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Notícias
30
ago
2006
(GERAL)
Madeireiras do Peru ampliam roubo de madeira da Amazônia brasileira
Se não bastasse o verdadeiro exército de peões comandados por madeireiros para fazer derrubadas ilegais na Amazônia, uma parte dessa região continua a enfrentar invasão de empresas de outros países com o objetivo de roubar madeira do território brasileiro. O roubo vem ocorrendo ao longo da faixa de fronteira do Brasil com o Peru, mais precisamente na área do Parque Nacional da Serra do Divisor, situada entre os estados do Acre e Amazonas.
Ali, a Polícia Federal e o Ibama, durante a primeira etapa da Operação Fronteira, realizada no último final de semana, derrubaram três acampamentos, prenderam oito peruanos e duas peruanas e apreenderam 94 toras de madeira de lei já derrubadas a mando de grandes empresas madeireiras do Peru, que se concentram na região de Pucalpa, na fronteira com o município de Cruzeiro do Sul, a 540 km de Rio Branco.
Segundo informações da Polícia Federal, o próximo passo será desmontar mais dois acampamentos avistados em um sobrevôo recente feito de helicóptero sobre a selva brasileira por uma equipe do Ibama, que coordena a Operação Fronteira. Outros acampamentos fomentados por madeireiras peruanas dentro do território brasileiro poderão ser descobertos nos próximos dias.
A Operação Fronteira foi deslanchada depois que as autoridades brasileiras perceberam que o governo peruano não cumpriu o acordo firmado em Pucalpa entre representantes dos dois países para que o governo vizinho mantivesse uma área de 10 quilômetros de proteção em sua fronteira a fim de auxiliar as forças brasileiras que trabalham na tentativa de impedir a entrada de emissários das madeireiras peruanas em busca de madeiras nobres na área do Parque Nacional da Serra do Divisor.
Em entrevista concedida ao jornal Página 20, do Acre, o superintendente do Ibama no estado, Anselmo Forneck, o acordo firmado entre os dois países sequer chegou a ser cumprido. “As invasões continuaram acontecendo desde este acordo e o governo peruano nunca tomou uma postura eficaz”, disse Forneck, demonstrando otimismo que o novo governo peruano de Alan Garcia cumpra o que foi acordado com as autoridades brasileiras.
Nesse sentido, segundo informou o superintendente, representantes do governo peruano e do Ministério do Meio Ambiente estiveram reunidos novamente com autoridades brasileiras no Itamaraty para voltarem a tratar da delicada questão da fronteira entre os dois países, onde também atuam narcotraficantes e narcoguerrilheiros oriundos da Colômbia.
Anselmo Forneck destacou ainda diante do avanço das madeireiras peruanas, não há mais possibilidades de os órgãos ambientais brasileiros ficarem trabalhando somente com fiscalizações rotineiras. “Teremos que ser mais enérgicos e manter um monitoramento constante. Ou fazemos isso ou estaremos sujeitos a ser pegos de surpresa cada vez que vamos realizar algum trabalho naquela região. E nesse caso, quando os acampamentos são descobertos, o prejuízo ambiental já está grande”, afirmou Forneck.
Segundo o superintendente, até há alguns anos, os madeireiros peruanos demonstravam interesse apenas por madeiras da espécie Mogno. Ultimamente, no entanto, outras espécies também nobres vêm chamando a atenção dos infratores, como o cumaru, o cumaru-agno e o cedro. “É um fator preocupante”, disse.
Ao comentar os resultados da primeira etapa da Operação fronteira, Anselmo Forneck disse que a história mais uma vez se repete. “Essas pessoas são escravas de grandes madeireiros do Peru, que pagam um valor muito baixo para que eles atravessem a fronteira para derrubar madeira na nossa região”, destacou Forneck.
