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Notícias
06
set
2006
(GERAL)
Desmatamento na Amazônia registra redução de 31%
O desmatamento na Amazônia sofreu redução de 31% de 2004 para 2005, segundo dados divulgados hoje (5) pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. No ano passado, foram derrubadas 18.793 quilômetros quadrados de árvores contra 27.429 quilômetros quadrados em 2004. A ministra destacou que essa é a primeira grande queda em nove anos.
Segundo ela, os números refletem o esforço conjunto dos últimos anos em ações de fiscalização, de ordenamento territorial e fundiário na região. “Nós vamos continuar perseguindo, sem baixar a guarda um minuto, para que de fato a Amazônia consiga debelar todas as práticas ilegais em relação à floresta”, disse.
Os índices divulgados são do Programa de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O desmatamento total chega a quase 700 mil quilômetros quadrados, o equivalente a 17,49% da floresta amazônica.
O estado do Mato Grosso, responsável por metade do desmatamento na região, foi o que registrou a maior redução no período (34%), seguido de Rondônia, com 13%. Apenas Maranhão e Tocantins, segundo o Prodes, apresentaram aumento no desmatamento de 22% e 72%, respectivamente.
Para 2006, a expectativa é que a redução seja de 11% na Floresta Amazônica. A estimativa é feita com base em outro sistema de avaliação, o Detecção em Tempo Real (Deter), levantamento mais simples feito por imagens de satélite. O percentual é calculado em relação à estimativa que havia sido feita para 2005 e não em relação aos dados consolidados apresentados hoje.
Apesar da tendência de queda, apenas dois dos oito estados que compõem a Amazônia Legal devem registrar redução este ano: Mato Grosso (34%) e Rondônia (13%). No Pará, a previsão é de aumento de 50% no desmatamento (1.811 quilômetros quadrados para 2.708). Nos demais estados (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Roraima e Tocantins), o problema também tende a se agravar, mas Marina Silva explicou que a área atingida é relativamente pequena. “O número absoluto do desmatamento é pequeno, e esse dado tem que ser avaliado dessa forma”, ressaltou.
Esse é o caso, por exemplo, do Maranhão e de Roraima em que a estimativa é de crescimento de 2.060% e 700%. Já a área devastada deve ser de 216 quilômetros quadrados e 32 quilômetros quadrados, respectivamente.
“O importante é que onde se planejou as ações de fiscalização, o trabalho de ordenamento territorial e fundiário, todo esse esforço conjunto tem levado a uma situação de governança, a uma redução do desmatamento ilegal”, afirmou.
A ministra ressaltou que é preciso maior integração entre as ações federais e estaduais no combate ao desmatamento. “É fundamental a parceria com os estados. Só é possível uma ação duradoura e estruturante, se cada vez mais, os estados assumirem as suas responsabilidades”.
Dos 20 municípios com situação mais crítica, 14 apresentaram redução no desmatamento. Pelo quinto ano consecutivo, no entanto, São Félix do Xingu apresentou crescimento na devastação, com 32,11% no ano passado. Marina Silva disse que as situações serão avaliadas em um seminário com o objetivo de definir ajustes no Plano de Prevenção e Controle ao Desmatamento da Amazônia Legal e de elaborar novas políticas.
Segundo ela, os números refletem o esforço conjunto dos últimos anos em ações de fiscalização, de ordenamento territorial e fundiário na região. “Nós vamos continuar perseguindo, sem baixar a guarda um minuto, para que de fato a Amazônia consiga debelar todas as práticas ilegais em relação à floresta”, disse.
Os índices divulgados são do Programa de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O desmatamento total chega a quase 700 mil quilômetros quadrados, o equivalente a 17,49% da floresta amazônica.
O estado do Mato Grosso, responsável por metade do desmatamento na região, foi o que registrou a maior redução no período (34%), seguido de Rondônia, com 13%. Apenas Maranhão e Tocantins, segundo o Prodes, apresentaram aumento no desmatamento de 22% e 72%, respectivamente.
Para 2006, a expectativa é que a redução seja de 11% na Floresta Amazônica. A estimativa é feita com base em outro sistema de avaliação, o Detecção em Tempo Real (Deter), levantamento mais simples feito por imagens de satélite. O percentual é calculado em relação à estimativa que havia sido feita para 2005 e não em relação aos dados consolidados apresentados hoje.
Apesar da tendência de queda, apenas dois dos oito estados que compõem a Amazônia Legal devem registrar redução este ano: Mato Grosso (34%) e Rondônia (13%). No Pará, a previsão é de aumento de 50% no desmatamento (1.811 quilômetros quadrados para 2.708). Nos demais estados (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Roraima e Tocantins), o problema também tende a se agravar, mas Marina Silva explicou que a área atingida é relativamente pequena. “O número absoluto do desmatamento é pequeno, e esse dado tem que ser avaliado dessa forma”, ressaltou.
Esse é o caso, por exemplo, do Maranhão e de Roraima em que a estimativa é de crescimento de 2.060% e 700%. Já a área devastada deve ser de 216 quilômetros quadrados e 32 quilômetros quadrados, respectivamente.
“O importante é que onde se planejou as ações de fiscalização, o trabalho de ordenamento territorial e fundiário, todo esse esforço conjunto tem levado a uma situação de governança, a uma redução do desmatamento ilegal”, afirmou.
A ministra ressaltou que é preciso maior integração entre as ações federais e estaduais no combate ao desmatamento. “É fundamental a parceria com os estados. Só é possível uma ação duradoura e estruturante, se cada vez mais, os estados assumirem as suas responsabilidades”.
Dos 20 municípios com situação mais crítica, 14 apresentaram redução no desmatamento. Pelo quinto ano consecutivo, no entanto, São Félix do Xingu apresentou crescimento na devastação, com 32,11% no ano passado. Marina Silva disse que as situações serão avaliadas em um seminário com o objetivo de definir ajustes no Plano de Prevenção e Controle ao Desmatamento da Amazônia Legal e de elaborar novas políticas.
Fonte: Agência Brasil
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