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Notícias
09
jan
2007
(GERAL)
Campanha de recuperação do Rio Xingu busca sementes de plantas nativas
A coleta de sementes de plantas nativas é a principal meta, este ano, da campanha Y Ikatu Xingu, que significa "água limpa e boa" na língua Kamaiurá, pertencente ao tronco Tupi. Lançada há três anos, a campanha objetiva recuperar nascentes e matas ciliares (as que margeiam os cursos d’água) do Rio Xingu no Mato Grosso.
De acordo com o coordenador da campanha pelo Instituto SocioAmbiental (ISA), Márcio Santilli, lideranças indígenas vão recolher sementes em remanescentes florestais e municípios da região já construíram viveiros, porém a coleta ainda é pequena diante do tamanho das áreas degradadas.
“Um esforço de recuperação em maior escala de matas ciliares da região vai demandar uma quantidade muito grande de sementes de diversas árvores”, explicou, em entrevista à Agência Brasil. “Essas sementes de espécies nativas não são passíveis de compra no comércio local, portanto tem que haver esforço grande de coleta, tratamento e distribuição.”
Os recursos para o trabalho virão de parcerias com os governos federal, estadual e municipais. Segundo Santilli, a campanha possui 15 projetos, sendo que alguns devem começar neste ano, como o da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Em três anos, a empresa vai capacitar pessoas e instituições sobre o uso da água, plantio e apoio a assentados, além do desenvolvimento de experimentos na pecuária. O custo será de R$ 1 milhão, dividido igualmente entre a empresa e o Ministério da Ciência e Tecnologia.
Além de prefeitos e indígenas, fazendeiros, assentados e a universidade local aderiram à campanha. Para o coordenador, a participação de quem “tem a mão na massa” é fundamental para a recuperação das nascentes e matas ciliares e reverter a cultura do desmatamento, trazida pelas famílias que migraram para o Xingu.
“As pessoas trouxeram um tipo de cultura agrícola ou de cultura de ocupação de território que tiveram dos seus pais e avós, da própria orientação histórica que o Estado brasileiro deu para esse tipo de ocupação. Muitas pessoas eram estimuladas a desmatar até para comprovar a posse efetiva das áreas”, ressaltou Santilli. A expansão agrícola, o desmatamento e as queimadas têm provocado a seca de várias nascentes e destruição das matas em torno do rio, conforme dados do ISA.
Criado em 1961, o Parque Indígena do Xingu tem atualmente cerca de 2,6 milhões de hectares, porém as nascentes dos rios formadores do Xingu, principal rio da região, ficaram de fora do parque. O projeto original para o local, defendido pelos irmãos Villas Boas, por Darcy Ribeiro e pelo marechal Cândido Rondon junto a Getúlio Vargas, previa uma área quatro vezes maior.
De acordo com o coordenador da campanha pelo Instituto SocioAmbiental (ISA), Márcio Santilli, lideranças indígenas vão recolher sementes em remanescentes florestais e municípios da região já construíram viveiros, porém a coleta ainda é pequena diante do tamanho das áreas degradadas.
“Um esforço de recuperação em maior escala de matas ciliares da região vai demandar uma quantidade muito grande de sementes de diversas árvores”, explicou, em entrevista à Agência Brasil. “Essas sementes de espécies nativas não são passíveis de compra no comércio local, portanto tem que haver esforço grande de coleta, tratamento e distribuição.”
Os recursos para o trabalho virão de parcerias com os governos federal, estadual e municipais. Segundo Santilli, a campanha possui 15 projetos, sendo que alguns devem começar neste ano, como o da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Em três anos, a empresa vai capacitar pessoas e instituições sobre o uso da água, plantio e apoio a assentados, além do desenvolvimento de experimentos na pecuária. O custo será de R$ 1 milhão, dividido igualmente entre a empresa e o Ministério da Ciência e Tecnologia.
Além de prefeitos e indígenas, fazendeiros, assentados e a universidade local aderiram à campanha. Para o coordenador, a participação de quem “tem a mão na massa” é fundamental para a recuperação das nascentes e matas ciliares e reverter a cultura do desmatamento, trazida pelas famílias que migraram para o Xingu.
“As pessoas trouxeram um tipo de cultura agrícola ou de cultura de ocupação de território que tiveram dos seus pais e avós, da própria orientação histórica que o Estado brasileiro deu para esse tipo de ocupação. Muitas pessoas eram estimuladas a desmatar até para comprovar a posse efetiva das áreas”, ressaltou Santilli. A expansão agrícola, o desmatamento e as queimadas têm provocado a seca de várias nascentes e destruição das matas em torno do rio, conforme dados do ISA.
Criado em 1961, o Parque Indígena do Xingu tem atualmente cerca de 2,6 milhões de hectares, porém as nascentes dos rios formadores do Xingu, principal rio da região, ficaram de fora do parque. O projeto original para o local, defendido pelos irmãos Villas Boas, por Darcy Ribeiro e pelo marechal Cândido Rondon junto a Getúlio Vargas, previa uma área quatro vezes maior.
Fonte: Carolina Pimentel / Agência Brasil
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