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(GERAL)
Excesso de contêineres reduz valor da locação
As empresas que trabalham com a locação de contêineres no Brasil passam por um período de ociosidade, depois de dois anos marcados por uma demanda superior à oferta.
Embora a movimentação nos principais terminais e portos do País esteja crescendo, já é possível registrar que há contêineres sobrando. Projeções das empresas do setor apontam que, por conta da queda nas exportações e do aumento nas importações, a disponibilidade de contêineres vazios está aumentando e, com isso, a locação está mais barato em até 15% na comparação com o ano passado. Gripe aviária, febre aftosa e valorização da moeda brasileira sobre o dólar são alguns dos fatores que estão ocasionando a queda das exportações, segundo empresários.
De acordo com a Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), os portos brasileiros devem movimentar este ano 4,2 milhões de contêineres, volume cerca de 13% maior que os 3,7 milhões de unidades de 2005. O crescimento será menor que o de 2005, quando, na comparação com 2004, a movimentação subiu 16,7%. A GE Seaco , uma das maiores locadoras do mundo no setor, está fechando contratos com armadores ao preço de US$ 0,90 por dia, contra o valor de US$ 1,05 praticado no mesmo período do ano passado para contêineres de 20 pés. Segundo Júlio Magalhães, gerente de vendas da multinacional, esses valores variam conforme a quantidade e o prazo de locação dos contêineres, mas também podem sofrer alterações de acordo com outros fatores do mercado. "Os 90 centavos de dólar são preços referentes a contratos de três a cinco anos", diz.
Ainda segundo o empresário, a queda nas exportações diminui a locação de equipamentos. Para ele, hoje está sobrando espaço até nos navios, pois a demanda por escoamento caiu.
Para a Santos Brasil , que opera o maior terminal de contêineres do País em Santos, os números do primeiro trimestre indicam que o avanço este ano ficará em torno de 6% e 8%. A movimentação da empresa cresceu 26% em 2005. "Desde o começo do ano, deixamos de utilizar em média 2 mil TEUs (contêiner de 20 pés) ao mês, devido aos efeitos da febre aftosa, que atingiu a exportação de carnes", avalia Antônio Carlos Duarte Sepúlveda, diretor de operações da empresa. No ano passado, a companhia movimentou 1,052 milhão de TEUs. "A previsão é de 1,155 milhão para este ano", conta o executivo.
Segundo Sepúlveda, a entrada de contêineres vazios no terminal da Santos Brasil caiu de 26% do total movimentado no primeiro trimestre de 2005 para 21%, em igual período de 2006.
Portos
O Porto de Santos já aponta uma inversão no fluxo do comércio exterior brasileiro, com queda nas exportações e aumento das importações. No primeiro bimestre, enquanto os embarques declinaram 5,47%, para 6,2 milhões de toneladas, as importações subiram 7,11%, para 3,5 milhões de toneladas. No ano de 2005, o porto fechou com acréscimo de 10% nas exportações e decréscimo de 1,4% nas importações.
No porto de Rio Grande (RS), os exportadores estão tendo a chance de escoar produtos por preços mais baixos do que em 2005. "Por conta da gripe aviária, existe oferta de contêineres vazios que antes eram usados para exportação de carnes", ressalta Ivanor Scotton, proprietário da Politorno Móveis , de Bento Gonçalves (RS). "É a primeira vez que temos contêiner em excesso." Para enviar mercadoria para os Estados Unidos a partir do porto de Rio Grande, o frete está saindo por US$ 2,2 mil, sendo que há cerca de um ano atrás o preço chegava a US$ 3,1 mil. As expectativas são que os preços sejam reduzidos ainda nos próximos meses. No primeiro bimestre, o envio de carne de frango gaúcha para o exterior foi reduzido em 20%. Por causa no novo panorama, é possível que não se concretize a projeção da superintendência do porto de Rio Grande, que estimava um aumento de 10% na movimentação de contêineres para este ano.
