Voltar
Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Ibama e PM flagram extração ilegal de madeira em Anapu.
Operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Polícia Militar descobriu extração ilegal de madeira dentro de um projeto de desenvolvimento sustentável do (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Anapu, no sudoeste do Pará. O tamanho da devastação impressiona: foram retiradas várias espécies de madeira nobre dentro de uma área equivalente a oito mil campos de futebol, apreendidas armas e motosserras.
Os trabalhadores encontrados no local denunciam que viviam em regime de escravidão no meio da selva. Eles eram obrigados a ficar por vários dias na mata, mal se alimentavam e não recebiam seus salários. O caso foi entregue à Delegacia Regional do Trabalho para as providências. Os madeireiros serão chamados para indenizar os trabalhadores.
Aprovados - As investigações duraram dez dias até que os fiscais pudessem fazer o flagrante do crime ambiental, utilizando inclusive helicóptero. Foram apreendidas 14 armas, algumas delas pesadas, como carabina e espingarda 12, além de 15 motosserras. No total, oito mil hectares das florestas de Anapu foram destruídos.
De acordo com as empresas multadas em R$ 1 milhão por desmatamento ilegal e crime contra o meio ambiente, os projetos de manejo tidos como irregulares foram aprovados pelo Ibama. Ocorre que essas empresas tinham prazo de 60 dias para apresentar a certidão fundiária do Incra, mas não o fizeram. Um dos projetos, o do madeireiro Paulo Miller, foi suspenso pelo Ibama. A autorização de manejo era para uma área, mas Miller extrapolou, retirando madeira de outra.
Bloqueio - Para impedir que os fiscais e policiais chegassem ao local da devastação, os madeireiros bloquearam uma estrada vicinal com toras de madeira em mais de 200 metros. Somente de helicóptero foi possível efetuar o flagrante. Entre as espécies extraídas havia muito tauari - madeira de qualidade semelhante ao mogno e de alta cotação no mercado internacional-, angelim, massaranduba e cedro.
A Madeireira Brascombi, cujo plano de manejo foi aprovado pelo Ibama, alega ter adquirido uma área em leilão do Banco do Brasil. A autorização provisória para a exploração era condicionada à apresentação da documentação fundiária expedida pelo Incra, além de vistoria de campo e levantamento da área por sensoriamento remoto. No caso da regularização fundiária junto ao Incra, o documento não foi apresentado. O gerente executivo do Ibama em Belém, Marcílio Monteiro, informou a O LIBERAL que nos próximos dias uma equipe de técnicos do Ibama estará fazendo uma vistoria completa na área da Brascombi, inclusive com a localização exata das coordenadas geográficas. Ele garantiu que se durante a vistoria for constatada qualquer irregularidade, o plano de manejo da empresa será imediatamente suspenso.
Relatório - O superintendente do Incra em Belém, Roberto Faro, disse a O LIBERAL estar aguardando um relatório de técnicos do órgão sobre a extração ilegal de madeira em áreas do PDS de Anapu. “Se houve crime ambiental, os culpados terão de ser punidos, mas quem vai cuidar disso é o Ibama”, afirmou.
Segundo Faro, o Incra não concedeu nenhum documento a qualquer empresa madeireira para fazer extração em áreas da União. “Nós temos tido todo o cuidado de não liberar área para plano de manejo onde há sobreposição de terra ou em locais definidos para assentamento de agricultores”.
Fonte: O Liberal
02/out/03
Os trabalhadores encontrados no local denunciam que viviam em regime de escravidão no meio da selva. Eles eram obrigados a ficar por vários dias na mata, mal se alimentavam e não recebiam seus salários. O caso foi entregue à Delegacia Regional do Trabalho para as providências. Os madeireiros serão chamados para indenizar os trabalhadores.
Aprovados - As investigações duraram dez dias até que os fiscais pudessem fazer o flagrante do crime ambiental, utilizando inclusive helicóptero. Foram apreendidas 14 armas, algumas delas pesadas, como carabina e espingarda 12, além de 15 motosserras. No total, oito mil hectares das florestas de Anapu foram destruídos.
