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(GERAL)
Como desmistificar a cultura do Pinus
Existem muitos mitos que rondam as culturas de Pinus. Sobram espaços para que, cada um, seja do setor produtivo ou ambientalista, defenda da forma conveniente seu ponto de vista. Assistimos a um embate de opiniões, desde as que merecem a devida atenção pela sua importância e relevância até as mais variadas elucubrações, cheias de ideologias e sem consenso.
Entretanto, que ferramentas podem ser utilizadas para mostrar à sociedade a vantagem competitiva natural do nosso país e esclarecer mitos com este?
Quem nos ajuda a responder esta questão é o Engenheiro Florestal Jarbas Shimizu, Eng Florestal, doutorado em Genética Florestal pela Universidade Estadual da Carolina do Norte - Estados Unidos; Pós-Doutorado em Genética Florestal pela Universidade Estadual de Oregon, Estados Unidos e Pesquisador da Embrapa Florestas.
Segundo Jarbas, décadas de pesquisa foram necessárias para que o Pínus pudesse ser cultivado em grande escala no Brasil, em substituição às espécies nativas como fonte de madeira. “Certamente, os impactos sociais, econômicos e ecológicos dessa substituição foram extremamente benéficos. Num cenário em que a principal fonte de matéria-prima florestal no Sul e Sudeste, o pinheiro-brasileiro, havia sido reduzido a fragmentos improdutivos, a economia de base florestal teria entrado em colapso, não houvesse fontes alternativas como o Pínus, em regime de produção sustentável”, relata.
Para ele, com a cultura do Pínus, a economia florestal foi revitalizada e o bem-estar social foi elevado em forma de empregos e renda no âmbito rural, industrial e comercial. Ecologicamente, os benefícios podem ser vistos em forma de redução na devastação das florestas nativas e, também, de melhoria nas condições de produção agrícola e florestal.
“Isto porque o Pínus tem alta eficiência na reciclagem de nutrientes das partes profundas do solo para a superfície, graças à associação com fungos micorrízicos em suas raízes, tornando os solos mais férteis e com maior capacidade de retenção de umidade. Portanto, o mito de que o Pínus torna o solo improdutivo não tem fundamento” explica Jarbas.
Para a economia do país, a cadeia produtiva com base em Pínus é caracterizada por um amplo parque industrial gerador de grandes volumes de negócios e de arrecadação de tributos.
Jarbas menciona que mitos como esses e muitos outros, que tendem a condenar o cultivo de Pínus, meramente por serem espécies introduzidas, precisam ser esclarecidos para que o Brasil não desperdice a oportunidade de gerar benefícios para todos os setores da sociedade.
Para isso, a educação em bases bem fundamentadas é essencial, em todos os círculos, incluindo tanto a educação formal quanto os cursos e os treinamentos informais. Jarbas acredita a educação possibilita estender à sociedade as reais dimensões dos problemas e dos benefícios da cultura de Pínus no Brasil.
Segundo ele, um tema desta natureza terá que ser abordado de maneira abrangente, com base em fatos, sem distorções de cunho emocional, de preferência, iniciando-se com públicos de estudantes desde o nível primário.
“Primeiramente, é essencial o esclarecimento sobre o ciclo de vida das árvores (dos pínus em particular) e de suas associações com outros organismos do meio para que todos possam apreciar o impacto de sua cultura” conclui.
Rosangela
Entretanto, que ferramentas podem ser utilizadas para mostrar à sociedade a vantagem competitiva natural do nosso país e esclarecer mitos com este?
Quem nos ajuda a responder esta questão é o Engenheiro Florestal Jarbas Shimizu, Eng Florestal, doutorado em Genética Florestal pela Universidade Estadual da Carolina do Norte - Estados Unidos; Pós-Doutorado em Genética Florestal pela Universidade Estadual de Oregon, Estados Unidos e Pesquisador da Embrapa Florestas.
Segundo Jarbas, décadas de pesquisa foram necessárias para que o Pínus pudesse ser cultivado em grande escala no Brasil, em substituição às espécies nativas como fonte de madeira. “Certamente, os impactos sociais, econômicos e ecológicos dessa substituição foram extremamente benéficos. Num cenário em que a principal fonte de matéria-prima florestal no Sul e Sudeste, o pinheiro-brasileiro, havia sido reduzido a fragmentos improdutivos, a economia de base florestal teria entrado em colapso, não houvesse fontes alternativas como o Pínus, em regime de produção sustentável”, relata.
Para ele, com a cultura do Pínus, a economia florestal foi revitalizada e o bem-estar social foi elevado em forma de empregos e renda no âmbito rural, industrial e comercial. Ecologicamente, os benefícios podem ser vistos em forma de redução na devastação das florestas nativas e, também, de melhoria nas condições de produção agrícola e florestal.
“Isto porque o Pínus tem alta eficiência na reciclagem de nutrientes das partes profundas do solo para a superfície, graças à associação com fungos micorrízicos em suas raízes, tornando os solos mais férteis e com maior capacidade de retenção de umidade. Portanto, o mito de que o Pínus torna o solo improdutivo não tem fundamento” explica Jarbas.
Para a economia do país, a cadeia produtiva com base em Pínus é caracterizada por um amplo parque industrial gerador de grandes volumes de negócios e de arrecadação de tributos.
Jarbas menciona que mitos como esses e muitos outros, que tendem a condenar o cultivo de Pínus, meramente por serem espécies introduzidas, precisam ser esclarecidos para que o Brasil não desperdice a oportunidade de gerar benefícios para todos os setores da sociedade.
Para isso, a educação em bases bem fundamentadas é essencial, em todos os círculos, incluindo tanto a educação formal quanto os cursos e os treinamentos informais. Jarbas acredita a educação possibilita estender à sociedade as reais dimensões dos problemas e dos benefícios da cultura de Pínus no Brasil.
Segundo ele, um tema desta natureza terá que ser abordado de maneira abrangente, com base em fatos, sem distorções de cunho emocional, de preferência, iniciando-se com públicos de estudantes desde o nível primário.
“Primeiramente, é essencial o esclarecimento sobre o ciclo de vida das árvores (dos pínus em particular) e de suas associações com outros organismos do meio para que todos possam apreciar o impacto de sua cultura” conclui.
Rosangela
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