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(GERAL)
Ibama começa a fiscalizar carvão vindo do Paraguai
O Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis começará a fiscalizar, a entrada de carvão procedente do Paraguai e, em troca, o governo paraguaio fiscalizará com mais rigor a importação de agrotóxicos procedentes do Brasil.
O acordo foi feito em Assunção, por representantes dos dois países. O Brasil esteve representado por Flávio Montiel, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, e o Paraguai pelo ministro de Ambiente, Alfredo Molinas, e diretores de vários órgãos de defesa ambiental.
O Paraguai se queixa de que cerca de U$ 80 milhões em carvão são enviados ilegalmente ao Brasil todo ano pela fronteira seca do Estado de Canindeyú (o trânsito desse produto é permitido apenas em Salto del Guairá), que faz fronteira com o Mato Grosso do Sul. Com isso, o país vizinho deixa de recolher impostos e perde reservas florestais. O Ibama mobilizará um helicóptero para interceptar caminhões que transportam esse produto.
A repressão ao comércio de agrotóxicos pelos paraguaios é necessária porque, segundo o Ibama, esse produto é importado pelos paraguaios com impostos reduzidos e reintroduzido ilegalmente no Brasil. O Paraguai se comprometeu a cadastrar todas as empresas que comercializam agrotóxicos.
De acordo com o Ibama, o Paraguai importa exageradamente alguns produtos como o Clethodim (duas vezes mais que o necessário), Tebuconazole (dez vezes), Imidacloprid (19 vezes), Clorimurom (91 vezes), Carbendazil (17 vezes) e Metsulfuron y Metil (137 vezes).
(José Antonio Pedriali/ Estadão)
O acordo foi feito em Assunção, por representantes dos dois países. O Brasil esteve representado por Flávio Montiel, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, e o Paraguai pelo ministro de Ambiente, Alfredo Molinas, e diretores de vários órgãos de defesa ambiental.
O Paraguai se queixa de que cerca de U$ 80 milhões em carvão são enviados ilegalmente ao Brasil todo ano pela fronteira seca do Estado de Canindeyú (o trânsito desse produto é permitido apenas em Salto del Guairá), que faz fronteira com o Mato Grosso do Sul. Com isso, o país vizinho deixa de recolher impostos e perde reservas florestais. O Ibama mobilizará um helicóptero para interceptar caminhões que transportam esse produto.
A repressão ao comércio de agrotóxicos pelos paraguaios é necessária porque, segundo o Ibama, esse produto é importado pelos paraguaios com impostos reduzidos e reintroduzido ilegalmente no Brasil. O Paraguai se comprometeu a cadastrar todas as empresas que comercializam agrotóxicos.
De acordo com o Ibama, o Paraguai importa exageradamente alguns produtos como o Clethodim (duas vezes mais que o necessário), Tebuconazole (dez vezes), Imidacloprid (19 vezes), Clorimurom (91 vezes), Carbendazil (17 vezes) e Metsulfuron y Metil (137 vezes).
(José Antonio Pedriali/ Estadão)
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