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Notícias
26
out
2006
(GERAL)
Caem as exportações de móveis para os EUA
Mês a mês, os moveleiros brasileiros estão perdendo terreno (e negócios) nos Estados Unidos para os chineses, basicamente, em função da política cambial. Ontem (25 de outubro), ao analisar a queda das vendas, de 26,5% acumulada entre janeiro e setembro deste ano sobre igual intervalo de 2005, para aquele país, principal destino das exportações do setor, o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul (Movergs), Luiz Attílio Troes, disse que uma simples alta no dólar seria suficiente para tornar o móvel "made in Brazil" uma ameaça aos produtos asiáticos.
"Não é retórica", fez questão de ressaltar o dirigente. "Temos um conjunto de opções que podemos oferecer aos americanos de forma mais rápida, como quantidades maiores e consolidação de cargas", afirmou Troes, acrescentando que, por mais que o produto chinês melhore de qualidade, ainda assim, há aspectos intangíveis que favorecem o relacionamento com o Brasil. "Temos condições de recuperar e até ganhar espaço, transmitindo a eles aspectos como confiança e a imagem de que protegemos o meio ambiente."
As exportações totais para os Estados Unidos nos nove primeiros meses deste ano somaram US$ 227,2 milhões, ante US$ 309,2 milhões do ano passado. No pólo gaúcho a queda foi ainda maior: 44,8%, de US$ 60,6 milhões em 2005 para US$ 33,4 milhões nesse ano. "O problema não é somente de câmbio. O mercado norte-americano passou por uma recessão e somente agora começa a reagir. E tem ainda o custo de produção interno em função da elevação de preço de algumas matérias-primas, como o MDF cru, que no acumulado do ano sofreu variação entre 17% e 21%."
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgados ontem pela Movergs, o Brasil exportou entre janeiro e setembro deste ano US$ 712,7 milhões, uma queda de 8,1% ante os US$ 775,1 milhões registrados no exercício passado. No ranking dos cinco principais destinos do móvel brasileiro, quatro tiveram queda (Estados Unidos, menos 26,5%; França, negativo em 15,9%; Alemanha, queda de 34,8% e Países Baixos, redução de 29,7%). Apenas para o Reino Unido houve crescimento, de 12,6%.
O pólo catarinense, formado essencialmente por fabricantes da região de São Bento do Sul, foi o que mais sentiu o impacto da questão cambial: a retração nas exportações foi de 21%, recuando de US$ 345,6 milhões em 2005 para US$ 272,9 milhões. O pólo gaúcho sentiu menos: a queda foi de apenas 4%, de US$ 203,4 milhões no ano passado para US$ 195,1 milhões. "Isso porque há um esforço na busca de mercados onde não vendíamos antes."
Aparentemente, os importadores argentinos não deram ouvidos ao pedido de investigação sobre suposta prática de dumping de um fabricante local contra moveleiros brasileiros de roupeiros de madeira. No acumulado de nove meses, houve crescimento de 62,9% nas vendas para a Argentina, para US$ 56,2 milhões, ante os US$ 34,5 milhões do ano passado.
"Não é retórica", fez questão de ressaltar o dirigente. "Temos um conjunto de opções que podemos oferecer aos americanos de forma mais rápida, como quantidades maiores e consolidação de cargas", afirmou Troes, acrescentando que, por mais que o produto chinês melhore de qualidade, ainda assim, há aspectos intangíveis que favorecem o relacionamento com o Brasil. "Temos condições de recuperar e até ganhar espaço, transmitindo a eles aspectos como confiança e a imagem de que protegemos o meio ambiente."
As exportações totais para os Estados Unidos nos nove primeiros meses deste ano somaram US$ 227,2 milhões, ante US$ 309,2 milhões do ano passado. No pólo gaúcho a queda foi ainda maior: 44,8%, de US$ 60,6 milhões em 2005 para US$ 33,4 milhões nesse ano. "O problema não é somente de câmbio. O mercado norte-americano passou por uma recessão e somente agora começa a reagir. E tem ainda o custo de produção interno em função da elevação de preço de algumas matérias-primas, como o MDF cru, que no acumulado do ano sofreu variação entre 17% e 21%."
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgados ontem pela Movergs, o Brasil exportou entre janeiro e setembro deste ano US$ 712,7 milhões, uma queda de 8,1% ante os US$ 775,1 milhões registrados no exercício passado. No ranking dos cinco principais destinos do móvel brasileiro, quatro tiveram queda (Estados Unidos, menos 26,5%; França, negativo em 15,9%; Alemanha, queda de 34,8% e Países Baixos, redução de 29,7%). Apenas para o Reino Unido houve crescimento, de 12,6%.
O pólo catarinense, formado essencialmente por fabricantes da região de São Bento do Sul, foi o que mais sentiu o impacto da questão cambial: a retração nas exportações foi de 21%, recuando de US$ 345,6 milhões em 2005 para US$ 272,9 milhões. O pólo gaúcho sentiu menos: a queda foi de apenas 4%, de US$ 203,4 milhões no ano passado para US$ 195,1 milhões. "Isso porque há um esforço na busca de mercados onde não vendíamos antes."
Aparentemente, os importadores argentinos não deram ouvidos ao pedido de investigação sobre suposta prática de dumping de um fabricante local contra moveleiros brasileiros de roupeiros de madeira. No acumulado de nove meses, houve crescimento de 62,9% nas vendas para a Argentina, para US$ 56,2 milhões, ante os US$ 34,5 milhões do ano passado.
Fonte: Gazeta Mercantil
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