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Notícias
21
out
2006
(GERAL)
Certificada a maior área de floresta tropical do mundo
Terra Indígena do Baú recebe certificado FSC para uma área de 1,5 milhão de hectares.
Localizada no extremo sul do Pará, no município de Altamira, a Terra Indígena do Baú (TI Baú) recebeu, nessa terça-feira (17/10/2006), a certificação socioambiental FSC para uma área de 1,5 milhão de hectares e está prestes a receber a certificação orgânica IFOAM.
Em uma região marcada por conflitos fundiários, pressões de atividades ilegais de madeira e garimpo, a comunidade indígena do Baú buscou alternativas sustentáveis para o uso da floresta, valorizando seu principal produto, a castanha.
A retomada do manejo da castanha pelos Kayapós, representa uma grande contribuição com a reintegração social da comunidade indígena, com a construção de mecanismos para repartição de custos e benefícios, além de auxiliar na contínua fiscalização e proteção das suas áreas e divisas próximas à BR 163.
A comunidade Kayapó também contou com o apoio de diversos parceiros [1] para estruturar sua cadeia produtiva, investir em consultoria técnica, financiar a auditoria para certificação, equipamentos e treinamento em práticas de manejo florestal e beneficiamento do óleo de castanha.
Para conquistar a certificação, a comunidade passou por um processo de avaliação conduzido por uma equipe de 4 profissionais especializados em certificação florestal comunitária, orgânica e em questões indígenas, com fluência no idioma Kayapó.
Durante toda o processo, a equipe considerou os costumes, a língua, a organização social, as crenças, as tradições, o grande conhecimento e a estreita relação da comunidade com a floresta e seus recursos.
Além disso, os especialistas se basearam nos Padrões de Manejo de Produtos Florestais Não Madeireiros (SmartWood), nos Padrões para a Certificação Orgânica de Produtos Extrativistas (IFOAM/IBD) e utilizaram os Procedimentos Simplificados do FSC para Manejo Florestal em Pequena Escala e Baixa Intensidade (SLIMF).
Todo o processo de certificação foi conduzido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) em parceria com o Programa SmartWood (da Rainforest Alliance) e com o Instituto Biodinâmico (IBD).
Os certificadores acompanharão permanentemente as fragilidades e os pontos a serem aperfeiçoados, verificados durante a avaliação, através de auditorias anuais à TI Baú. A comunidade também poderá ser visitada pelos auditores, caso existam denúncias relacionadas à área.
Com a certificação da Terra Indígena do Baú, o Brasil passa a ter a maior área certificada FSC na América Latina, contabilizando 5 milhões de hectares de florestas certificadas (2,7 milhões de floresta natural e 2,3 milhões de plantação florestal), tornando-se a única área indígena certificada FSC no Brasil.
Para conhecer mais detalhes sobre a certificação da TI Baú, acesse o resumo do relatório de certificação (www.imaflora.com/empreendimentoscertificados) ou entre em contato com o Imaflora (19) 3414-4015 (imaflora@imaflora.org).
Localizada no extremo sul do Pará, no município de Altamira, a Terra Indígena do Baú (TI Baú) recebeu, nessa terça-feira (17/10/2006), a certificação socioambiental FSC para uma área de 1,5 milhão de hectares e está prestes a receber a certificação orgânica IFOAM.
Em uma região marcada por conflitos fundiários, pressões de atividades ilegais de madeira e garimpo, a comunidade indígena do Baú buscou alternativas sustentáveis para o uso da floresta, valorizando seu principal produto, a castanha.
A retomada do manejo da castanha pelos Kayapós, representa uma grande contribuição com a reintegração social da comunidade indígena, com a construção de mecanismos para repartição de custos e benefícios, além de auxiliar na contínua fiscalização e proteção das suas áreas e divisas próximas à BR 163.
A comunidade Kayapó também contou com o apoio de diversos parceiros [1] para estruturar sua cadeia produtiva, investir em consultoria técnica, financiar a auditoria para certificação, equipamentos e treinamento em práticas de manejo florestal e beneficiamento do óleo de castanha.
Para conquistar a certificação, a comunidade passou por um processo de avaliação conduzido por uma equipe de 4 profissionais especializados em certificação florestal comunitária, orgânica e em questões indígenas, com fluência no idioma Kayapó.
Durante toda o processo, a equipe considerou os costumes, a língua, a organização social, as crenças, as tradições, o grande conhecimento e a estreita relação da comunidade com a floresta e seus recursos.
Além disso, os especialistas se basearam nos Padrões de Manejo de Produtos Florestais Não Madeireiros (SmartWood), nos Padrões para a Certificação Orgânica de Produtos Extrativistas (IFOAM/IBD) e utilizaram os Procedimentos Simplificados do FSC para Manejo Florestal em Pequena Escala e Baixa Intensidade (SLIMF).
Todo o processo de certificação foi conduzido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) em parceria com o Programa SmartWood (da Rainforest Alliance) e com o Instituto Biodinâmico (IBD).
Os certificadores acompanharão permanentemente as fragilidades e os pontos a serem aperfeiçoados, verificados durante a avaliação, através de auditorias anuais à TI Baú. A comunidade também poderá ser visitada pelos auditores, caso existam denúncias relacionadas à área.
Com a certificação da Terra Indígena do Baú, o Brasil passa a ter a maior área certificada FSC na América Latina, contabilizando 5 milhões de hectares de florestas certificadas (2,7 milhões de floresta natural e 2,3 milhões de plantação florestal), tornando-se a única área indígena certificada FSC no Brasil.
Para conhecer mais detalhes sobre a certificação da TI Baú, acesse o resumo do relatório de certificação (www.imaflora.com/empreendimentoscertificados) ou entre em contato com o Imaflora (19) 3414-4015 (imaflora@imaflora.org).
Fonte: Imaflora
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