Voltar
Notícias
30
ago
2006
(GERAL)
Brasil quer fundo mundial contra o desmatamento
O Brasil apresenta num encontro internacional a proposta de criação de um fundo através do qual os países industrializados financiem a redução do desmatamento nos países pobres com florestas tropicais. O objetivo é incluir as emissões de gás carbônico por esse tipo de ecossistema nos acordos internacionais contra o aquecimento global.
Pela proposta, um fundo voluntário seria criado no âmbito da Convenção do Clima das Nações Unidas. Países que reduzissem sua taxa de desmatamento abaixo de um certo limite durante um período determinado (um, três ou cinco anos) teriam direito a receber dinheiro do fundo para financiar mais ações contra o desmatamento, como o desenvolvimento de economias regionais baseadas no uso não-predatório da floresta.
"O argumento fundamental é o fato de que propostas de redução exigem medidas estruturantes, e precisamos de investimento", diz o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco. Ele apresentará a proposta brasileira amanhã, num seminário técnico em Roma de preparação para a 12ª COP (Conferência das Partes) da Convenção do Clima, que acontece no fim do ano no Quênia.
Segundo Capobianco, a proposta faz sentido porque as florestas tropicais têm um papel importante no clima do planeta. Seu desmatamento responde por 25% das emissões globais de dióxido de carbono, o principal gás de efeito estufa.
No Brasil, o desmatamento é a principal fonte de emissões: 75% de todo o carbono lançado na atmosfera pelo país vem da conversão de florestas, em especial na Amazônia.
O governo quer usar a redução obtida na taxa de desmatamento amazônico no ano passado (30,5%) como argumento de que é possível gerar "adicionalidade" com esse tipo de mecanismo. Ou seja, mais do que pagar para manter árvores em pé, os países ricos pagariam para tirar carbono da atmosfera.
O pagamento pela conservação de florestas é uma discussão que tomou corpo no ano passado. Na ocasião, um grupo de países liderado pela Costa Rica propôs que a Convenção do Clima criasse um mecanismo para colocá-lo em prática.
Avesso a metas obrigatórias de redução, como as assumidas pelos países ricos no Protocolo de Kyoto (que expira em 2012), o Brasil sugeriu que a compensação seja voluntária. A princípio, portanto, ela estaria de fora do regime pós-Kyoto, que será discutido na COP-12.
Ambientalistas elogiaram a proposta, mas dizem não ver como países industrializados colocariam dinheiro voluntariamente num fundo sem receber nada em troca. Pelas regras de Kyoto, reduzir emissões no Terceiro Mundo vale "créditos" a serem abatidos da quota das nações ricas.
"Essa mágica alguém precisa explicar", disse Rubens Born, do Instituto Vitae Civilis. "Do ponto de vista jurídico, não há vantagem nenhuma para os países industrializados."
Pela proposta, um fundo voluntário seria criado no âmbito da Convenção do Clima das Nações Unidas. Países que reduzissem sua taxa de desmatamento abaixo de um certo limite durante um período determinado (um, três ou cinco anos) teriam direito a receber dinheiro do fundo para financiar mais ações contra o desmatamento, como o desenvolvimento de economias regionais baseadas no uso não-predatório da floresta.
"O argumento fundamental é o fato de que propostas de redução exigem medidas estruturantes, e precisamos de investimento", diz o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco. Ele apresentará a proposta brasileira amanhã, num seminário técnico em Roma de preparação para a 12ª COP (Conferência das Partes) da Convenção do Clima, que acontece no fim do ano no Quênia.
Segundo Capobianco, a proposta faz sentido porque as florestas tropicais têm um papel importante no clima do planeta. Seu desmatamento responde por 25% das emissões globais de dióxido de carbono, o principal gás de efeito estufa.
No Brasil, o desmatamento é a principal fonte de emissões: 75% de todo o carbono lançado na atmosfera pelo país vem da conversão de florestas, em especial na Amazônia.
O governo quer usar a redução obtida na taxa de desmatamento amazônico no ano passado (30,5%) como argumento de que é possível gerar "adicionalidade" com esse tipo de mecanismo. Ou seja, mais do que pagar para manter árvores em pé, os países ricos pagariam para tirar carbono da atmosfera.
O pagamento pela conservação de florestas é uma discussão que tomou corpo no ano passado. Na ocasião, um grupo de países liderado pela Costa Rica propôs que a Convenção do Clima criasse um mecanismo para colocá-lo em prática.
Avesso a metas obrigatórias de redução, como as assumidas pelos países ricos no Protocolo de Kyoto (que expira em 2012), o Brasil sugeriu que a compensação seja voluntária. A princípio, portanto, ela estaria de fora do regime pós-Kyoto, que será discutido na COP-12.
Ambientalistas elogiaram a proposta, mas dizem não ver como países industrializados colocariam dinheiro voluntariamente num fundo sem receber nada em troca. Pelas regras de Kyoto, reduzir emissões no Terceiro Mundo vale "créditos" a serem abatidos da quota das nações ricas.
"Essa mágica alguém precisa explicar", disse Rubens Born, do Instituto Vitae Civilis. "Do ponto de vista jurídico, não há vantagem nenhuma para os países industrializados."
Fonte: Claudio Angelo/Folha São Paulo
Notícias em destaque
Prédio de madeira gigante com 183 metros e 39 andares surge e vira o mais alto do mundo feito com 10.000 m³ de madeira estrutural
Prédio de madeira Atlassian Central em Sydney terá 183 metros, 39 andares e estrutura híbrida com cerca de 10.000...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Silvicultura brasileira, teremos madeira para sustentar o patrimônio industrial que criamos?
O Brasil construiu um rico patrimônio industrial à base de madeira de florestas plantadas. Mas a pergunta essencial continua sem...
(SILVICULTURA)
De oficina simples a sonho sobre rodas: pai marceneiro e filho constroem do zero um caminhão futurista todo de madeira,
De oficina simples a sonho sobre rodas: pai marceneiro e filho constroem do zero um caminhão futurista todo de madeira, com cabine...
(GERAL)
Empreendimento brasileiro terá floresta suspensa capaz de absorver até 2 toneladas de CO2 por ano
Em construção em Porto Belo (SC), o Blue Forest Residence, da PHACZ Empreendimentos, uma das construtoras mais atuantes da...
(CARBONO)
Dubai WoodShow 2026 remarcada para junho: um novo capítulo para a indústria madeireira.
O aguardado Dubai WoodShow , um dos maiores encontros globais da indústria de marcenaria, foi oficialmente remarcado. Após cuidadosa...
(EVENTOS)
ALP Building Solutions lança OSB retardante de fogo.
O OSB LP BurnGuard FRT já conquistou reconhecimento no setor, incluindo a designação como um dos 75 melhores produtos de...
(GERAL)













