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Notícias
08
fev
2007
(GERAL)
100 espécies de árvores milenares adoecem e morrem na Amazônia
Estudo científico produzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com sede em Manaus (AM), revela que as queimadas são a maior ameaça à vida da floresta amazônica porque matam as árvores milenares em efeito retardado considerado letal
Segundo o estudo, espécies de árvores que vivem até 1,2 mil anos definharam e morreram nas duas últimas décadas por conta do desmatamento e das queimadas provocados em passado recente pela ação do homem.
Os resultados do estudo com as árvores milenares vítimas de queimadas foram obtidos durante 27 anos de observação numa área de 80 quilômetros quadrados próxima a Manaus, capital do Amazonas. Na última fase do estudo, os pesquisadores do Inpa isolaram uma área de mil metros quadrados da floresta desmatada ainda na década de 90 pelas queimadas.
Os pesquisadores assinalam que as árvores que restaram nos locais próximos onde o fogo atuou passaram a ser observadas desde a década passada. Uma das conclusões dos pesquisadores mais surpreendente é que muitas espécies, mesmo aquelas consideradas mais resistentes, adoeceram por conta de ventos quentes, das partículas de fumaça e da secura ao longo desses anos.
O pesquisador Henrique Nascimento, do Inpa, um dos coordenadores do estudo, assinalou que as árvores da Amazônia adoecem porque estão acostumadas com sombra e umidade. “Em áreas abertas, elas morrem lentamente”, destacou o pesquisador, que é um dos coordenadores do estudo. No total, mais de 100 espécies estão na lista daquelas que mais sofrem os efeitos das queimadas do passado.
O estudo também demonstra que entre as espécies ameaçadas estão as chamadas árvores primárias, que são exemplares importantes do ponto de vista econômico, tais como a carnaúba e o angelim-vermelho. Desprotegidas, as árvores ficam secas e a madeira perde a qualidade. “As folhas caem com mais facilidade. Isso quer dizer que a árvore está morrendo lentamente”, completou o pesquisador Henrique Nascimento.
Doenças respiratórias, como os humanos
Os estudiosos do Inpa concluíram que o maior problema ocorre com as árvores que estão no limite das áreas queimadas, onde a mortalidade é bem maior por conta da exposição aos ventos quentes e outras intempéries às quais as espécies não estão habituadas, como os fortes raios solares e a fumaça. “Na borda da floresta, o calor é muito maior e as espécies não suportam. Acabam com estresse fisiológico e morrem com o tempo”, acrescentou Nascimento.
Para o Inpa, a fumaça também provoca doenças respiratórias, como ocorre nos seres humanos. A cada ano, seis árvores tombam mortas por hectare da floresta em função dos resquícios das queimadas na Amazônia. Em cada hectare, há cerca de 300 árvores. Na borda, o número sobe para 15. “Pode parecer pouco, mas essa estatística é preocupante e considerada alarmante por especialistas”, concluiu o pesquisador do Inpa.
Além das doenças provocadas pelas queimadas, a floresta amazônica, segundo resultado de pesquisa elaborada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), está mais vulnerável às mudanças climáticas justamente por causa das queimadas e do aquecimento global.
Segundo a pesquisa do Inpe, a devastação e o efeito estufa na Amazônia poderão ocasionar no século atual uma elevação de temperatura em até 8 graus centígrados, com o volume de chuva reduzindo-se em até 20%, num cenário considerado mais pessimista. Essa pesquisa começou há dois anos e deve seguir até 2010 para mostrar como ficará o clima brasileiro pelos próximos 100 anos.
Segundo o estudo, espécies de árvores que vivem até 1,2 mil anos definharam e morreram nas duas últimas décadas por conta do desmatamento e das queimadas provocados em passado recente pela ação do homem.
Os resultados do estudo com as árvores milenares vítimas de queimadas foram obtidos durante 27 anos de observação numa área de 80 quilômetros quadrados próxima a Manaus, capital do Amazonas. Na última fase do estudo, os pesquisadores do Inpa isolaram uma área de mil metros quadrados da floresta desmatada ainda na década de 90 pelas queimadas.
Os pesquisadores assinalam que as árvores que restaram nos locais próximos onde o fogo atuou passaram a ser observadas desde a década passada. Uma das conclusões dos pesquisadores mais surpreendente é que muitas espécies, mesmo aquelas consideradas mais resistentes, adoeceram por conta de ventos quentes, das partículas de fumaça e da secura ao longo desses anos.
O pesquisador Henrique Nascimento, do Inpa, um dos coordenadores do estudo, assinalou que as árvores da Amazônia adoecem porque estão acostumadas com sombra e umidade. “Em áreas abertas, elas morrem lentamente”, destacou o pesquisador, que é um dos coordenadores do estudo. No total, mais de 100 espécies estão na lista daquelas que mais sofrem os efeitos das queimadas do passado.
O estudo também demonstra que entre as espécies ameaçadas estão as chamadas árvores primárias, que são exemplares importantes do ponto de vista econômico, tais como a carnaúba e o angelim-vermelho. Desprotegidas, as árvores ficam secas e a madeira perde a qualidade. “As folhas caem com mais facilidade. Isso quer dizer que a árvore está morrendo lentamente”, completou o pesquisador Henrique Nascimento.
Doenças respiratórias, como os humanos
Os estudiosos do Inpa concluíram que o maior problema ocorre com as árvores que estão no limite das áreas queimadas, onde a mortalidade é bem maior por conta da exposição aos ventos quentes e outras intempéries às quais as espécies não estão habituadas, como os fortes raios solares e a fumaça. “Na borda da floresta, o calor é muito maior e as espécies não suportam. Acabam com estresse fisiológico e morrem com o tempo”, acrescentou Nascimento.
Para o Inpa, a fumaça também provoca doenças respiratórias, como ocorre nos seres humanos. A cada ano, seis árvores tombam mortas por hectare da floresta em função dos resquícios das queimadas na Amazônia. Em cada hectare, há cerca de 300 árvores. Na borda, o número sobe para 15. “Pode parecer pouco, mas essa estatística é preocupante e considerada alarmante por especialistas”, concluiu o pesquisador do Inpa.
Além das doenças provocadas pelas queimadas, a floresta amazônica, segundo resultado de pesquisa elaborada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), está mais vulnerável às mudanças climáticas justamente por causa das queimadas e do aquecimento global.
Segundo a pesquisa do Inpe, a devastação e o efeito estufa na Amazônia poderão ocasionar no século atual uma elevação de temperatura em até 8 graus centígrados, com o volume de chuva reduzindo-se em até 20%, num cenário considerado mais pessimista. Essa pesquisa começou há dois anos e deve seguir até 2010 para mostrar como ficará o clima brasileiro pelos próximos 100 anos.
Fonte: Kaxiana - Agência de Notícias da Amazônia
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