões de toneladas anuais, podendo chegar a 8,5 milhões. A maior parte do carvão que está sendo adquirido pela Vale nestes projetos é do tipo metalúrgico, para siderúrgicas. Do total do carvão da AMCI, mais de 6,4 milhões de toneladas são desse tipo, mais valorizado pelo aquecimento do mercado de aço.
Aproximadamente 80% do carvão que a Vale anunciou estar comprando na Austrália já possui contratos de venda com siderúrgicas asiáticas. China, Japão, Índia e Coréia são os clientes atuais da AMCI Holdings, conforme revelou o diretor Pedro. A geografia empurrou a Vale também para o projeto de carvão de Belvedere, na mesma região.
Mesmos clientes
"A Austrália é um país que está no radar da Vale há muito tempo", disse o diretor de Não Ferrosos da Vale, José Lancaster. Além da proximidade da Ásia, o país possui o mesmo tipo de geologia que o Brasil, com rochas antigas e ricas em potencial mineral. Os clientes que comprarão carvão da Vale deverão ser os mesmos que compram minério de ferro, segundo os executivo.
Os contratos de venda do carvão são fechados na mesma época em que são firmados acordos para estabelecer preços de minério de ferro. Depois de saltar 125% em 2005, o preço do carvão metalúrgico recuou 15% em 2006. O recuo parece não preocupar os executivos, tampouco o desembolso da Vale para fechar o novo negócio que segundo os executivos será pago à vista.
Cerca de 20% do valor será abatido na incorporação de dívidas da AMCI. A companhia possui 583 funcionários diretos e 192 terceirizados.
A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) anunciou ontem a aquisição que revela o objetivo de ser um dos maiores produtores mundiais de carvão. A mineradora informou que pagará US$ 663 milhões pela australiana AMCI, se as autoridades locais aprovarem a compra, prevista para os próximos 40 dias. Dona de quatro minas por meio de participações majoritárias em empresas subsidiárias e 30 áreas exploratórias, a mineradora australiana produz atualmente de 8 milhões de toneladas de carvão. O potencial de jazidas chega a 3 bilhões de toneladas.
Aliada a outros quatro projetos em andamento, a Vale produzirá 30 milhões de toneladas do combustível em 2010, segundo estimativa preliminar do diretor de Planejamento da Vale, Gabriel Stoliar. "Isso nos daria relevância em termos mundiais para ficarmos entre os dez primeiros, caminhando para nos posicionar entre os cinco primeiros", disse o executivo em entrevista para jornalistas na sede da companhia, no Rio. "A Vale não tem vocação para atuar marginalmente em mercados", completou. Indagado sobre a preocupação da Vale com o aquecimento global - a mineradora cresce no segmento no momento em que o mundo se preocupa mais com o meio ambiente - Stoliar disse que "a questão ambiental não pode impedir o desenvolvimento". Lembrando dos projetos de responsabilidade ambiental da companhia, disse que proteger é uma coisa, "outra é deixar de fazer".
Moatize
Com capacidade para produzir 12 milhões de toneladas por ano, o projeto de Moatize, em Moçambique, é o maior dos negócios de carvão da Vale. Aguarda apenas definições de logística para sair do papel, como lembrou o diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios, Pedro Rodrigues. Os estudos de viabilidade comercial foram praticamente concluídos. Falta acertar o transporte do carvão africano, com necessidade de investimentos em ferrovia e porto.
Dois projetos de carvão já estão em fase de produção na China, com participações minoritárias. A Henan Logyu Energy Resources, joint venture com a Baosteel, produz 2 milhões de toneladas, dos quais tem fatia de 25%. A mesma participação tem na Sandong Yankuang International Coking, com outras siderúrgicas chinesas. A produção chega a 5 milhões de toneladas.
Na Austrália, além do negócio anunciado ontem, a Vale toca o projeto Belvedere, localizado em Queensland, que tem produção estimada em 8 milhões de toneladas anuais, podendo chegar a 8,5 milhões. A maior parte do carvão que está sendo adquirido pela Vale nestes projetos é do tipo metalúrgico, para siderúrgicas. Do total do carvão da AMCI, mais de 6,4 milhões de toneladas são desse tipo, mais valorizado pelo aquecimento do mercado de aço.
Aproximadamente 80% do carvão que a Vale anunciou estar comprando na Austrália já possui contratos de venda com siderúrgicas asiáticas. China, Japão, Índia e Coréia são os clientes atuais da AMCI Holdings, conforme revelou o diretor Pedro. A geografia empurrou a Vale também para o projeto de carvão de Belvedere, na mesma região.
Mesmos clientes
"A Austrália é um país que está no radar da Vale há muito tempo", disse o diretor de Não Ferrosos da Vale, José Lancaster. Além da proximidade da Ásia, o país possui o mesmo tipo de geologia que o Brasil, com rochas antigas e ricas em potencial mineral. Os clientes que comprarão carvão da Vale deverão ser os mesmos que compram minério de ferro, segundo os executivo.
Os contratos de venda do carvão são fechados na mesma época em que são firmados acordos para estabelecer preços de minério de ferro. Depois de saltar 125% em 2005, o preço do carvão metalúrgico recuou 15% em 2006. O recuo parece não preocupar os executivos, tampouco o desembolso da Vale para fechar o novo negócio que segundo os executivos será pago à vista.
Cerca de 20% do valor será abatido na incorporação de dívidas da AMCI. A companhia possui 583 funcionários diretos e 192 terceirizados.
Fonte: Gazeta Mercantil
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