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Notícias
30
dez
2006
(GERAL)
Importação limitará alta do PIB em 2007
O aumento das importações vai limitar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e, mais ainda, no ano que vem. A conclusão é de um estudo realizado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Quando se analisa a contribuição dos componentes da demanda para o incremento do PIB, observa-se que no primeiro trimestre do ano ela foi negativa em 0,5%. No segundo trimestre, a contribuição foi negativa em 0,7%. No terceiro trimestre, foi neutra (0%), mas deve voltar para o negativo nestes últimos três meses do ano.
“Para o ano que vem, com a diminuição ainda maior do saldo comercial, a expectativa é de que a balança limite ainda mais o crescimento do PIB”, explicou Edgard Pereira, economista-chefe do Iedi. Ele ressaltou que o impacto só não é maior porque o peso da corrente de comércio na formação do PIB ainda tem pouca expressão.
O saldo comercial deve encerrar este ano na casa dos US$ 44 bilhões. No ano que vem, deve recuar para algo em torno de US$ 35 bilhões, com aumento das exportações inferior, porcentualmente, ao das importações, segundo o Iedi. Para este ano, a entidade acredita que a alta do PIB ficará pouco abaixo de 3%; em 2007, pouco acima dos 3%.
O estudo mostra que, no conceito de componentes da demanda, a maior contribuição para o incremento do PIB vem do consumo das famílias, seguido por consumo do governo, formação bruta de capital fixo e, em menor escala, variação dos estoques e saldo comercial.
Segundo Pereira, a indústria brasileira também passa por uma espécie de mudança estrutural, motiva pelo câmbio. A indústria compõe hoje cerca de 40% do PIB total - uma queda em relação à segunda metade dos anos 1980, quando chegou perto dos 50%. Pelo trabalho do Iedi, fica claro que, entre os quatro segmentos que compõem o PIB industrial (construção civil, indústria de transformação, extrativa mineral e indústria de serviços de utilidade pública), o único que apresenta movimento ascendente é a extrativa mineral, puxada por celulose, minério de ferro e petróleo, por exemplo, todas commodities exportáveis.
Ao mesmo tempo, a quantidade de importação de bens de consumo intermediários (insumos e componentes para indústrias como a eletroeletrônica, a petroquímica e a automobilística) cresceu 69,7% neste ano sobre uma base iniciada em 1999. E as compras de bens de consumo duráveis, como veículos e eletrodomésticos, aumentou 79,6% na mesma base de comparação. “Esses dados, sim, mostram a tendência de desindustrialização do Brasil”, completou o presidente do Iedi, Josué Christiano Gomes da Silva, que é filho do vice-presidente José Alencar.
A soma desses dados leva o Iedi a concluir que a regressão industrial fragiliza as bases para o crescimento sustentado da economia brasileira.
“Para o ano que vem, com a diminuição ainda maior do saldo comercial, a expectativa é de que a balança limite ainda mais o crescimento do PIB”, explicou Edgard Pereira, economista-chefe do Iedi. Ele ressaltou que o impacto só não é maior porque o peso da corrente de comércio na formação do PIB ainda tem pouca expressão.
O saldo comercial deve encerrar este ano na casa dos US$ 44 bilhões. No ano que vem, deve recuar para algo em torno de US$ 35 bilhões, com aumento das exportações inferior, porcentualmente, ao das importações, segundo o Iedi. Para este ano, a entidade acredita que a alta do PIB ficará pouco abaixo de 3%; em 2007, pouco acima dos 3%.
O estudo mostra que, no conceito de componentes da demanda, a maior contribuição para o incremento do PIB vem do consumo das famílias, seguido por consumo do governo, formação bruta de capital fixo e, em menor escala, variação dos estoques e saldo comercial.
Segundo Pereira, a indústria brasileira também passa por uma espécie de mudança estrutural, motiva pelo câmbio. A indústria compõe hoje cerca de 40% do PIB total - uma queda em relação à segunda metade dos anos 1980, quando chegou perto dos 50%. Pelo trabalho do Iedi, fica claro que, entre os quatro segmentos que compõem o PIB industrial (construção civil, indústria de transformação, extrativa mineral e indústria de serviços de utilidade pública), o único que apresenta movimento ascendente é a extrativa mineral, puxada por celulose, minério de ferro e petróleo, por exemplo, todas commodities exportáveis.
Ao mesmo tempo, a quantidade de importação de bens de consumo intermediários (insumos e componentes para indústrias como a eletroeletrônica, a petroquímica e a automobilística) cresceu 69,7% neste ano sobre uma base iniciada em 1999. E as compras de bens de consumo duráveis, como veículos e eletrodomésticos, aumentou 79,6% na mesma base de comparação. “Esses dados, sim, mostram a tendência de desindustrialização do Brasil”, completou o presidente do Iedi, Josué Christiano Gomes da Silva, que é filho do vice-presidente José Alencar.
A soma desses dados leva o Iedi a concluir que a regressão industrial fragiliza as bases para o crescimento sustentado da economia brasileira.
Fonte: O Estado do Paraná
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