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Notícias
08
set
2006
(GERAL)
Câmara Setorial discute aproveitamento de resíduos de madeireiras
Em busca de colher sugestões para aprimorar políticas públicas voltadas ao aproveitamento de resíduos sólidos das indústrias madeireiras mato-grossenses, a Câmara Setorial Temática da Assembléia Legislativa promoveu um debate, hoje, com autoridades ligadas ao assunto.
No encontro foram realizadas duas palestras. A primeira delas foi feita pelo doutor e professor do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, Walmir da Silva Moreira. Para ele, a conversão mecânica de madeiras gera grande quantidade de resíduos, que gira em torno de 60% a 65% do volume das toras processadas nas indústrias madeireiras em Mato Groso. “Existe vários mecanismos para reverter esse quadro em todo o Estado. Entre eles está a transformação dos resíduos em carvão, a da madeira em serragem e deste em briquetes, neste caso a serragem é compactada”, destacou.
Walmir Moreira explicou, ainda, da possibilidade de transformar a madeira em álcool. “É um processo viável, mas estudos realizados dão conta que a gaseificação da madeira tem um custo muito alto. O gasto à produção de álcool da madeira em relação ao álcool da cana-de-açúcar é de cinco vezes”, destacou o professor.
Além disso, Walmir Moreira afirmou que a UFMT já vem realizando estudos para o aproveitamento dos resíduos de madeiras, como por exemplo, na compactação da serragem a ser explorados pelas indústrias moveleiras de todo Estado.
Para o presidente da CST, José Lacerda, é preciso a criação leis específicas para o setor. “Não tem uma legislação especifica para atender a essa realidade. Hoje, parte das autoridades não sabe diferenciar o que são resíduos sólidos com os de produtos sólidos. Há pouco conhecimento sobre esse assunto, por isso é necessário formatar uma normativa sobre essa matéria”, destacou Lacerda.
Em outra palestra, o representante da Secretaria de Meio Ambiente, Eduardo F. Abreu, afirmou que o trabalho desenvolvido pela CST vem ao encontro das propostas sugeridas pela SEMA, no que tange aos resíduos sólidos.
Mas, destacou a necessidade de o Estado, por meio da Secretaria de Fazenda, “conceder incentivo fiscal às empresas madeireiras para a aquisição de equipamentos que possibilitem à transformação de resíduos sólidos em produtos”, observou Eduardo Abreu.
De acordo com Eduardo Abreu, outros três pontos precisam ser amplamente discutidos. O primeiro é em relação ao transporte dos resíduos. O segundo é o aproveitamento de resíduos apreendidos, ocasionados pelo desmatamento irregular. O terceiro é em referência aos incentivos fiscais às indústrias moveleiras.
No encontro foram realizadas duas palestras. A primeira delas foi feita pelo doutor e professor do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, Walmir da Silva Moreira. Para ele, a conversão mecânica de madeiras gera grande quantidade de resíduos, que gira em torno de 60% a 65% do volume das toras processadas nas indústrias madeireiras em Mato Groso. “Existe vários mecanismos para reverter esse quadro em todo o Estado. Entre eles está a transformação dos resíduos em carvão, a da madeira em serragem e deste em briquetes, neste caso a serragem é compactada”, destacou.
Walmir Moreira explicou, ainda, da possibilidade de transformar a madeira em álcool. “É um processo viável, mas estudos realizados dão conta que a gaseificação da madeira tem um custo muito alto. O gasto à produção de álcool da madeira em relação ao álcool da cana-de-açúcar é de cinco vezes”, destacou o professor.
Além disso, Walmir Moreira afirmou que a UFMT já vem realizando estudos para o aproveitamento dos resíduos de madeiras, como por exemplo, na compactação da serragem a ser explorados pelas indústrias moveleiras de todo Estado.
Para o presidente da CST, José Lacerda, é preciso a criação leis específicas para o setor. “Não tem uma legislação especifica para atender a essa realidade. Hoje, parte das autoridades não sabe diferenciar o que são resíduos sólidos com os de produtos sólidos. Há pouco conhecimento sobre esse assunto, por isso é necessário formatar uma normativa sobre essa matéria”, destacou Lacerda.
Em outra palestra, o representante da Secretaria de Meio Ambiente, Eduardo F. Abreu, afirmou que o trabalho desenvolvido pela CST vem ao encontro das propostas sugeridas pela SEMA, no que tange aos resíduos sólidos.
Mas, destacou a necessidade de o Estado, por meio da Secretaria de Fazenda, “conceder incentivo fiscal às empresas madeireiras para a aquisição de equipamentos que possibilitem à transformação de resíduos sólidos em produtos”, observou Eduardo Abreu.
De acordo com Eduardo Abreu, outros três pontos precisam ser amplamente discutidos. O primeiro é em relação ao transporte dos resíduos. O segundo é o aproveitamento de resíduos apreendidos, ocasionados pelo desmatamento irregular. O terceiro é em referência aos incentivos fiscais às indústrias moveleiras.
Fonte: Redação Só Notícias
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