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Notícias
07
nov
2006
(GERAL)
Brasil propõe incentivo internacional para países que reduzem desmatamento
A delegação brasileira levará à 12ª Conferência das Partes da Convenção do Clima, em Nairobi, no Quênia, uma proposta de compensação financeira para os países em desenvolvimento que obtiveram redução no desmatamento das florestas tropicais. Isso traria recursos financeiros dos países ricos para nações, como é o caso do próprio Brasil, que registrarem reduções no deflorestamento. E, com isso, criarem alternativas de desenvolvimento que não causem a destruição das florestas e possam conter o desmatamento a longo prazo.
"O Brasil vai apresentar a proposta dos incentivos positivos para redução de emissão de gases de efeito esfufa decorrentes do desmatamento de floresta. A expectativa é que essa proposta possa entrar no debate e seja aberto um processo de negociação para tratar desse assunto", disse o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, que integra a delegação brasileira no Quênia.
A proposta, que será colocada em discussão, ainda precisa do apoio dos países desenvolvidos para ser aprovada e implementada. A compensação teria como base a redução de gases que contribuem com o efeito estufa, ou seja, a diminuição seria equivalente à quantidade que foi evitada ao conter o desmatamento. Uma metodologia precisaria ser criada para medir essa conversão. Um fundo seria criado para gerir as contribuições voluntárias dos países ricos.
O projeto deve estar vinculado, segundo a delegação brasileira, à Convenção de Biodiversidade e não ao Tratado de Quioto. Isso porque a segunda etapa de Quioto só começaria após 2012, enquanto a convenção, caso a negociação tenha êxito, pode incluir o mecanismo a partir do próximo ano. "A proposta é que os países desenvolvidos contribuam financeiramente para que os países em desenvolvimento possam investir em novas alternativas econômicas para a sociedade no sentido que elas possam a partir de novas tecnolgias, promover desenvolvimento sem a substituição da floresta", afirmou Capobianco.
Recentemente, o governo brasileiro apresentou a estimativa de redução de 30% no desmatamento da Amazônia. De acordo com o Projeto Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), a previsão é de que a taxa entre 2005 e 2006 corresponda a 13,1 mil quilômetros quadrados de deflorestamento. No período anterior, a redução foi de 31%. Também houve redução do desmatamento de mais de 70% na região da Mata Atlântica nos últimos anos.
A delegação brasileira é chefiada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, além de representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Itamaraty.
"O Brasil vai apresentar a proposta dos incentivos positivos para redução de emissão de gases de efeito esfufa decorrentes do desmatamento de floresta. A expectativa é que essa proposta possa entrar no debate e seja aberto um processo de negociação para tratar desse assunto", disse o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, que integra a delegação brasileira no Quênia.
A proposta, que será colocada em discussão, ainda precisa do apoio dos países desenvolvidos para ser aprovada e implementada. A compensação teria como base a redução de gases que contribuem com o efeito estufa, ou seja, a diminuição seria equivalente à quantidade que foi evitada ao conter o desmatamento. Uma metodologia precisaria ser criada para medir essa conversão. Um fundo seria criado para gerir as contribuições voluntárias dos países ricos.
O projeto deve estar vinculado, segundo a delegação brasileira, à Convenção de Biodiversidade e não ao Tratado de Quioto. Isso porque a segunda etapa de Quioto só começaria após 2012, enquanto a convenção, caso a negociação tenha êxito, pode incluir o mecanismo a partir do próximo ano. "A proposta é que os países desenvolvidos contribuam financeiramente para que os países em desenvolvimento possam investir em novas alternativas econômicas para a sociedade no sentido que elas possam a partir de novas tecnolgias, promover desenvolvimento sem a substituição da floresta", afirmou Capobianco.
Recentemente, o governo brasileiro apresentou a estimativa de redução de 30% no desmatamento da Amazônia. De acordo com o Projeto Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), a previsão é de que a taxa entre 2005 e 2006 corresponda a 13,1 mil quilômetros quadrados de deflorestamento. No período anterior, a redução foi de 31%. Também houve redução do desmatamento de mais de 70% na região da Mata Atlântica nos últimos anos.
A delegação brasileira é chefiada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, além de representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Itamaraty.
Fonte: Aloisio Milani/Agênciabrasil
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