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Notícias
09
out
2006
(GERAL)
Desmatamento ocorrido em agosto no MT tem queda de 63% em relação a 2005
O segundo número do boletim Transparência Florestal do Estado de Mato Grosso aponta que no último mês de agosto houve uma queda de 63% da área desmatada no estado em comparação com agosto de 2005. "Isso pode estar relacionado tanto à desvalorização das commodities no mercado, o que diminui o ímpeto do agronegócio, quanto ao maior controle por parte do governo", diz Adalberto Veríssimo, pesquisador-sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, instituição que publica o boletim em parceria com o Instituto Centro de Vida.
De acordo com os dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), a área desflorestada esse ano foi de 106 km2 (contra 288 km2 em 2005 e 360 km2 em 2004). Desse total, 89 % estão em propriedades rurais, sendo que metade dessas não está cadastrada no Sistema de Licenciamento Ambiental em Propriedades Rurais (SLAPR), ferramenta de fiscalização estadual. Como não estão sendo fiscalizadas, não há como saber se possuem autorização para esse desmatamento ou se o fazem ilegalmente.
O restante dos desmatamentos são feitos em áreas de reforma agrária (9%) e sob proteção (2%). Entre essas últimas, onde a atividade é proibida pelo Código Florestal, chama atenção a Terra Indígena Kayabi, com 176 hectares de floresta retirados, o que corresponde a 76% do desmatamento ocorrido em áreas protegidas. "Embora a Secretaria de Meio Ambiente esteja aparelhada e melhorando seus procedimentos de controle, ainda há muito desmatamento ilegal, e mesmo com essa queda de 63% os índices do estado são muito altos", afirma Veríssimo.
Uma novidade dessa edição do boletim é a relação entre índice de desmatamento e tamanho de propriedade. O que se nota é que no Mato Grosso predominam os desmatamentos acima de 500 hectares, destinados ao agronegócio. O documento revela que esses 'mega-desmatamentos' representaram 25% do total do estado nos últimos dois anos. E se a queda apresentada nos últimos levantamentos realmente estiver ligada à desvalorização das commmodities, surge a dúvida de que esse movimento possa inverter-se caso o preço das mesmas aumente no mercado internacional nos próximos anos.
Melhora nos sistemas de controle
Atualmente, com o SAD, os índices de desmatamento no Mato Grosso são monitorados mês a mês pelas duas instituições. Veríssimo conta que o sistema proporcionou melhor compreensão da dinâmica florestal do estado, e que daqui a alguns meses será possível saber com precisão as razões de qualquer queda ou aumento dos índices de desmatamento.
Outra intenção para os próximos boletins é divulgar quanto dessa retirada da cobertura vegetal está sendo feita legalmente e ilegalmente. "O SAD tem proporcionado informação cada vez mais rápida, o que possibilita fiscalizações mais específicas. Mas o objetivo é que a informação seja em tempo real, para que as autoridades possam impedir que esses desmatamentos aconteçam", finaliza Veríssimo.
De acordo com os dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), a área desflorestada esse ano foi de 106 km2 (contra 288 km2 em 2005 e 360 km2 em 2004). Desse total, 89 % estão em propriedades rurais, sendo que metade dessas não está cadastrada no Sistema de Licenciamento Ambiental em Propriedades Rurais (SLAPR), ferramenta de fiscalização estadual. Como não estão sendo fiscalizadas, não há como saber se possuem autorização para esse desmatamento ou se o fazem ilegalmente.
O restante dos desmatamentos são feitos em áreas de reforma agrária (9%) e sob proteção (2%). Entre essas últimas, onde a atividade é proibida pelo Código Florestal, chama atenção a Terra Indígena Kayabi, com 176 hectares de floresta retirados, o que corresponde a 76% do desmatamento ocorrido em áreas protegidas. "Embora a Secretaria de Meio Ambiente esteja aparelhada e melhorando seus procedimentos de controle, ainda há muito desmatamento ilegal, e mesmo com essa queda de 63% os índices do estado são muito altos", afirma Veríssimo.
Uma novidade dessa edição do boletim é a relação entre índice de desmatamento e tamanho de propriedade. O que se nota é que no Mato Grosso predominam os desmatamentos acima de 500 hectares, destinados ao agronegócio. O documento revela que esses 'mega-desmatamentos' representaram 25% do total do estado nos últimos dois anos. E se a queda apresentada nos últimos levantamentos realmente estiver ligada à desvalorização das commmodities, surge a dúvida de que esse movimento possa inverter-se caso o preço das mesmas aumente no mercado internacional nos próximos anos.
Melhora nos sistemas de controle
Atualmente, com o SAD, os índices de desmatamento no Mato Grosso são monitorados mês a mês pelas duas instituições. Veríssimo conta que o sistema proporcionou melhor compreensão da dinâmica florestal do estado, e que daqui a alguns meses será possível saber com precisão as razões de qualquer queda ou aumento dos índices de desmatamento.
Outra intenção para os próximos boletins é divulgar quanto dessa retirada da cobertura vegetal está sendo feita legalmente e ilegalmente. "O SAD tem proporcionado informação cada vez mais rápida, o que possibilita fiscalizações mais específicas. Mas o objetivo é que a informação seja em tempo real, para que as autoridades possam impedir que esses desmatamentos aconteçam", finaliza Veríssimo.
Fonte: Amazonia.org.br
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