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Notícias

22
nov
2005
(GERAL)
Índice mensal de queimadas quase dobra e incêndios atingem duramente os parques
Balanço de focos de fogo de setembro revela aumento significativo em relação a agosto. Queimadas e incêndios atingiram todo o Brasil Central.

Em setembro, o índice de focos de fogo foi quase duas vezes maior do que o total de agosto: 57.892 pontos ou 94% a mais do que os 29.778 focos do mês passado. O número impressiona, mas ainda é mais baixo do que o registrado em setembro do ano passado, quando 61.991 focos foram detectados. As imagens dos satélites norte americanos da série NOAA, processadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Embrapa Monitoramento por Satélite (CNPM), revelam também uma expansão das principais concentrações de fogo no sentido Leste-Oeste, com as chamas dominando a paisagem em praticamente todo o Brasil Central.

O estado recordista continua sendo o Mato Grosso, com 16.136 focos ou 28% do total brasileiro. Em seguida, no ranking da fumaça, vem o Pará (7.538 focos), Tocantins (6.125), Maranhão (5.157) e Bahia (4.683). Fora de época, como resultado de uma estiagem excessivamente prolongada, em sexto lugar vem Minas Gerais, com 4.254 focos, um índice impressionante para um estado que em agosto havia registrado 754 focos, praticamente cinco vezes menos. Concentrações importantes ainda ocorreram no interior do Paraná, oeste da Bahia e sertão do Piauí, Ceará e Pernambuco.

As atenções estiveram especialmente voltadas, durante todo o mês, no entanto, para os incêndios em unidades de conservação, que cresceram de modo assustador e atingiram grandes porções de parques e reservas de importância biológica. No Jalapão (Tocantins) denúncias de entidades ambientalistas consideraram vários incêndios como criminosos, resultado de disputas fundiárias.

Na Amazônia, o fogo atingiu principalmente os parques nacionais da Serra do Divisor (Acre); Jaú e Amazônia (Amazonas); Pacaás Novos (Rondônia); Araguaia (Tocantins); Chapada dos Guimarães (Mato Grosso) e até os parques do Viruá e Serra da Mocidade, em Roraima, e os de Cabo Orange e das Montanhas do Tumucumaque, no Amapá, onde ainda é cedo demais para queimar. Nos estados do hemisfério norte, o fogo também surgiu precocemente nas estações ecológicas de Caracaraí e Niquiá (Roraima) e na reserva Biológica do Lago Piratuba (Amapá).

Frentes de incêndios destruíram parte das florestas nacionais de Itaituba, Tapajós-Aquiri, Tapajós, Caxiuanã, Xingu, Altamira, Itacaiúnas e Carajás (Pará), Purus e Tefé (Amazonas), Jamari e Bom Futuro (Rondônia), esta também objeto de disputas fundiárias. O fogo se instalou igualmente nas reservas biológicas do Jaru e Guaporé (Rondônia), Gurupi (Maranhão) e Tapirapé (Pará) e nas estações ecológicas da Serra Geral do Tocantins (Tocantins) e de Anavilhanas (Amazonas).

Fora da Amazônia, incêndios ocorreram nos parques nacionais de Ilha Grande (Paraná); São Joaquim (Santa Catarina), Serra das Confusões, Nascentes do Rio Parnaíba, Serra da Capivara e Sete Cidades (Piauí), Chapada Diamantina e Grande Sertão Veredas (Bahia), Chapada dos Veadeiros (Goiás), Serra da Canastra e Itatiaia (Minas Gerais), Lençóis Maranhenses (Maranhão). E a Estação Ecológica de Uruçuí-Una, no Piauí, completou 4 meses com frentes de fogo constantes.

Liana John

Fonte:

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