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Notícias
31
ago
2006
(GERAL)
Se o risco Brasil vai bem, a economia real vai mal
Em entrevista ao site do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o empresário Paulo Diederichsen Villares, conselheiro da entidade, lembra que, enquanto o "risco Brasil" vai bem, a economia real vai mal: "Porque esse indicador é feito pelo mercado financeiro e serve de guia para o investidor de capital volátil, não de capital fixo. Os fundamentos econômicos são bons, mas apenas para o investidor de capital volátil. O investidor de capital fixo pensa de maneira diferente", destaca.
"Eu acho que ainda há certos setores em que se vislumbra oportunidades de investimentos. São aqueles caracterizados por um horizonte de retorno muito longo, de 20 a 50 anos, como os de mineração, papel e celulose, petroquímica. As decisões de investir, nesses setores básicos, não levam em conta o cenário político de quatro a cinco anos, mas prazos muito mais longos", destaca Villares.
Ele acrescenta que a situação da taxa básica de juros (Selic) ou do câmbio em um mês, um ano ou cinco anos "não faz diferença" para aqueles setores: "Já nos setores ligados à manufatura, dependentes de variáveis de curto prazo, a situação é mais delicada", salienta.
A formação bruta de capital fixo (FBCF) - que representa os investimentos produtivos do país - deve ter crescido entre 4,5% e 5% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2005, após avançar 9%, no primeiro trimestre. A previsão é da Concórdia Corretora.
Para alcançar este resultado, os destaques foram o crescimento da construção civil (2,6%) e da importação de máquinas e equipamentos (24,5%). Já a produção doméstica de bens de capital expandiu-se apenas 1,3% no período. A formação bruta de capital (FBCF mais variação de estoques) representa quase de 21% do PIB.
"Eu acho que ainda há certos setores em que se vislumbra oportunidades de investimentos. São aqueles caracterizados por um horizonte de retorno muito longo, de 20 a 50 anos, como os de mineração, papel e celulose, petroquímica. As decisões de investir, nesses setores básicos, não levam em conta o cenário político de quatro a cinco anos, mas prazos muito mais longos", destaca Villares.
Ele acrescenta que a situação da taxa básica de juros (Selic) ou do câmbio em um mês, um ano ou cinco anos "não faz diferença" para aqueles setores: "Já nos setores ligados à manufatura, dependentes de variáveis de curto prazo, a situação é mais delicada", salienta.
A formação bruta de capital fixo (FBCF) - que representa os investimentos produtivos do país - deve ter crescido entre 4,5% e 5% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2005, após avançar 9%, no primeiro trimestre. A previsão é da Concórdia Corretora.
Para alcançar este resultado, os destaques foram o crescimento da construção civil (2,6%) e da importação de máquinas e equipamentos (24,5%). Já a produção doméstica de bens de capital expandiu-se apenas 1,3% no período. A formação bruta de capital (FBCF mais variação de estoques) representa quase de 21% do PIB.
Fonte: Monitor Mercantil
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