O superintendente do Ibama informou que a Operação fronteira dispõe de grandes recursos estratégicos. A primeira entrada da equipe à Serra do Divisor, por exemplo, foi feita de rapel, na quarta-feira passada, quando os policiais desceram com motosserras, armamento, Global Star e alimentação. No sábado, eles foram resgatados da reserva por um helicóptero, juntamente com os peruanos presos na ação.
Ali, a Polícia Federal e o Ibama, durante a primeira etapa da Operação Fronteira, realizada no último final de semana, derrubaram três acampamentos, prenderam oito peruanos e duas peruanas e apreenderam 94 toras de madeira de lei já derrubadas a mando de grandes empresas madeireiras do Peru, que se concentram na região de Pucalpa, na fronteira com o município de Cruzeiro do Sul, a 540 km de Rio Branco.
Segundo informações da Polícia Federal, o próximo passo será desmontar mais dois acampamentos avistados em um sobrevôo recente feito de helicóptero sobre a selva brasileira por uma equipe do Ibama, que coordena a Operação Fronteira. Outros acampamentos fomentados por madeireiras peruanas dentro do território brasileiro poderão ser descobertos nos próximos dias.
A Operação Fronteira foi deslanchada depois que as autoridades brasileiras perceberam que o governo peruano não cumpriu o acordo firmado em Pucalpa entre representantes dos dois países para que o governo vizinho mantivesse uma área de 10 quilômetros de proteção em sua fronteira a fim de auxiliar as forças brasileiras que trabalham na tentativa de impedir a entrada de emissários das madeireiras peruanas em busca de madeiras nobres na área do Parque Nacional da Serra do Divisor.
Em entrevista concedida ao jornal Página 20, do Acre, o superintendente do Ibama no estado, Anselmo Forneck, o acordo firmado entre os dois países sequer chegou a ser cumprido. “As invasões continuaram acontecendo desde este acordo e o governo peruano nunca tomou uma postura eficaz”, disse Forneck, demonstrando otimismo que o novo governo peruano de Alan Garcia cumpra o que foi acordado com as autoridades brasileiras.
Nesse sentido, segundo informou o superintendente, representantes do governo peruano e do Ministério do Meio Ambiente estiveram reunidos novamente com autoridades brasileiras no Itamaraty para voltarem a tratar da delicada questão da fronteira entre os dois países, onde também atuam narcotraficantes e narcoguerrilheiros oriundos da Colômbia.
Anselmo Forneck destacou ainda diante do avanço das madeireiras peruanas, não há mais possibilidades de os órgãos ambientais brasileiros ficarem trabalhando somente com fiscalizações rotineiras. “Teremos que ser mais enérgicos e manter um monitoramento constante. Ou fazemos isso ou estaremos sujeitos a ser pegos de surpresa cada vez que vamos realizar algum trabalho naquela região. E nesse caso, quando os acampamentos são descobertos, o prejuízo ambiental já está grande”, afirmou Forneck.
Segundo o superintendente, até há alguns anos, os madeireiros peruanos demonstravam interesse apenas por madeiras da espécie Mogno. Ultimamente, no entanto, outras espécies também nobres vêm chamando a atenção dos infratores, como o cumaru, o cumaru-agno e o cedro. “É um fator preocupante”, disse.
Ao comentar os resultados da primeira etapa da Operação fronteira, Anselmo Forneck disse que a história mais uma vez se repete. “Essas pessoas são escravas de grandes madeireiros do Peru, que pagam um valor muito baixo para que eles atravessem a fronteira para derrubar madeira na nossa região”, destacou Forneck.
O superintendente do Ibama informou que a Operação fronteira dispõe de grandes recursos estratégicos. A primeira entrada da equipe à Serra do Divisor, por exemplo, foi feita de rapel, na quarta-feira passada, quando os policiais desceram com motosserras, armamento, Global Star e alimentação. No sábado, eles foram resgatados da reserva por um helicóptero, juntamente com os peruanos presos na ação.
Fonte: Kaxiana - Agência de Notícias da Amazônia
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