Voltar
Notícias
05
fev
2007
(GERAL)
Praga que vira energia
O inajá (Maximiliana maripa), uma palmeira abundante na região amazônica, é considerada uma praga por muitos habitantes locais. Traz prejuízos à pecuária, pois suas sementes são dispersas facilmente por diversos animais, e a planta, que atinge até 20 metros, resiste ao fogo, brotando novamente onde são feitas queimadas para preparação de pastagens.
As mesmas características que tornam o inajá um problema para os pecuaristas poderão transformá-la numa solução para comunidades agrícolas isoladas, gerando energia e renda. O IME - Instituto Militar de Engenharia e a unidade de Roraima da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária acabam de estabelecer uma parceria para a implantação de uma usina de biocombustível operada com óleo de inajá. O projeto é financiado pela Finep - Financiadora de Estudos e Projetos, do MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia.
O agrônomo Oscar José Smiderle, um dos pesquisadores da Embrapa envolvidos no projeto, declarou que a usina deverá ser instalada até março e a produção do óleo deverá começar no meio do ano. “O projeto é do IME. A Embrapa fará a pesquisa necessária para termos o domínio agronômico da planta. Depois disso, saberemos qual a quantidade de produção possível. A usina será um piloto para aprimorar os estudos”, disse ele à Agência Fapesp.
De acordo com Smiderle, o protótipo será construído no Campo Experimental Serra da Prata, da Embrapa Roraima, em Mucajaí (RR), a 100 quilômetros de Boa Vista. Ele será composto por dois módulos: um para a extração de óleo e outro para o refino.
O objetivo é desenvolver um protótipo que possa ser replicado nas comunidades isoladas da fronteira agrícola. “Há comunidades que ficam a até 500 quilômetros e seria caro levar a energia por meio de fios. A idéia seria instalar geradores nas próprias comunidades”, afirmou.
Um dos objetivos do projeto é a geração de renda e o desenvolvimento sustentável das comunidades. “Por isso pretendemos, futuramente, instalar módulos próximos a cada núcleo. Assim os habitantes poderão participar do processo. Quando o inajá é processado, as sobras podem ser usadas para fabricação de bolachas, doces e ração animal”, afirmou Smiderle.
Segundo o pesquisador, as usinas são de pequeno porte e poderão ser transferidas de acordo com a distribuição da matéria-prima. A usina irá operar, inicialmente, com óleo in natura de inajá, mas há possibilidade de testes com óleos de outras plantas. O IME prevê que a capacidade de produção poderá atingir até 16 mil litros por mês.
A estratégia do projeto, de acordo com Smiderle, é aproveitar o conhecimento do IME em biocombustíveis e o conhecimento da Embrapa instalado na região Norte, aproveitando a logística do Exército brasileiro, por meio do Comando Militar da Amazônia, para contribuir com o desenvolvimento sustentável.
As mesmas características que tornam o inajá um problema para os pecuaristas poderão transformá-la numa solução para comunidades agrícolas isoladas, gerando energia e renda. O IME - Instituto Militar de Engenharia e a unidade de Roraima da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária acabam de estabelecer uma parceria para a implantação de uma usina de biocombustível operada com óleo de inajá. O projeto é financiado pela Finep - Financiadora de Estudos e Projetos, do MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia.
O agrônomo Oscar José Smiderle, um dos pesquisadores da Embrapa envolvidos no projeto, declarou que a usina deverá ser instalada até março e a produção do óleo deverá começar no meio do ano. “O projeto é do IME. A Embrapa fará a pesquisa necessária para termos o domínio agronômico da planta. Depois disso, saberemos qual a quantidade de produção possível. A usina será um piloto para aprimorar os estudos”, disse ele à Agência Fapesp.
De acordo com Smiderle, o protótipo será construído no Campo Experimental Serra da Prata, da Embrapa Roraima, em Mucajaí (RR), a 100 quilômetros de Boa Vista. Ele será composto por dois módulos: um para a extração de óleo e outro para o refino.
O objetivo é desenvolver um protótipo que possa ser replicado nas comunidades isoladas da fronteira agrícola. “Há comunidades que ficam a até 500 quilômetros e seria caro levar a energia por meio de fios. A idéia seria instalar geradores nas próprias comunidades”, afirmou.
Um dos objetivos do projeto é a geração de renda e o desenvolvimento sustentável das comunidades. “Por isso pretendemos, futuramente, instalar módulos próximos a cada núcleo. Assim os habitantes poderão participar do processo. Quando o inajá é processado, as sobras podem ser usadas para fabricação de bolachas, doces e ração animal”, afirmou Smiderle.
Segundo o pesquisador, as usinas são de pequeno porte e poderão ser transferidas de acordo com a distribuição da matéria-prima. A usina irá operar, inicialmente, com óleo in natura de inajá, mas há possibilidade de testes com óleos de outras plantas. O IME prevê que a capacidade de produção poderá atingir até 16 mil litros por mês.
A estratégia do projeto, de acordo com Smiderle, é aproveitar o conhecimento do IME em biocombustíveis e o conhecimento da Embrapa instalado na região Norte, aproveitando a logística do Exército brasileiro, por meio do Comando Militar da Amazônia, para contribuir com o desenvolvimento sustentável.
Fonte: Fábio de Castro/ Agência Fapesp
Notícias em destaque
El Niño pode pressionar oferta global de celulose e alterar dinâmica do mercado, avalia JPMorgan
Banco aponta a Suzano como uma das empresas mais resilientes diante dos potenciais impactos do fenômeno climático sobre a...
(MERCADO)
Mobiliário modular feito com painéis de grama.
O banco Clique Luxe do Studio TK, desenhado por Mario Ruiz, apresenta painéis estruturais à base de grama da Plantd como componentes...
(GERAL)
Exportações de móveis recuam, enquanto suprimentos produtivos avançam no acumulado do ano
O comércio exterior da cadeia de móveis brasileira atravessou o segundo trimestre de 2026 em um ambiente marcado por maior...
(EXPORTAÇÃO)
A produtividade florestal também depende do executor
Durante uma conversa entre profissionais do setor florestal, surgiu uma pergunta interessante:
— Depois de tantos anos acompanhando a...
(SILVICULTURA)
Pouca gente sabe, mas existe uma árvore de 2 mil anos na África do Sul que “ruge” quando o vento sopra entre os galhos e armazena até 4.500 litros de água no próprio tronco, virando fonte de vida da comunidade
Pouca gente sabe, mas existe uma árvore de 2 mil anos na África do Sul que “ruge” quando o vento sopra entre os galhos e...
(GERAL)
Como avaliar produtividade florestal
Um povoamento com bom fechamento de copa nem sempre entrega o melhor resultado econômico. Em campo, a diferença entre uma floresta...
(GERAL)














