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Notícias
31
ago
2006
(GERAL)
Laranja e eucalipto valorizam terras em SP
Há um ano, o pecuarista José Tadeu Guerra pensava em vender parte de suas terras em Itatinga. Em dezembro do ano passado, diversificou a atividade com o plantio de eucaliptos. Hoje, é assediado quase que diariamente por usineiros, indústrias de suco de laranja e de papel e celulose para arrendar parte de suas terras. "Já disse não a muita gente, mas a procura continua intensa", afirma.
A demanda maior por arrendamentos na microrregião de Avaré elevou o preço da terra. O valor médio do hectare para cultivo era de R$ 8.477 em junho deste ano, segundo dados do Instituto FNP levantados no município de Taquarituba. Nas áreas mais próximas das usinas, segundo a Cooperativa Rural Agrícola de Taquarituba (Coreata), as ofertas chegam a R$ 20 mil o hectare. Em 2003, quando os grãos estavam em alta, o valor médio era de R$ 6.267 por hectare.
A grande procura por Avaré tem explicação. A região é uma área de clima ameno, topologia plana e solo produtivo, qualidades que por si já atraem o interesse de empresas do setor. Mas também pesa a localização - a 270 quilômetros de São Paulo pela rodovia Castelo Branco - , fator favorável ao transporte de produtos para venda no mercado interno e exportação, via porto de Santos.
Não só as usinas sucroalcooleiras perceberam o potencial de negócios da região. A Ripasa, que tem sede em Limeira (SP), desenvolve desde o ano passado um projeto de plantio de eucalipto em consórcio com produtores.
A empresa subsidia o plantio das árvores e, em troca, tem o direito de preferência na compra da madeira, que é extraída sete anos após o seu plantio. Em 2005, o grupo fez parceria com 40 produtores para plantar 1 mil hectares de eucalipto na região. Este ano, foram plantados mais 2 mil hectares. "A meta é ampliar entre 1,5 mil e 2 mil hectares por ano", diz Vanderson Telles Fernandes, chefe de desenvolvimento florestal da Ripasa.
O pecuarista José Guerra plantou 100 hectares de eucaliptos e já estuda ampliar a área. "É uma cultura que utiliza poucos defensivos, de fácil manejo e que tem garantia de rentabilidade", diz. Sérgio Faria, que cria gado de corte em Avaré, destinou 26 de seus 60 hectares para o plantio de eucalipto. "Dá para conciliar as duas atividades, e o investimento imediato é pequeno."
O secretário de Agricultura de Avaré, José Andrade, observa que o clima temperado tem atraído ainda a atenção das indústrias citrícolas. No município, os pomares ocupam 3,4 mil hectares e somam 1,2 milhão de pés. "Tem muita gente interessada em plantar laranja na região. Existe uma grande tendência de expansão", afirma Andrade.
Recentemente, a Citrosuco decidiu instalar um pomar de 5 mil hectares no município. A Citrovita adquiriu áreas num total de 1,8 mil alqueires (4,3 mil hectares) para a instalação de pomares. Segundo o IEA, no último ano, o número de pés de laranja aumentou de 425,9 mil para 562,9 mil.
A demanda maior por arrendamentos na microrregião de Avaré elevou o preço da terra. O valor médio do hectare para cultivo era de R$ 8.477 em junho deste ano, segundo dados do Instituto FNP levantados no município de Taquarituba. Nas áreas mais próximas das usinas, segundo a Cooperativa Rural Agrícola de Taquarituba (Coreata), as ofertas chegam a R$ 20 mil o hectare. Em 2003, quando os grãos estavam em alta, o valor médio era de R$ 6.267 por hectare.
A grande procura por Avaré tem explicação. A região é uma área de clima ameno, topologia plana e solo produtivo, qualidades que por si já atraem o interesse de empresas do setor. Mas também pesa a localização - a 270 quilômetros de São Paulo pela rodovia Castelo Branco - , fator favorável ao transporte de produtos para venda no mercado interno e exportação, via porto de Santos.
Não só as usinas sucroalcooleiras perceberam o potencial de negócios da região. A Ripasa, que tem sede em Limeira (SP), desenvolve desde o ano passado um projeto de plantio de eucalipto em consórcio com produtores.
A empresa subsidia o plantio das árvores e, em troca, tem o direito de preferência na compra da madeira, que é extraída sete anos após o seu plantio. Em 2005, o grupo fez parceria com 40 produtores para plantar 1 mil hectares de eucalipto na região. Este ano, foram plantados mais 2 mil hectares. "A meta é ampliar entre 1,5 mil e 2 mil hectares por ano", diz Vanderson Telles Fernandes, chefe de desenvolvimento florestal da Ripasa.
O pecuarista José Guerra plantou 100 hectares de eucaliptos e já estuda ampliar a área. "É uma cultura que utiliza poucos defensivos, de fácil manejo e que tem garantia de rentabilidade", diz. Sérgio Faria, que cria gado de corte em Avaré, destinou 26 de seus 60 hectares para o plantio de eucalipto. "Dá para conciliar as duas atividades, e o investimento imediato é pequeno."
O secretário de Agricultura de Avaré, José Andrade, observa que o clima temperado tem atraído ainda a atenção das indústrias citrícolas. No município, os pomares ocupam 3,4 mil hectares e somam 1,2 milhão de pés. "Tem muita gente interessada em plantar laranja na região. Existe uma grande tendência de expansão", afirma Andrade.
Recentemente, a Citrosuco decidiu instalar um pomar de 5 mil hectares no município. A Citrovita adquiriu áreas num total de 1,8 mil alqueires (4,3 mil hectares) para a instalação de pomares. Segundo o IEA, no último ano, o número de pés de laranja aumentou de 425,9 mil para 562,9 mil.
Fonte: Valor Online
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