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(GERAL)
Carta-protesto do setor moveleiro/madeireiro pede medidas para neutralizar crise
A Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (Amoesc) e o Sindicato das Indústrias de Serrarias e Móveis do Vale do Uruguai (Simovale) publicaram “Carta-protesto do setor moveleiro e madeireiro do Oeste de Santa Catarina” pontuando as principais dificuldades enfrentadas pelas indústrias nos últimos meses.
O documento, assinado pelos presidentes da Amoesc, Nivaldo Lazaron, e do Simovale, Waldemar Schmitz, está sendo endereçado aos governos federal e Estadual, além de entidades ligadas ao setor, senadores e deputados federais catarinenses. Ainda na sexta-feira (31/3), a Carta foi entregue à Federação das Associações Comerciais e Industriais de SC (Facisc), durante reunião plenária em Chapecó, na última semana.
De acordo com os presidentes, o setor moveleiro como outros segmentos econômicos está sofrendo fortemente com a desvalorização do dólar, o que inviabiliza muitas negociações. Além disso, constatou-se através de um levantamento das entidades junto a 50 indústrias associadas uma redução no nível de emprego da ordem de 20% no período de dezembro de 2004 e fevereiro de 2006. A mesma pesquisa mostrou que haverá mais desemprego no decorrer desse ano se o quadro persistir.
A variação percentual do aumento dos custos em relação ao período de maio de 2002 a maio de 2005 - demonstra o documento – aponta o encarecimento de 71% do preço da matéria-prima madeira pinus, 79% de chapas aglomerado/MDF, 35% em ferragens e 73% do frete marítimo. Também aponta inflação de 102% em energia elétrica, 132% em óleo diesel e 68% em majoração salarial.
A produção brasileira destinada ao mercado externo está gerando prejuízo. O documento aponta a variação do dólar: em maio de 2002 a média da moeda estrangeira ficou em R$ 2,52, manteve a média em 2003, passou para R$ 2,96 em 2004, diminuiu para R$ 2,40 em 2005 e em 2006 chegou a R$ 2,15.
Resultado disso, enfatizam os dirigentes, é a perda da competitividade no mercado interno e externo, sucateamento das indústrias por falta de investimentos e aumento do desemprego.
As entidades querem apoio do Governo Federal para criação de linha de crédito de caráter emergencial - à taxas mínimas (TJLP), repactuação das dívidas bancárias do setor junto às instituições financeiras, implantação de programa de reestruturação financeira das empresas, troca de créditos de exportação por débitos de tributos federais, viabilização de dólar médio para exportação (câmara de compensação) e parcelamento de tributos federais em 180 meses.
Do Governo Estadual pleiteiam liberação de créditos de ICMS para pagamento das contas de energia elétrica e aquisição de matéria-prima e insumos, simplificação do enquadramento no Programa de Modernização e Desenvolvimento Econômico, Tecnológico e Social de SC (Compex) à título precário pelo prazo de 24 meses. Os moveleiros querem também que o Estado priorize a aquisição de móveis de micro e pequenas empresas moveleiras nas licitações públicas do Estado.
PÓLO MOVELEIRO OESTE
De acordo com o Sebrae/SC, em estudo de identificação dos setores econômicos mais relevantes da economia de 86 municípios do Oeste catarinense – região de abrangência do Pólo Moveleiro Oestino - identificou-se o setor como sendo o primeiro em número de empresas, o terceiro em número de empregados e o quarto em movimento econômico de exportação estadual.
São cerca de 700 empresas moveleiras e madeireiras nesta região que sustentam aproximadamente 10 mil empregos diretos e 30 mil indiretos.
MB Comunicação
O documento, assinado pelos presidentes da Amoesc, Nivaldo Lazaron, e do Simovale, Waldemar Schmitz, está sendo endereçado aos governos federal e Estadual, além de entidades ligadas ao setor, senadores e deputados federais catarinenses. Ainda na sexta-feira (31/3), a Carta foi entregue à Federação das Associações Comerciais e Industriais de SC (Facisc), durante reunião plenária em Chapecó, na última semana.
De acordo com os presidentes, o setor moveleiro como outros segmentos econômicos está sofrendo fortemente com a desvalorização do dólar, o que inviabiliza muitas negociações. Além disso, constatou-se através de um levantamento das entidades junto a 50 indústrias associadas uma redução no nível de emprego da ordem de 20% no período de dezembro de 2004 e fevereiro de 2006. A mesma pesquisa mostrou que haverá mais desemprego no decorrer desse ano se o quadro persistir.
A variação percentual do aumento dos custos em relação ao período de maio de 2002 a maio de 2005 - demonstra o documento – aponta o encarecimento de 71% do preço da matéria-prima madeira pinus, 79% de chapas aglomerado/MDF, 35% em ferragens e 73% do frete marítimo. Também aponta inflação de 102% em energia elétrica, 132% em óleo diesel e 68% em majoração salarial.
A produção brasileira destinada ao mercado externo está gerando prejuízo. O documento aponta a variação do dólar: em maio de 2002 a média da moeda estrangeira ficou em R$ 2,52, manteve a média em 2003, passou para R$ 2,96 em 2004, diminuiu para R$ 2,40 em 2005 e em 2006 chegou a R$ 2,15.
Resultado disso, enfatizam os dirigentes, é a perda da competitividade no mercado interno e externo, sucateamento das indústrias por falta de investimentos e aumento do desemprego.
As entidades querem apoio do Governo Federal para criação de linha de crédito de caráter emergencial - à taxas mínimas (TJLP), repactuação das dívidas bancárias do setor junto às instituições financeiras, implantação de programa de reestruturação financeira das empresas, troca de créditos de exportação por débitos de tributos federais, viabilização de dólar médio para exportação (câmara de compensação) e parcelamento de tributos federais em 180 meses.
Do Governo Estadual pleiteiam liberação de créditos de ICMS para pagamento das contas de energia elétrica e aquisição de matéria-prima e insumos, simplificação do enquadramento no Programa de Modernização e Desenvolvimento Econômico, Tecnológico e Social de SC (Compex) à título precário pelo prazo de 24 meses. Os moveleiros querem também que o Estado priorize a aquisição de móveis de micro e pequenas empresas moveleiras nas licitações públicas do Estado.
PÓLO MOVELEIRO OESTE
De acordo com o Sebrae/SC, em estudo de identificação dos setores econômicos mais relevantes da economia de 86 municípios do Oeste catarinense – região de abrangência do Pólo Moveleiro Oestino - identificou-se o setor como sendo o primeiro em número de empresas, o terceiro em número de empregados e o quarto em movimento econômico de exportação estadual.
São cerca de 700 empresas moveleiras e madeireiras nesta região que sustentam aproximadamente 10 mil empregos diretos e 30 mil indiretos.
MB Comunicação
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