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Notícias
21
nov
2006
(GERAL)
Ambientalista prevê mercado para tecnologias de redução do aquecimento global
O advogado ambientalista Fernando Pinheiro prevê o surgimento de um novo mercado, após a entrada de países em desenvolvimento no Protocolo de Quioto: o de tecnologias para reduzir as emissões de gases nocivos ao meio ambiente.
Com a revisão das metas prevista na Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas, realizada na semana passada em Nairóbi, no Quênia, Pinheiro lembrou que "em 2008 o Brasil, a China, a Índia e outros países, que poderão estar em fase de transição, passando de beneficiários para co-responsáveis, tratarão de estabelecer mecanismos de salvaguardas para que entrem em condições de igualdade com os países desenvolvidos, cuja tecnologia é suficiente para entrar no mercado de redução de emissões vendendo equipamentos e conhecimentos”.
Pinheiro destacou que os Estados Unidos não são signatários do protocolo – acordo internacional que visa reduzir a emissão de gases por parte dos países industrializados – já vêm desenvolvendo tecnologias para a mudança da atual matriz, baseada na uso de petróleo, que é não-renovável e poluidor. “Os processos que eles desenvolvem são muito parecidos com o programa brasileiro para o álcool, com a busca de células de hidrogênio e células mistas, para geração de energia de tal maneira que vamos ter uma pressão externa ao protocolo que é a criação de um novo mercado promovido pelos Estados Unidos”, explicou.
De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, 80% das emissões de gases poluentes são oriundos da queima de combustíveis fósseis. “Não adianta nada o nosso esforço em relação à redução do desmatamento de florestas. Até porque as próprias florestas estarão destruídas. Inclusive, hoje mesmo já estamos tendo perda de floresta em função do aquecimento global. Então, esse mecanismo do biocombustivel, das energias renováveis como a biomassa, solar e eólica precisa acontecer”, afirmou.
Durante a conferência que reuniu representantes de 189 países, a ministra apresentou proposta que cria um mecanismo compensatório para os países em desenvolvimento, que efetivamente reduziram suas emissões de gases por meio do combate ao desmatamento.
“Esse incentivo é importante porque, da mesma forma que é difícil para os paises desenvolvidos mudarem a matriz energética, pelo alto custo da substituição dos combustíveis fósseis por outras fontes de energia, para os países em desenvolvimento é também muito difícil mudar o modelo. Assim, é fundamental que se tenha recursos para investimentos na pesquisa, para o crédito, para o incentivo a novas tecnologias e, principalmente, novas práticas de produção”, acrescentou Marina Silva.
Com a revisão das metas prevista na Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas, realizada na semana passada em Nairóbi, no Quênia, Pinheiro lembrou que "em 2008 o Brasil, a China, a Índia e outros países, que poderão estar em fase de transição, passando de beneficiários para co-responsáveis, tratarão de estabelecer mecanismos de salvaguardas para que entrem em condições de igualdade com os países desenvolvidos, cuja tecnologia é suficiente para entrar no mercado de redução de emissões vendendo equipamentos e conhecimentos”.
Pinheiro destacou que os Estados Unidos não são signatários do protocolo – acordo internacional que visa reduzir a emissão de gases por parte dos países industrializados – já vêm desenvolvendo tecnologias para a mudança da atual matriz, baseada na uso de petróleo, que é não-renovável e poluidor. “Os processos que eles desenvolvem são muito parecidos com o programa brasileiro para o álcool, com a busca de células de hidrogênio e células mistas, para geração de energia de tal maneira que vamos ter uma pressão externa ao protocolo que é a criação de um novo mercado promovido pelos Estados Unidos”, explicou.
De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, 80% das emissões de gases poluentes são oriundos da queima de combustíveis fósseis. “Não adianta nada o nosso esforço em relação à redução do desmatamento de florestas. Até porque as próprias florestas estarão destruídas. Inclusive, hoje mesmo já estamos tendo perda de floresta em função do aquecimento global. Então, esse mecanismo do biocombustivel, das energias renováveis como a biomassa, solar e eólica precisa acontecer”, afirmou.
Durante a conferência que reuniu representantes de 189 países, a ministra apresentou proposta que cria um mecanismo compensatório para os países em desenvolvimento, que efetivamente reduziram suas emissões de gases por meio do combate ao desmatamento.
“Esse incentivo é importante porque, da mesma forma que é difícil para os paises desenvolvidos mudarem a matriz energética, pelo alto custo da substituição dos combustíveis fósseis por outras fontes de energia, para os países em desenvolvimento é também muito difícil mudar o modelo. Assim, é fundamental que se tenha recursos para investimentos na pesquisa, para o crédito, para o incentivo a novas tecnologias e, principalmente, novas práticas de produção”, acrescentou Marina Silva.
Fonte: Monique Maia - Agência Brasil
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