De acordo com as empresas multadas em R$ 1 milhão por desmatamento ilegal e crime contra o meio ambiente, os projetos de manejo tidos como irregulares foram aprovados pelo Ibama. Ocorre que essas empresas tinham prazo de 60 dias para apresentar a certidão fundiária do Incra, mas não o fizeram. Um dos projetos, o do madeireiro Paulo Miller, foi suspenso pelo Ibama. A autorização de manejo era para uma área, mas Miller extrapolou, retirando madeira de outra.
Bloqueio - Para impedir que os fiscais e policiais chegassem ao local da devastação, os madeireiros bloquearam uma estrada vicinal com toras de madeira em mais de 200 metros. Somente de helicóptero foi possível efetuar o flagrante. Entre as espécies extraídas havia muito tauari - madeira de qualidade semelhante ao mogno e de alta cotação no mercado internacional-, angelim, massaranduba e cedro.
A Madeireira Brascombi, cujo plano de manejo foi aprovado pelo Ibama, alega ter adquirido uma área em leilão do Banco do Brasil. A autorização provisória para a exploração era condicionada à apresentação da documentação fundiária expedida pelo Incra, além de vistoria de campo e levantamento da área por sensoriamento remoto. No caso da regularização fundiária junto ao Incra, o documento não foi apresentado. O gerente executivo do Ibama em Belém, Marcílio Monteiro, informou a O LIBERAL que nos próximos dias uma equipe de técnicos do Ibama estará fazendo uma vistoria completa na área da Brascombi, inclusive com a localização exata das coordenadas geográficas. Ele garantiu que se durante a vistoria for constatada qualquer irregularidade, o plano de manejo da empresa será imediatamente suspenso.
Relatório - O superintendente do Incra em Belém, Roberto Faro, disse a O LIBERAL estar aguardando um relatório de técnicos do órgão sobre a extração ilegal de madeira em áreas do PDS de Anapu. “Se houve crime ambiental, os culpados terão de ser punidos, mas quem vai cuidar disso é o Ibama”, afirmou.
Segundo Faro, o Incra não concedeu nenhum documento a qualquer empresa madeireira para fazer extração em áreas da União. “Nós temos tido todo o cuidado de não liberar área para plano de manejo onde há sobreposição de terra ou em locais definidos para assentamento de agricultores”.
Fonte: O Liberal
02/out/03
Fonte:
Notícias em destaque
Silvicultura e as restaurações, prioridade e legitimidade
A recuperação de áreas degradadas vai se consolidando como uma nova alternativa da silvicultura brasileira dentro da agenda...
(SILVICULTURA)
FUNPINUS reúne setor produtivo e pesquisadores para melhoramento genético do pinus
O Fundo Cooperativo para Melhoramento de Pinus (FUNPINUS) foi criado em 2017 como um dos principais instrumentos de colaboração...
(GERAL)
Adeus madeira? Sobra de 200 milhões de toneladas para fazer MDF de bagaço de cana
Adeus madeira? Sobra de 200 milhões de toneladas para fazer MDF de bagaço de cana na busca por “plástico verde”...
(GERAL)
Plano estadual fortalece silvicultura e amplia base de florestas plantadas em Goiás
Estratégia integra políticas públicas, planejamento técnico e articulação institucional para atrair...
(SILVICULTURA)
Novo programa valida a legalidade das madeiras nobres americanas
O Conselho Americano de Exportação de Madeira de Lei (American Hardwood Export Council) contratou a Dovetail Partners, de...
(INTERNACIONAL)
Com maturidade em 3 a 5 anos e crescimento até 1 metro por dia, bambu vira a aposta climática mais rápida na África
Com maturidade em 3 a 5 anos e crescimento até 1 metro por dia, bambu vira a aposta climática mais rápida na África,...
(GERAL)














