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(GERAL)
Exploração de Madeira X Destruição das Florestas - Qual a Relação?
A imprensa, de uma forma geral, sempre rotulou a exploração de madeira como uma das principais causas dos desmatamentos e conseqüente destruição das florestas. Isto não reflete a realidade, não condiz com a verdade. Os desmatamentos estão principalmente relacionados com a expansão agropecuária e ocupação urbana. É claro, que os madeireiros, aqueles classificados como mais oportunistas e irresponsáveis, têm sua parcela de culpa pois são os primeiros a chegarem as áreas, coletam as espécies de madeira mais valiosas e abrem espaço para a completa "limpeza" do terreno.
Mas uma coisa é certa: com ou sem madeireiro, legal ou ilegal, responsável ou irresponsável, as florestas seriam destruídas da mesma maneira. E o que é pior, sem os madeireiros, nada seria aproveitado e os recursos florestais, que poderiam gerar renda e empregos, simplesmente acabariam virando cinzas. Mais grave ainda: quanto mais árvores queimando, maior a emissão de CO2 para a atmosfera. Podemos dizer que os madeireiros são o elo mais fraco dessa corrente e na opinião pública, acabam pagando a conta, como principais destruidores das florestas.
O produto madeira também acaba sendo injustamente penalizado. Com notícias desencontradas a imprensa incentiva a sociedade a não utilizar produtos de madeira, pois estariam relacionados com a destruição das florestas. Isto é um outro absurdo. Deve-se incentivar a utilização de produtos de madeira. Se ninguém comprar produtos de madeiras o caos econômico, social e ambiental seria enorme. As empresas fechariam, milhares de trabalhadores ficariam desempregados, as florestas perderiam o seu valor e certamente seriam convertidas mais rapidamente para outros usos.
A madeira é o material mais ecológico que existe, pois provém de uma fonte renovável que são as florestas. Trata-se de um produto natural, reciclável e não-poluente. Outros produtos usados na construção, como metais, plástico e concreto, apresentam problemas ambientais muito superiores à madeira e, inclusive, geralmente é necessária a queima de madeira para sua fabricação. Além disso, utilizando produtos de madeira de forma durável estaremos contribuindo para redução do efeito estufa, pois a madeira fixa gás carbônico da atmosfera.
A preocupação das indústrias da madeira sérias, objetivando exatamente sua continuidade na atividade, é manter a floresta em pé, explorar de forma sustentada protegendo os nossos recursos naturais, fazê-la viável economicamente e garantir sua existência para as gerações futuras. A salvação das florestas está fortemente relacionada com sua eficiência econômica. É preciso que as florestas gerem renda suficiente para garantir sua existência e inclusive incentivar a expansão de novas áreas florestais.
Para ser mais eficiente economicamente, precisamos valorizar o máximo possível os produtos florestais, sejam madeireiros ou não-madeireiros. Temos que investir e incentivar a produção de produtos de maior valor agregado. Se a floresta continuar apenas como fornecedora de matéria-prima, que proporciona baixo retorno econômico, vai ser desmatada e convertida para outros usos. Com a floresta mostrando efetivamente a sua importância econômica, social e ambiental, a tendência é redução dos desmatamentos e queimadas.
* É engenheiro florestal e gerente executivo da Associação Nacional dos Produtores de Pisos de Madeira (ANPM) anpm@anpm.org.br
Mas uma coisa é certa: com ou sem madeireiro, legal ou ilegal, responsável ou irresponsável, as florestas seriam destruídas da mesma maneira. E o que é pior, sem os madeireiros, nada seria aproveitado e os recursos florestais, que poderiam gerar renda e empregos, simplesmente acabariam virando cinzas. Mais grave ainda: quanto mais árvores queimando, maior a emissão de CO2 para a atmosfera. Podemos dizer que os madeireiros são o elo mais fraco dessa corrente e na opinião pública, acabam pagando a conta, como principais destruidores das florestas.
O produto madeira também acaba sendo injustamente penalizado. Com notícias desencontradas a imprensa incentiva a sociedade a não utilizar produtos de madeira, pois estariam relacionados com a destruição das florestas. Isto é um outro absurdo. Deve-se incentivar a utilização de produtos de madeira. Se ninguém comprar produtos de madeiras o caos econômico, social e ambiental seria enorme. As empresas fechariam, milhares de trabalhadores ficariam desempregados, as florestas perderiam o seu valor e certamente seriam convertidas mais rapidamente para outros usos.
A madeira é o material mais ecológico que existe, pois provém de uma fonte renovável que são as florestas. Trata-se de um produto natural, reciclável e não-poluente. Outros produtos usados na construção, como metais, plástico e concreto, apresentam problemas ambientais muito superiores à madeira e, inclusive, geralmente é necessária a queima de madeira para sua fabricação. Além disso, utilizando produtos de madeira de forma durável estaremos contribuindo para redução do efeito estufa, pois a madeira fixa gás carbônico da atmosfera.
A preocupação das indústrias da madeira sérias, objetivando exatamente sua continuidade na atividade, é manter a floresta em pé, explorar de forma sustentada protegendo os nossos recursos naturais, fazê-la viável economicamente e garantir sua existência para as gerações futuras. A salvação das florestas está fortemente relacionada com sua eficiência econômica. É preciso que as florestas gerem renda suficiente para garantir sua existência e inclusive incentivar a expansão de novas áreas florestais.
Para ser mais eficiente economicamente, precisamos valorizar o máximo possível os produtos florestais, sejam madeireiros ou não-madeireiros. Temos que investir e incentivar a produção de produtos de maior valor agregado. Se a floresta continuar apenas como fornecedora de matéria-prima, que proporciona baixo retorno econômico, vai ser desmatada e convertida para outros usos. Com a floresta mostrando efetivamente a sua importância econômica, social e ambiental, a tendência é redução dos desmatamentos e queimadas.
* É engenheiro florestal e gerente executivo da Associação Nacional dos Produtores de Pisos de Madeira (ANPM) anpm@anpm.org.br
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