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Notícias
09
jan
2007
(GERAL)
Argentina quer suspender venda de madeira para Uruguai
A Guerra da Celulose ganha um novo capítulo a cada semana e complica ainda mais as relações Argentina-Uruguai. Agora, o governador argentino de Entre Ríos, Jorge Busti, ameaça com uma lei que suspende a exportação de madeira roliça para o país vizinho. "Há um projeto apresentado na Assembléia de Deputados com parecer favorável e hoje (segunda-feira) teremos reunião de gabinete, na qual vamos decidir pela convocação de sessões extraordinárias para aprová-lo", afirmou Busti em entrevista às rádios de Buenos Aires.
Busti reconheceu que a suspensão das exportações deste tipo de madeira não tem muita incidência na economia da província, tampouco para o país vizinho. No entanto, a fábrica de celulose que está sendo construída na outra margem do rio Uruguai, em Fray Bentos, vai precisar de madeira argentina, segundo avaliação do governador. A finlandesa Botnia possui 600 mil hectares reflorestados no Uruguai para abastecer sua planta, a partir deste ano, quando entrar em funcionamento.
Segundo o jornal argentino Ámbito Financiero, o chanceler uruguaio, Reinaldo Gargano, afirmou que a iniciativa de Busti poderia "liquidar" o sistema regional de livre comércio e que se a mesma for confirmada, seu governo vai apresentar uma denúncia formal perante os organismos do Mercosul.
A decisão do governador de Entre Rios é uma resposta ao pedido da Assembléia Cidadã Ambiental de Gualeguaychú, que reivindicou essa lei para reabrir o diálogo com as autoridades provinciais. No entanto, os ambientalistas não aceitam negociar o fim dos bloqueios das pontes internacionais, sendo que a principal delas está fechada há quase dois meses. Os manifestantes também continuam com as ameaças de bloquear as saídas dos barcos turísticos de Buenos Aires para o Uruguai.
A promotoria pública da Argentina já deu ordens à Prefeitura Naval de deter qualquer pessoa que tentar impedir a saída de barcos. Mas os manifestantes mantêm firmes os protestos contra o Uruguai e a construção da fábrica de celulose, que pretende produzir um milhão de toneladas de papel por ano. Os argentinos não aceitam nenhum estudo ou argumento sobre a tecnologia utilizada pela Finlândia para impedir o dano ao meio ambiente. Os moradores de Gualeyguachú estão convencidos de que a fábrica vai poluir o rio e o ar da região, além de afastar os turistas.
Busti reconheceu que a suspensão das exportações deste tipo de madeira não tem muita incidência na economia da província, tampouco para o país vizinho. No entanto, a fábrica de celulose que está sendo construída na outra margem do rio Uruguai, em Fray Bentos, vai precisar de madeira argentina, segundo avaliação do governador. A finlandesa Botnia possui 600 mil hectares reflorestados no Uruguai para abastecer sua planta, a partir deste ano, quando entrar em funcionamento.
Segundo o jornal argentino Ámbito Financiero, o chanceler uruguaio, Reinaldo Gargano, afirmou que a iniciativa de Busti poderia "liquidar" o sistema regional de livre comércio e que se a mesma for confirmada, seu governo vai apresentar uma denúncia formal perante os organismos do Mercosul.
A decisão do governador de Entre Rios é uma resposta ao pedido da Assembléia Cidadã Ambiental de Gualeguaychú, que reivindicou essa lei para reabrir o diálogo com as autoridades provinciais. No entanto, os ambientalistas não aceitam negociar o fim dos bloqueios das pontes internacionais, sendo que a principal delas está fechada há quase dois meses. Os manifestantes também continuam com as ameaças de bloquear as saídas dos barcos turísticos de Buenos Aires para o Uruguai.
A promotoria pública da Argentina já deu ordens à Prefeitura Naval de deter qualquer pessoa que tentar impedir a saída de barcos. Mas os manifestantes mantêm firmes os protestos contra o Uruguai e a construção da fábrica de celulose, que pretende produzir um milhão de toneladas de papel por ano. Os argentinos não aceitam nenhum estudo ou argumento sobre a tecnologia utilizada pela Finlândia para impedir o dano ao meio ambiente. Os moradores de Gualeyguachú estão convencidos de que a fábrica vai poluir o rio e o ar da região, além de afastar os turistas.
Fonte: Marina Guimarães/ Estadão Online
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