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(GERAL)
Indústrias deixam de comprar soja de novas áreas desflorestadas
A medida terá duração de dois anos, e é descrita como uma imposição do mercado
A partir desta segunda-feira, a soja proveniente de novas áreas desflorestadas não serão mais adquiridas pelas empresas associadas à Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e à Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). A decisão foi anunciada pelas entidades e tem por objetivo atender às novas exigências do mercado internacional, que ameaça um boicote à soja amazônica.
"Quem manda é o mercado. Os clientes internacionais, especialmente da Europa, exigem novas regras e demandas", afirma Carlo Lovatelli, presidente da Abiove.
Segundo o representante das indústrias processadoras, o anúncio da suspensão das compras de áreas que venham a ser abertas a partir de agora foi feito em nível nacional e internacional. "Com isso informamos o mercado todo de nossas regras a partir de agora. É um sinal para o produtor que pensa em abrir áreas em regiões de florestas, de que não iremos comprar essa soja", explica Lovatelli.
A medida terá duração de dois anos e, nesse período, as entidades pretendem trabalhar em conjunto com o governo e produtores para elaborar um plano de mapeamento do Bioma Amazônico. Entre os Estados mais atingidos pelas novas medidas estão o Mato Grosso e Pará.
Segundo o Greenpeace, grupo que faz campanha contra o uso de soja plantada em áreas da região, a iniciativa "é um passo importante, mas são as ações e não as palavras que poderão garantir um futuro justo e sustentável para a Amazônia".
O Greenpeace também acusa as empresas do setor de revender soja proveniente de fazendas cujos proprietários não têm direito legal à terra e, até mesmo, de fazendas que usam mão-de-obra escrava.
Entre as empresas que poderiam ser afetadas pelo boicote internacional à soja amazônica estavam as multinacionais de origem americana Cargill, Bunge e ADM e a brasileira Grupo André Maggi - ligada ao governador do Mato Grosso, Blairo Maggi.
O comunicado divulgado pelas entidades empresariais afirma ainda que o setor repudia o "uso de trabalho escravo" e que as empreas incorporaram aos contratos de compra de soja "cláusula de rompimento, caso haja constatação de trabalho análogo ao escravo". As associações também se comprometeram a trabalhar com o governo e com grupos da sociedade civil para discutir regras de operação na Amazônia.
De acordo com uma porta-voz da Cargill, a medida tomada pelo setor é "um passo importantíssimo, porque esclarece que o setor está se comprometendo a não financiar o desmatamento da Amazônia.
De acordo com a Anec, a moratória terá impacto pequeno e não deve afetar significativamente as exportações.
Alexandre Inacio, com BBC Brasil
A partir desta segunda-feira, a soja proveniente de novas áreas desflorestadas não serão mais adquiridas pelas empresas associadas à Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e à Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). A decisão foi anunciada pelas entidades e tem por objetivo atender às novas exigências do mercado internacional, que ameaça um boicote à soja amazônica.
"Quem manda é o mercado. Os clientes internacionais, especialmente da Europa, exigem novas regras e demandas", afirma Carlo Lovatelli, presidente da Abiove.
Segundo o representante das indústrias processadoras, o anúncio da suspensão das compras de áreas que venham a ser abertas a partir de agora foi feito em nível nacional e internacional. "Com isso informamos o mercado todo de nossas regras a partir de agora. É um sinal para o produtor que pensa em abrir áreas em regiões de florestas, de que não iremos comprar essa soja", explica Lovatelli.
A medida terá duração de dois anos e, nesse período, as entidades pretendem trabalhar em conjunto com o governo e produtores para elaborar um plano de mapeamento do Bioma Amazônico. Entre os Estados mais atingidos pelas novas medidas estão o Mato Grosso e Pará.
Segundo o Greenpeace, grupo que faz campanha contra o uso de soja plantada em áreas da região, a iniciativa "é um passo importante, mas são as ações e não as palavras que poderão garantir um futuro justo e sustentável para a Amazônia".
O Greenpeace também acusa as empresas do setor de revender soja proveniente de fazendas cujos proprietários não têm direito legal à terra e, até mesmo, de fazendas que usam mão-de-obra escrava.
Entre as empresas que poderiam ser afetadas pelo boicote internacional à soja amazônica estavam as multinacionais de origem americana Cargill, Bunge e ADM e a brasileira Grupo André Maggi - ligada ao governador do Mato Grosso, Blairo Maggi.
O comunicado divulgado pelas entidades empresariais afirma ainda que o setor repudia o "uso de trabalho escravo" e que as empreas incorporaram aos contratos de compra de soja "cláusula de rompimento, caso haja constatação de trabalho análogo ao escravo". As associações também se comprometeram a trabalhar com o governo e com grupos da sociedade civil para discutir regras de operação na Amazônia.
De acordo com uma porta-voz da Cargill, a medida tomada pelo setor é "um passo importantíssimo, porque esclarece que o setor está se comprometendo a não financiar o desmatamento da Amazônia.
De acordo com a Anec, a moratória terá impacto pequeno e não deve afetar significativamente as exportações.
Alexandre Inacio, com BBC Brasil
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