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Notícias
17
jan
2007
(GERAL)
Guerra da Celulose pode acabar no Conselho da ONU
O conflito entre a Argentina e o Uruguai denominado "Guerra da Celulose" corre o risco de parar no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A advertência foi feita pela representante do governo argentino na Corte Internacional de Haia, Susana Ruiz Cerutti, após a apresentação dos argumentos da Argentina para a demanda iniciada contra o Uruguai pela suposta violação do tratado do rio Uruguai, na segunda-feira.
Cerutti explicou à imprensa local que se a sentença dos juízes não for acatada, pode derivar em uma ação perante o Conselho de Segurança da ONU. A referência da diplomata ocorre um mês depois que o governo de Tabaré Vázquez ameaçou recorrer à ONU para solucionar o conflito com a Argentina, principalmente no que diz respeito aos bloqueios da fronteira, os quais têm provocado prejuízos comerciais e turísticos ao Uruguai.
Sobre a acusação argentina de violação do tratado do rio, o Uruguai tem até o dia 20 de julho para apresentar os argumentos de sua defesa. Depois dessa apresentação, o tribunal terá que decidir sobre a questão de fundo: se a finlandesa Botnia terá que desmantelar sua fábrica em construção na pequena cidade uruguaia de Fray Bentos ou se a Argentina terá que aceitar o funcionamento da planta, previsto para ter início ainda no primeiro semestre desse ano.
Mas antes disso, em qualquer momento, os juízes de Haia vão decidir sobre a medida cautelar que o Uruguai apresentou contra a Argentina por causa dos bloqueios da fronteira. Nesse caso, se a Corte Internacional de Haia decidir pela responsabilidade da Argentina na livre circulação da fronteira, isso implica em que os manifestantes de Gualeyguachú terão que obedecer a decisão e acabar com os bloqueios das pontes ou o governo de Néstor Kirchner terá que reprimi-los. Caso contrário, Vázquez poderá pedir a intervenção do Conselho da ONU.
A Argentina já tem um antecedente contrário que poderia pesar na decisão de Haia. O Tribunal de Controvérsias do Mercosul entendeu, no ano passado, que o governo argentino não agiu como deveria para evitar os bloqueios e garantir a livre circulação da fronteira. No entanto, Kirchner apóia os manifestantes na luta contra a instalação da fábrica de celulose às margens do rio Uruguai.
Na Argentina, existe o temor de que a planta da Botnia vá poluir o meio ambiente. No Uruguai, há promessas de que a tecnologia utilizada pela fábrica é a melhor e controla a emissão de poluentes. O conflito se arrasta há mais de dois anos.
Cerutti explicou à imprensa local que se a sentença dos juízes não for acatada, pode derivar em uma ação perante o Conselho de Segurança da ONU. A referência da diplomata ocorre um mês depois que o governo de Tabaré Vázquez ameaçou recorrer à ONU para solucionar o conflito com a Argentina, principalmente no que diz respeito aos bloqueios da fronteira, os quais têm provocado prejuízos comerciais e turísticos ao Uruguai.
Sobre a acusação argentina de violação do tratado do rio, o Uruguai tem até o dia 20 de julho para apresentar os argumentos de sua defesa. Depois dessa apresentação, o tribunal terá que decidir sobre a questão de fundo: se a finlandesa Botnia terá que desmantelar sua fábrica em construção na pequena cidade uruguaia de Fray Bentos ou se a Argentina terá que aceitar o funcionamento da planta, previsto para ter início ainda no primeiro semestre desse ano.
Mas antes disso, em qualquer momento, os juízes de Haia vão decidir sobre a medida cautelar que o Uruguai apresentou contra a Argentina por causa dos bloqueios da fronteira. Nesse caso, se a Corte Internacional de Haia decidir pela responsabilidade da Argentina na livre circulação da fronteira, isso implica em que os manifestantes de Gualeyguachú terão que obedecer a decisão e acabar com os bloqueios das pontes ou o governo de Néstor Kirchner terá que reprimi-los. Caso contrário, Vázquez poderá pedir a intervenção do Conselho da ONU.
A Argentina já tem um antecedente contrário que poderia pesar na decisão de Haia. O Tribunal de Controvérsias do Mercosul entendeu, no ano passado, que o governo argentino não agiu como deveria para evitar os bloqueios e garantir a livre circulação da fronteira. No entanto, Kirchner apóia os manifestantes na luta contra a instalação da fábrica de celulose às margens do rio Uruguai.
Na Argentina, existe o temor de que a planta da Botnia vá poluir o meio ambiente. No Uruguai, há promessas de que a tecnologia utilizada pela fábrica é a melhor e controla a emissão de poluentes. O conflito se arrasta há mais de dois anos.
Fonte: Agência Estado
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