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(GERAL)
Exportação de móveis para a Argentina cresce 53,5% até julho
A tensão causada pelo pedido de investigação encaminhado em junho pela Cuyo Placas, fabricante de chapas de madeira e móveis da Argentina, para averiguar supostas práticas de dumping sobre roupeiros de madeira feitos por empresas brasileira, passou ao largo. Nos sete primeiros meses de 2006 as exportações brasileiras para o país vizinho cresceram 53,5%, para US$ 38,8 milhões. No Rio Grande do Sul, as vendas para a Argentina subiram 23,8%, para US$ 10 milhões até julho.
Conforme o presidente da Associação das Indústrias de Moveis do Rio Grande do Sul (Movergs), Luiz Atílio Troes, das 52 fábricas que exportam roupeiros de madeira para a Argentina, dez foram citadas, sendo sete do Rio Grande do Sul e três do Paraná. "Entre os gaúchos, até o momento somente a Móveis Carraro (Bento Gonçalves) apresentou defesa", conta o dirigente, ressaltando que a não apresentação de defesa nas datas determinadas, pode implicar em uma eventual sobretaxa para este móvel entrar na Argentina. "Eles entendem que as entidades não podem assumir a defesa em nome do setor. Cada empresa citada deve fazer a sua defesa."
O diretor administrativo e financeiro da Carraro, Dorvalino Lovera, diz que as autoridades argentinas enviaram um questionário às empresas citadas com prazos variados para o envio das respostas, e cujas datas de vencimento estão próximas. "As autoridades argentinas têm até o dia 12 de outubro para analisarem as respostas, mas nesse meio tempo podem colocar algum tipo de medida preventiva, com data a partir de hoje, por exemplo, ou retroativo ao dia 12 de junho, data em que foi protocolado o pedido de investigação. Eles podem até não fazer nada. Acredito mais nesta hipótese", diz Lovera, mencionando entre as possíveis medidas preventivas a adoção de sobretaxas, preço mínimo ou cotas.
O questionário encaminhado pelas autoridades argentina solicita uma lista imensa de documentos e notas fiscais de exportações compreendidas entre janeiro de 2005 e maio de 2006, além de comprovantes de venda dos citados roupeiros no mercado brasileiro. "Eles dizem que este móvel está chegando lá com preço menor, mas pode não ser", defende-se Lovera, que já entregou o questionário no final da semana passada. Sem falar em números, ele informa que as exportações da Carraro para a Argentina representam menos de 2% das vendas no exterior.Consideradas todas as etapas burocráticas e os pedidos para prorrogação de prazos, o processo de dumping pode ter um desfecho num prazo entre um ano a um ano e meio. É que depois de analisados todos os questionários, o governo argentino pode, ou não, aceitar o pedido para abertura de processo formal contra o Brasil.
Queda de 10,1%
As exportações brasileiras de móveis acumularam queda de 10,1% até julho deste ano comparativamente a igual período de 2005, somando US$ 539,5 milhões, ante US$ 600,4 milhões de 2005. A diminuição sistemática de pedidos por parte de importadores americanos - principal comprador do Brasil, com 32% de participação nos embarques totais -- vem causando encolhimento e danos ao pólo moveleiro de Santa Catarina. Os EUA compraram entre janeiro e julho US$ 175 milhões, 26,7% menos do que em 2005 e isso contribuiu para que o pólo catarinense reduzisse em 6,1 pontos percentuais a participação entre os pólos exportadores nesse período.
O pólo gaúcho, segundo maior exportador, não escapou do desinteresse dos compradores americanos: as vendas recuaram 44,3%, para US$ 26,7 milhões em janeiro-julho 2006. Mas graças ao esforço exportador de busca de novas alternativas, as empresas do estado ganharam 1,4 ponto percentual no ranking dos maiores exportadores, subindo para 27,5%, de acordo com a Movergs, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Fonte: Gazeta Mercantil
Conforme o presidente da Associação das Indústrias de Moveis do Rio Grande do Sul (Movergs), Luiz Atílio Troes, das 52 fábricas que exportam roupeiros de madeira para a Argentina, dez foram citadas, sendo sete do Rio Grande do Sul e três do Paraná. "Entre os gaúchos, até o momento somente a Móveis Carraro (Bento Gonçalves) apresentou defesa", conta o dirigente, ressaltando que a não apresentação de defesa nas datas determinadas, pode implicar em uma eventual sobretaxa para este móvel entrar na Argentina. "Eles entendem que as entidades não podem assumir a defesa em nome do setor. Cada empresa citada deve fazer a sua defesa."
O diretor administrativo e financeiro da Carraro, Dorvalino Lovera, diz que as autoridades argentinas enviaram um questionário às empresas citadas com prazos variados para o envio das respostas, e cujas datas de vencimento estão próximas. "As autoridades argentinas têm até o dia 12 de outubro para analisarem as respostas, mas nesse meio tempo podem colocar algum tipo de medida preventiva, com data a partir de hoje, por exemplo, ou retroativo ao dia 12 de junho, data em que foi protocolado o pedido de investigação. Eles podem até não fazer nada. Acredito mais nesta hipótese", diz Lovera, mencionando entre as possíveis medidas preventivas a adoção de sobretaxas, preço mínimo ou cotas.
O questionário encaminhado pelas autoridades argentina solicita uma lista imensa de documentos e notas fiscais de exportações compreendidas entre janeiro de 2005 e maio de 2006, além de comprovantes de venda dos citados roupeiros no mercado brasileiro. "Eles dizem que este móvel está chegando lá com preço menor, mas pode não ser", defende-se Lovera, que já entregou o questionário no final da semana passada. Sem falar em números, ele informa que as exportações da Carraro para a Argentina representam menos de 2% das vendas no exterior.Consideradas todas as etapas burocráticas e os pedidos para prorrogação de prazos, o processo de dumping pode ter um desfecho num prazo entre um ano a um ano e meio. É que depois de analisados todos os questionários, o governo argentino pode, ou não, aceitar o pedido para abertura de processo formal contra o Brasil.
Queda de 10,1%
As exportações brasileiras de móveis acumularam queda de 10,1% até julho deste ano comparativamente a igual período de 2005, somando US$ 539,5 milhões, ante US$ 600,4 milhões de 2005. A diminuição sistemática de pedidos por parte de importadores americanos - principal comprador do Brasil, com 32% de participação nos embarques totais -- vem causando encolhimento e danos ao pólo moveleiro de Santa Catarina. Os EUA compraram entre janeiro e julho US$ 175 milhões, 26,7% menos do que em 2005 e isso contribuiu para que o pólo catarinense reduzisse em 6,1 pontos percentuais a participação entre os pólos exportadores nesse período.
O pólo gaúcho, segundo maior exportador, não escapou do desinteresse dos compradores americanos: as vendas recuaram 44,3%, para US$ 26,7 milhões em janeiro-julho 2006. Mas graças ao esforço exportador de busca de novas alternativas, as empresas do estado ganharam 1,4 ponto percentual no ranking dos maiores exportadores, subindo para 27,5%, de acordo com a Movergs, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Fonte: Gazeta Mercantil
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