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Notícias
13
fev
2007
(GERAL)
Ciência busca segredo energético da celulose
Enquanto governos do mundo todo avaliam a viabilidade do modelo brasileiro de biocombustíveis como forma de enfrentar o aquecimento global, pesquisadores do mundo todo estão às voltas com um desafio ainda mais portentoso. A idéia é aprender a transformar a celulose - o principal componente estrutural das plantas - em álcool de forma eficiente. Se esse "Santo Graal" dos biocombustíveis for alcançado, os problemas de matriz energética da humanidade poderão estar com os dias contados.
Mas não vai ser nada fácil, como relatam Michael Himmel e seus colegas do Laboratório Nacional de Energia Renovável (Colorado, EUA) em artigo na edição desta semana da revista "Science". Os pesquisadores contam que ainda se sabe muito pouco sobre a química da celulose - uma forma complexa de açúcar que forma a parede rígida das células vegetais.
A celulose é tão dura na queda quimicamente que a dificuldade de processá-la (aliada a outros fatores dos tecidos e das células vegetais) ganhou o nome técnico de "recalcitrância da biomassa". Uma vez que a celulose é subdividida em suas unidades químicas, os açúcares, torna-se possível fermentá-la e obter etanol (o popular álcool de cana).
"Já existe um método de força bruta para fazer isso", conta o físico brasileiro José Goldemberg, da USP, um dos maiores especialistas do mundo em energias renováveis. "Você usa, entre outras coisas, ácido sulfúrico e alta pressão. Ele tem sido tentado e funciona, mas é caro e pouco eficiente."
Não é à toa que a biomassa vegetal é tão recalcitrante. Ao longo de centenas de milhões de anos de evolução, as plantas foram desenvolvendo seus açúcares estruturais (como a celulose) para resistir aos ataques de micróbios e às mordidas de animais. O resultado é uma estrutura reforçada em vários níveis, incluindo cutículas rígidas, estruturas cristalinas em arranjo milimetricamente preciso e fortes ligações químicas entre as moléculas.
O resultado é que, até agora, o uso de enzimas (substâncias químicas especializadas em quebrar outras moléculas em pedaços menores) para contornar a resistência da celulose não tem sido muito bem-sucedido.
Por isso, Himmel e companhia sugerem que o futuro da área pode ser a produção de plantas geneticamente modificadas para se "autodesconstruírem" após a colheita. "Esse realmente parece ser o caminho mais promissor", afirma Goldemberg. Tais plantas seriam especialmente vulneráveis a enzimas comedoras de celulose. Se isso se tornar viável, qualquer material de origem vegetal - de papel jogado no lixo a casca de banana - poderia se tornar fonte de biocombustíveis.
Mas, para conseguir isso, ainda é preciso entender muito melhor a biologia básica das células vegetais - um trabalho que pode levar décadas.
Mas não vai ser nada fácil, como relatam Michael Himmel e seus colegas do Laboratório Nacional de Energia Renovável (Colorado, EUA) em artigo na edição desta semana da revista "Science". Os pesquisadores contam que ainda se sabe muito pouco sobre a química da celulose - uma forma complexa de açúcar que forma a parede rígida das células vegetais.
A celulose é tão dura na queda quimicamente que a dificuldade de processá-la (aliada a outros fatores dos tecidos e das células vegetais) ganhou o nome técnico de "recalcitrância da biomassa". Uma vez que a celulose é subdividida em suas unidades químicas, os açúcares, torna-se possível fermentá-la e obter etanol (o popular álcool de cana).
"Já existe um método de força bruta para fazer isso", conta o físico brasileiro José Goldemberg, da USP, um dos maiores especialistas do mundo em energias renováveis. "Você usa, entre outras coisas, ácido sulfúrico e alta pressão. Ele tem sido tentado e funciona, mas é caro e pouco eficiente."
Não é à toa que a biomassa vegetal é tão recalcitrante. Ao longo de centenas de milhões de anos de evolução, as plantas foram desenvolvendo seus açúcares estruturais (como a celulose) para resistir aos ataques de micróbios e às mordidas de animais. O resultado é uma estrutura reforçada em vários níveis, incluindo cutículas rígidas, estruturas cristalinas em arranjo milimetricamente preciso e fortes ligações químicas entre as moléculas.
O resultado é que, até agora, o uso de enzimas (substâncias químicas especializadas em quebrar outras moléculas em pedaços menores) para contornar a resistência da celulose não tem sido muito bem-sucedido.
Por isso, Himmel e companhia sugerem que o futuro da área pode ser a produção de plantas geneticamente modificadas para se "autodesconstruírem" após a colheita. "Esse realmente parece ser o caminho mais promissor", afirma Goldemberg. Tais plantas seriam especialmente vulneráveis a enzimas comedoras de celulose. Se isso se tornar viável, qualquer material de origem vegetal - de papel jogado no lixo a casca de banana - poderia se tornar fonte de biocombustíveis.
Mas, para conseguir isso, ainda é preciso entender muito melhor a biologia básica das células vegetais - um trabalho que pode levar décadas.
Fonte: G1
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