Voltar
Notícias
19
set
2006
(GERAL)
Estudo comprova viabilidade de restos de madeira para uso energético
As matrizes energéticas de Mato Grosso foram retratadas num estudo lançado pelo Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Energético da UFMT (Niepe). Para a realização do levantamento foi obedecida a divisão oficial de Mato Grosso em cinco mesorregiões: Centro-Sul, Sudeste, Sudoeste, Nordeste e Norte. A análise compreendeu o período de 1995 a 2003.
O estudo foi custeado pela Eletronorte e executado pela UFMT-Niepe com o apoio da Fundação Uniselva, com a colaboração da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) e Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). A elaboração do trabalho ficou a cargo dos engenheiros químicos Otacílio Canavarros e Moisés Cândido de Melo, do engenheiro civil José Ermete Rabello Leite (Cemat) e do engenheiro eletricista Noel Flávio Costa Ferreira. O professor doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp, Otacílio Canavarros, coordenou o trabalho.
O trabalho ressalta os potenciais energéticos disponíveis no Estado e aponta quais são as grandes novidades da área. Um dos principais destaques é sobre a produção de biodiesel. O grupo de estudo do Niepe concluiu que Mato Grosso poderá ser um grande produtor de biodiesel nos próximos anos em decorrência da elevada e diversificada produção de oleaginosas e do interesse empresarial que já começa a ser notado.
Quanto ao potencial de biomassa em Mato Grosso, a constatação é que há expressivos volumes e com grandes possibilidades para uso energético. Os principais são os resíduos industriais de madeira, casca de arroz, bagaço de cana, palhas e pontas da cana-de-açúcar.
As mesorregiões de Mato Grosso apresentam acentuadas desigualdades em seus aspectos sócios-econômicos, geográficos, ambientais e energéticos. Também foi apontada a dependência energética externa relativa aos derivados de petróleo cada vez mais crescente, especialmente quanto ao óleo diesel.
O acréscimo na produção de energia elétrica de origem hidráulica nos últimos três anos, passando o Estado à condição de exportador do insumo, é outro destaque do estudo.
Em 2005, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Mato Grosso representava 2,0% da capacidade instalada no país, sendo 1.092,17 MW de hidroelétricas; 115,24 MW de termoelétricas a óleo diesel; 76,16 MW de termoelétricas à base de biomassas e 529,20 MW da termoelétrica a gás natural. A boa notícia é que em dois anos serão adicionados mais 210,36 MW na atual capacidade instalada de geração de energia.
Recomendações
Entre as recomendações do grupo de estudo destacam-se a criação de um Sistema Estadual de Informações e Dados Energéticos, a ser coordenado pela Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia, a implementação de um programa de incentivo à diminuição do consumo de óleo diesel nos setores de transporte, agropecuário e energético, substituindo-o pelo biodiesel e por outros energéticos menos impactantes. Também constam nas propostas o estímulo para que os veículos oficiais sejam movidos a álcool e o estímulo ao uso de coletores solares nos imóveis residenciais por um mecanismo de desconto no IPTU.
O estudo foi custeado pela Eletronorte e executado pela UFMT-Niepe com o apoio da Fundação Uniselva, com a colaboração da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) e Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). A elaboração do trabalho ficou a cargo dos engenheiros químicos Otacílio Canavarros e Moisés Cândido de Melo, do engenheiro civil José Ermete Rabello Leite (Cemat) e do engenheiro eletricista Noel Flávio Costa Ferreira. O professor doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp, Otacílio Canavarros, coordenou o trabalho.
O trabalho ressalta os potenciais energéticos disponíveis no Estado e aponta quais são as grandes novidades da área. Um dos principais destaques é sobre a produção de biodiesel. O grupo de estudo do Niepe concluiu que Mato Grosso poderá ser um grande produtor de biodiesel nos próximos anos em decorrência da elevada e diversificada produção de oleaginosas e do interesse empresarial que já começa a ser notado.
Quanto ao potencial de biomassa em Mato Grosso, a constatação é que há expressivos volumes e com grandes possibilidades para uso energético. Os principais são os resíduos industriais de madeira, casca de arroz, bagaço de cana, palhas e pontas da cana-de-açúcar.
As mesorregiões de Mato Grosso apresentam acentuadas desigualdades em seus aspectos sócios-econômicos, geográficos, ambientais e energéticos. Também foi apontada a dependência energética externa relativa aos derivados de petróleo cada vez mais crescente, especialmente quanto ao óleo diesel.
O acréscimo na produção de energia elétrica de origem hidráulica nos últimos três anos, passando o Estado à condição de exportador do insumo, é outro destaque do estudo.
Em 2005, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Mato Grosso representava 2,0% da capacidade instalada no país, sendo 1.092,17 MW de hidroelétricas; 115,24 MW de termoelétricas a óleo diesel; 76,16 MW de termoelétricas à base de biomassas e 529,20 MW da termoelétrica a gás natural. A boa notícia é que em dois anos serão adicionados mais 210,36 MW na atual capacidade instalada de geração de energia.
Recomendações
Entre as recomendações do grupo de estudo destacam-se a criação de um Sistema Estadual de Informações e Dados Energéticos, a ser coordenado pela Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia, a implementação de um programa de incentivo à diminuição do consumo de óleo diesel nos setores de transporte, agropecuário e energético, substituindo-o pelo biodiesel e por outros energéticos menos impactantes. Também constam nas propostas o estímulo para que os veículos oficiais sejam movidos a álcool e o estímulo ao uso de coletores solares nos imóveis residenciais por um mecanismo de desconto no IPTU.
Fonte: Nadia Mastella
Notícias em destaque
Relatório Anual Ibá: Brasil bate recordes na produção e exportação de celulose
A produção brasileira de celulose alcançou a marca recorde de 29,4 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de...
(SETOR FLORESTAL)
Pesquisa busca adaptar pinus às mudanças climáticas e aumentar a produtividade
Embrapa Florestas desenvolve desde 2021 estudo para identificar materiais genéticos mais adaptados às transformações...
(TECNOLOGIA)
Mercado de madeira tratada deve crescer 6,7 por cento ao ano até 2030, segundo pesquisa
O mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 2030, segundo projeção da Grand View...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Suzano abre oportunidades de emprego em Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)
Oportunidades abrangem áreas florestal, manutenção, logística, administrativa e operacional, com...
(GERAL)
Suzano bate recorde em Santos e embarca 39,1 mil t de celulose em 24h
Volume, que seguiu em dois navios para a Europa, equivale a 407 vagões de trens de carga
A Suzano embarcou 39,1 mil toneladas de...
(LOGÍSTICA)
Em cenário desafiador, setor brasileiro de árvores cultivadas exporta US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Boletim Mosaico, produzido pela Ibá, traz os resultados da indústria no período; China segue como principal destino dos...
(MERCADO)














