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(GERAL)
Empresa utiliza clonagem para produzir eucalipto
A Flora Pison, localizada em Salto, especializou-se em seleção genética de mudas de eucalipto. Produzidas a partir de clones de árvores de referência, o sistema garante a homogeneidade da produção. O cultivo tradicional tinha as sementes como ponto de partida.
As mudas são vendidas a empresas que utilizam madeira como matéria-prima, sobretudo aquelas que produzem celulose ou fibra. “Fazemos parte de uma cadeia de florestas cultivadas que impedem danos ao meio ambiente”, explica Pedro Pires Filho, um dos cinco sócios da empresa.
O trabalho de clonagem é realizado em parceria com laboratórios das empresas de celulose. A empresa já investiu R$ 1,5 milhão para formação de 5,6 alqueires de eucaliptos. Só os viveiros ocupam 3,5 alqueires. A capacidade de produção é de 10 milhões de mudas por ano. A produção demanda 250 mil litros de água por dia, retiradas de poços artesianos da flora. Os maiores gastos são com mão-de-obra, energia e nutrientes.
Temperatura controlada
O processo de produção de mudas selecionadas envolve diversas fases e 70 funcionários. A formação começa em minijardins, onde são instaladas as matrizes.
Depois do corte, as mudas vão para a casa de vegetação, onde recebem água e temperatura na medida certa, por 20 dias. “O eucalipto na fase adulta é forte. Mas nesta fase é tão sensível quanto uma alface e reage a temperatura, quantidade de água e nutrientes”, explica o empresário da Pison.
Os cuidados incluem também a higienização do ambiente, que é quente e úmido, propício à proliferação de fungos e bactérias. Depois de passar pela casa de sombra, para climatização, as mudas já estão enraizadas e seguem para o processo final, na área de sol. “O segredo todo é a quantidade de água e climatização”, explica. Noventa dias depois, as mudas estão prontas para o plantio.
Eucalipto é bom negócio
O rendimento proporcionado pela plantação de eucalipto supera qualquer outra cultura. Por isso tem atraído cada vez mais produtores rurais, em busca de uma atividade que seja competitiva com a cana-de-açúcar, milho, soja ou mesmo com a pecuária.
O cultivo tem superado as expectativas e alcançado valores muito bons no mercado. Hoje o metro estéreo (unidade de medida que equivale a uma pilha de toras de 1 x 1 metro) custa em torno de R$ 30. “Nunca a madeira teve preço tão bom. Há três anos eu cheguei a comprar por R$ 6 o metro”, compara Pedro Pires Filho. Especialistas acreditam que o preço pode chegar a R$ 45 o metro estéreo até 2008. “Até 2020 o Brasil não alcança a sustentabilidade da exploração de madeira. Precisa plantar cerca de 10 milhões de hectares para equilibrar a demanda”, calcula o empresário.
Fonte: Jornal Bom Dia
As mudas são vendidas a empresas que utilizam madeira como matéria-prima, sobretudo aquelas que produzem celulose ou fibra. “Fazemos parte de uma cadeia de florestas cultivadas que impedem danos ao meio ambiente”, explica Pedro Pires Filho, um dos cinco sócios da empresa.
O trabalho de clonagem é realizado em parceria com laboratórios das empresas de celulose. A empresa já investiu R$ 1,5 milhão para formação de 5,6 alqueires de eucaliptos. Só os viveiros ocupam 3,5 alqueires. A capacidade de produção é de 10 milhões de mudas por ano. A produção demanda 250 mil litros de água por dia, retiradas de poços artesianos da flora. Os maiores gastos são com mão-de-obra, energia e nutrientes.
Temperatura controlada
O processo de produção de mudas selecionadas envolve diversas fases e 70 funcionários. A formação começa em minijardins, onde são instaladas as matrizes.
Depois do corte, as mudas vão para a casa de vegetação, onde recebem água e temperatura na medida certa, por 20 dias. “O eucalipto na fase adulta é forte. Mas nesta fase é tão sensível quanto uma alface e reage a temperatura, quantidade de água e nutrientes”, explica o empresário da Pison.
Os cuidados incluem também a higienização do ambiente, que é quente e úmido, propício à proliferação de fungos e bactérias. Depois de passar pela casa de sombra, para climatização, as mudas já estão enraizadas e seguem para o processo final, na área de sol. “O segredo todo é a quantidade de água e climatização”, explica. Noventa dias depois, as mudas estão prontas para o plantio.
Eucalipto é bom negócio
O rendimento proporcionado pela plantação de eucalipto supera qualquer outra cultura. Por isso tem atraído cada vez mais produtores rurais, em busca de uma atividade que seja competitiva com a cana-de-açúcar, milho, soja ou mesmo com a pecuária.
O cultivo tem superado as expectativas e alcançado valores muito bons no mercado. Hoje o metro estéreo (unidade de medida que equivale a uma pilha de toras de 1 x 1 metro) custa em torno de R$ 30. “Nunca a madeira teve preço tão bom. Há três anos eu cheguei a comprar por R$ 6 o metro”, compara Pedro Pires Filho. Especialistas acreditam que o preço pode chegar a R$ 45 o metro estéreo até 2008. “Até 2020 o Brasil não alcança a sustentabilidade da exploração de madeira. Precisa plantar cerca de 10 milhões de hectares para equilibrar a demanda”, calcula o empresário.
Fonte: Jornal Bom Dia
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