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(GERAL)
Descoberta pode acelerar crescimento das árvores
Pesquisadores descobriram os controles genéticos que levam as árvores a parar de crescer e hibernar no outono, assim como o mecanismo que as leva a começar a florescer e produzir sementes - um grande passo para o entendimento da genética básica do crescimento das árvores.
As descobertas foram feitas por cientistas da Universidade Sueca de Ciências Agrônomas, da Universidade Estadual de Oregon (OSU) e duas outras instituições, e publicadas na revista Science. Elas representam um avanço no esforço de explicar os ciclos anuais de crescimento e a reprodução das árvores.
Conhecendo os genes que controlam esses processos, seria possível criar árvores geneticamente modificadas que florescessem e se reproduzissem mais rapidamente. O longo e lento crescimento das árvores, antes que produzam sementes, tem sido um grande obstáculo para os tipos de cultivo comuns com as plantas de safra anual. A modificação genética das árvores pode abrir uma porta para avanços importantes no florestamento intensivo e na melhoria das árvores frutíferas.
Informações desse tipo, dizem os pesquisadores, também podem ajudar os cientistas a prever melhor como alguns tipo de árvores e populações de árvores vão reagir à mudança climática.
"Antes disso, nós nunca soubemos realmente quais genes estavam envolvidos no início do florescimento das árvores ou no cessamento do crescimento no outono", disse Steven Strauss, professor de genética florestal na OSU. "Pelo menos em teoria, pode ser que agora seja possível acelerar dramaticamente os programas e estratégias de cultivo das árvores".
Um obstáculo persistente, disse Strauss, é a visão que o público tem da natureza e da segurança da engenharia genética nas árvores, o que levou a um interesse limitado na área por parte da indústria privada a regulamentações pesadas.
A modificação genética poderia ser utilizada apenas para acelerar o cultivo convencional, e removida antes de chegar às plantações comerciais, ele disse. Porém, o nível de regulamentação e preocupação com a engenharia genética podem evitar até mesmo essa aplicação.
"De uma perspectiva evolucionária, é fácil entender por que as árvores de florestas não florescem e produzem sementes e pólen antes", disse Strauss. "Quando elas são jovens, as árvores que sobrevivem precisam concentrar sua energia no crescimento e para ganhar altura, para poder competir com outras árvores pela luz do sol, e apenas mais tarde na vida elas direcionam energia para a produção de sementes".
Strauss notou que pelas mesmas razões, qualquer liberação desses genes de florescimento precoce nas populações silvestres não deveria trazer problemas ecológicos, já que as árvores que os carregassem teriam uma desvantagem competitiva em relação às demais árvores de floresta, e portanto não se disseminariam.
(Estadão Online)
As descobertas foram feitas por cientistas da Universidade Sueca de Ciências Agrônomas, da Universidade Estadual de Oregon (OSU) e duas outras instituições, e publicadas na revista Science. Elas representam um avanço no esforço de explicar os ciclos anuais de crescimento e a reprodução das árvores.
Conhecendo os genes que controlam esses processos, seria possível criar árvores geneticamente modificadas que florescessem e se reproduzissem mais rapidamente. O longo e lento crescimento das árvores, antes que produzam sementes, tem sido um grande obstáculo para os tipos de cultivo comuns com as plantas de safra anual. A modificação genética das árvores pode abrir uma porta para avanços importantes no florestamento intensivo e na melhoria das árvores frutíferas.
Informações desse tipo, dizem os pesquisadores, também podem ajudar os cientistas a prever melhor como alguns tipo de árvores e populações de árvores vão reagir à mudança climática.
"Antes disso, nós nunca soubemos realmente quais genes estavam envolvidos no início do florescimento das árvores ou no cessamento do crescimento no outono", disse Steven Strauss, professor de genética florestal na OSU. "Pelo menos em teoria, pode ser que agora seja possível acelerar dramaticamente os programas e estratégias de cultivo das árvores".
Um obstáculo persistente, disse Strauss, é a visão que o público tem da natureza e da segurança da engenharia genética nas árvores, o que levou a um interesse limitado na área por parte da indústria privada a regulamentações pesadas.
A modificação genética poderia ser utilizada apenas para acelerar o cultivo convencional, e removida antes de chegar às plantações comerciais, ele disse. Porém, o nível de regulamentação e preocupação com a engenharia genética podem evitar até mesmo essa aplicação.
"De uma perspectiva evolucionária, é fácil entender por que as árvores de florestas não florescem e produzem sementes e pólen antes", disse Strauss. "Quando elas são jovens, as árvores que sobrevivem precisam concentrar sua energia no crescimento e para ganhar altura, para poder competir com outras árvores pela luz do sol, e apenas mais tarde na vida elas direcionam energia para a produção de sementes".
Strauss notou que pelas mesmas razões, qualquer liberação desses genes de florescimento precoce nas populações silvestres não deveria trazer problemas ecológicos, já que as árvores que os carregassem teriam uma desvantagem competitiva em relação às demais árvores de floresta, e portanto não se disseminariam.
(Estadão Online)
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