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Notícias
21
set
2006
(GERAL)
Madeireira quer sair do "vermelho" com redução de emissões de CO2
Uma empresa suíça vai lucrar com o meio ambiente na Amazônia. A madeireira Precious Woods, de Zurique, obteve a autorização para vender Certificados de Redução de Emissão de Gás no valor de US$ 10 milhões graças a seus projetos no Estado do Amazonas. A empresa é uma das primeiras na Floresta Amazônica a obter o certificado previsto pelo Protocolo de Kyoto e conferido em Colônia, na Alemanha.
Para uma porta-voz do grupo, a rentabilidade vai ter um impacto importante nas finanças da empresa, que há anos se dedica a uma estratégia de administração sustentável da floresta e dos cortes de madeira. A Precious Woods ainda atua nas florestas da Nicarágua e Costa Rica. Mas o que permitiu a obtenção dos certificados na Amazônia foi um projeto de reutilização dos restos das madeiras e de outros produtos para alimentar uma central elétrica.
A energia gerada pela central permite não apenas fornecer eletricidade para as instalações da empresa na Amazônia, mas também alimentar toda a cidade de Itacoatiara (AM), que fica cerca de 500 quilômetros de Manaus e conta com quase 70 mil habitantes. Até hoje, a cidade era abastecida por um gerador de energia à diesel e que emitia uma quantidade significativa de Co2 para a região. "Nossa central está substituindo os equipamentos que existiam antes na cidade", explicou a empresa.
A companhia agora poderá revender esses certificados na União Européia ou à bolsas de valores, como a de Chicago. As empresas que necessitem adquirir "direitos" de emitir gases também poderão comprar da Precious Woods seus certificados. Hoje, cada tonelada de CO2 está sendo negociado a um valor de cerca de 16 euros. No caso da central de energia criada em Itacoatiara, a redução de emissões de CO2 será de 160 mil toneladas por ano.
Para a empresa, o objetivo é de que os lucros com a proteção ao meio ambiente representem 25% dos benefícios da madeireira. Por enquanto, porém, o dinheiro que conseguirá ser coletado com a venda dos certificados apenas será suficiente para tirar a empresa do vermelho. Em 2005, a empresa registrou um déficit, mas aposta no mercado de produtos que são comercializados na Europa com o selo ambiental. Por dar um tratamento especial à floresta, a madeireira consegue colocar seus produtos no mercado com um preço 10% superior aos demais.
Para uma porta-voz do grupo, a rentabilidade vai ter um impacto importante nas finanças da empresa, que há anos se dedica a uma estratégia de administração sustentável da floresta e dos cortes de madeira. A Precious Woods ainda atua nas florestas da Nicarágua e Costa Rica. Mas o que permitiu a obtenção dos certificados na Amazônia foi um projeto de reutilização dos restos das madeiras e de outros produtos para alimentar uma central elétrica.
A energia gerada pela central permite não apenas fornecer eletricidade para as instalações da empresa na Amazônia, mas também alimentar toda a cidade de Itacoatiara (AM), que fica cerca de 500 quilômetros de Manaus e conta com quase 70 mil habitantes. Até hoje, a cidade era abastecida por um gerador de energia à diesel e que emitia uma quantidade significativa de Co2 para a região. "Nossa central está substituindo os equipamentos que existiam antes na cidade", explicou a empresa.
A companhia agora poderá revender esses certificados na União Européia ou à bolsas de valores, como a de Chicago. As empresas que necessitem adquirir "direitos" de emitir gases também poderão comprar da Precious Woods seus certificados. Hoje, cada tonelada de CO2 está sendo negociado a um valor de cerca de 16 euros. No caso da central de energia criada em Itacoatiara, a redução de emissões de CO2 será de 160 mil toneladas por ano.
Para a empresa, o objetivo é de que os lucros com a proteção ao meio ambiente representem 25% dos benefícios da madeireira. Por enquanto, porém, o dinheiro que conseguirá ser coletado com a venda dos certificados apenas será suficiente para tirar a empresa do vermelho. Em 2005, a empresa registrou um déficit, mas aposta no mercado de produtos que são comercializados na Europa com o selo ambiental. Por dar um tratamento especial à floresta, a madeireira consegue colocar seus produtos no mercado com um preço 10% superior aos demais.
Fonte: Jamil Chade/ Estadão Online
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