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Notícias
19
out
2006
(GERAL)
Lixo vira luxo na mão de profissionais
O aproveitamento de madeiras está no auge, tanto por questões ambientais como pela tendência de moda, que sugere misturas de peças rústicas até mesmo em ambientes requintados. Engajados na filosofia da reciclagem renomados designers e artistas buscam na natureza peças que seriam apenas lixo e os transformam em valiosos objetos de desejo.
Entre os profissionais decididos a transformar resíduos da natureza em arte, está o designer Carlos Motta. Ele começou a se interessar pelo ofício em 1970, em uma praia deserta no litoral paulista, onde chegavam pedaços de madeira trazidos pelo mar. Ele passou a aproveitar essas peças para construir objetos decorativos e em 1975, já na faculdade de arquitetura, Motta desenvolveu seus primeiros protótipos de móveis e não parou mais.
Carlos Motta descobriu seu dom junto a natureza e através dela criou asas na profissão, se tornando um ícone do design nacional. Para ele, a modulação, o desenho desvinculado de modismos e a durabilidade são princípios ligados ao design com responsabilidade ambiental.
Outro designer que transforma sucatas em objetos de luxo é André Marx. Ele começou como autodidata, fazendo muitos protótipos de sucata.
A busca constante por matérias-primas renováveis levou o designer a optar por madeiras alternativas. Há mais de uma década, o profissional pesquisa madeiras nativas da Amazônia, uma forma de promover o uso racional das espécies e, assim, evitar a extinção. Angelim-rajado, preciosa e guariúba são algumas das madeiras utilizadas em seus móveis, feitos de forma artesanal. O reconhecimento por sua preocupação ambiental veio em 1999 ao receber o selo verde da FSC (Forest Stewardship Council).
Além de ser uma alternativa ecológica e econômica a reciclagem da madeira é também muito rentável. Com este mecanismo é possível construir peças exclusivas e que, por isso, são muito mais valorizadas no mercado. O designer Hugo França, que vive na Bahia, é um exemplo de profissional criador de móveis rústicos, com estilo exemplar, a partir de sobras da natureza.
Os móveis esculpidos no ateliê do designer são criações feitas a partir de troncos com partes queimadas ou reaproveitados de velhas canoas ou árvores caídas. Em geral são originários de enormes toras da Mata Atlântica da região de Trancoso, na Bahia. Madeiras destinadas ao lixo são transformadas pelo talento do artista e ganham vida nova.
Para ver as fotos do trabalho dos profissionais citados na matéria acesse os sites:
http://www.carlosmotta.com.br
http://www.andremarx.com.br
http://www.hugofranca.com.br
Entre os profissionais decididos a transformar resíduos da natureza em arte, está o designer Carlos Motta. Ele começou a se interessar pelo ofício em 1970, em uma praia deserta no litoral paulista, onde chegavam pedaços de madeira trazidos pelo mar. Ele passou a aproveitar essas peças para construir objetos decorativos e em 1975, já na faculdade de arquitetura, Motta desenvolveu seus primeiros protótipos de móveis e não parou mais.
Carlos Motta descobriu seu dom junto a natureza e através dela criou asas na profissão, se tornando um ícone do design nacional. Para ele, a modulação, o desenho desvinculado de modismos e a durabilidade são princípios ligados ao design com responsabilidade ambiental.
Outro designer que transforma sucatas em objetos de luxo é André Marx. Ele começou como autodidata, fazendo muitos protótipos de sucata.
A busca constante por matérias-primas renováveis levou o designer a optar por madeiras alternativas. Há mais de uma década, o profissional pesquisa madeiras nativas da Amazônia, uma forma de promover o uso racional das espécies e, assim, evitar a extinção. Angelim-rajado, preciosa e guariúba são algumas das madeiras utilizadas em seus móveis, feitos de forma artesanal. O reconhecimento por sua preocupação ambiental veio em 1999 ao receber o selo verde da FSC (Forest Stewardship Council).
Além de ser uma alternativa ecológica e econômica a reciclagem da madeira é também muito rentável. Com este mecanismo é possível construir peças exclusivas e que, por isso, são muito mais valorizadas no mercado. O designer Hugo França, que vive na Bahia, é um exemplo de profissional criador de móveis rústicos, com estilo exemplar, a partir de sobras da natureza.
Os móveis esculpidos no ateliê do designer são criações feitas a partir de troncos com partes queimadas ou reaproveitados de velhas canoas ou árvores caídas. Em geral são originários de enormes toras da Mata Atlântica da região de Trancoso, na Bahia. Madeiras destinadas ao lixo são transformadas pelo talento do artista e ganham vida nova.
Para ver as fotos do trabalho dos profissionais citados na matéria acesse os sites:
http://www.carlosmotta.com.br
http://www.andremarx.com.br
http://www.hugofranca.com.br
Fonte: Alexandra Duarte – Jornalista e redatora da Revista da Madeira
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