Contraponto
Ao contrário do movimento verificado na maioria dos terminais brasileiros, no porto de Paranaguá o setor avícola foi o maior responsável pelo crescimento na movimentação de contêineres no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) no primeiro trimestre. O número de contêineres movimentados cresceu 34% em relação ao três primeiros meses de 2005. Foram mais de 65 mil unidades entre janeiro e março, ante 49 mil no mesmo período de 2005. "No setor avícola a movimentação foi relevante", diz o gerente comercial Marcelo Marder.
Em Manaus, seguindo a tendência, a Aliança Navegação , do grupo Hamburg-Süd , projeta ampliar o volume de carga transportada em 20% até julho.
Diário do Comércio e Indústria
Embora a movimentação nos principais terminais e portos do País esteja crescendo, já é possível registrar que há contêineres sobrando. Projeções das empresas do setor apontam que, por conta da queda nas exportações e do aumento nas importações, a disponibilidade de contêineres vazios está aumentando e, com isso, a locação está mais barato em até 15% na comparação com o ano passado. Gripe aviária, febre aftosa e valorização da moeda brasileira sobre o dólar são alguns dos fatores que estão ocasionando a queda das exportações, segundo empresários.
De acordo com a Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), os portos brasileiros devem movimentar este ano 4,2 milhões de contêineres, volume cerca de 13% maior que os 3,7 milhões de unidades de 2005. O crescimento será menor que o de 2005, quando, na comparação com 2004, a movimentação subiu 16,7%. A GE Seaco , uma das maiores locadoras do mundo no setor, está fechando contratos com armadores ao preço de US$ 0,90 por dia, contra o valor de US$ 1,05 praticado no mesmo período do ano passado para contêineres de 20 pés. Segundo Júlio Magalhães, gerente de vendas da multinacional, esses valores variam conforme a quantidade e o prazo de locação dos contêineres, mas também podem sofrer alterações de acordo com outros fatores do mercado. "Os 90 centavos de dólar são preços referentes a contratos de três a cinco anos", diz.
Ainda segundo o empresário, a queda nas exportações diminui a locação de equipamentos. Para ele, hoje está sobrando espaço até nos navios, pois a demanda por escoamento caiu.
Para a Santos Brasil , que opera o maior terminal de contêineres do País em Santos, os números do primeiro trimestre indicam que o avanço este ano ficará em torno de 6% e 8%. A movimentação da empresa cresceu 26% em 2005. "Desde o começo do ano, deixamos de utilizar em média 2 mil TEUs (contêiner de 20 pés) ao mês, devido aos efeitos da febre aftosa, que atingiu a exportação de carnes", avalia Antônio Carlos Duarte Sepúlveda, diretor de operações da empresa. No ano passado, a companhia movimentou 1,052 milhão de TEUs. "A previsão é de 1,155 milhão para este ano", conta o executivo.
Segundo Sepúlveda, a entrada de contêineres vazios no terminal da Santos Brasil caiu de 26% do total movimentado no primeiro trimestre de 2005 para 21%, em igual período de 2006.
Portos
O Porto de Santos já aponta uma inversão no fluxo do comércio exterior brasileiro, com queda nas exportações e aumento das importações. No primeiro bimestre, enquanto os embarques declinaram 5,47%, para 6,2 milhões de toneladas, as importações subiram 7,11%, para 3,5 milhões de toneladas. No ano de 2005, o porto fechou com acréscimo de 10% nas exportações e decréscimo de 1,4% nas importações.
No porto de Rio Grande (RS), os exportadores estão tendo a chance de escoar produtos por preços mais baixos do que em 2005. "Por conta da gripe aviária, existe oferta de contêineres vazios que antes eram usados para exportação de carnes", ressalta Ivanor Scotton, proprietário da Politorno Móveis , de Bento Gonçalves (RS). "É a primeira vez que temos contêiner em excesso." Para enviar mercadoria para os Estados Unidos a partir do porto de Rio Grande, o frete está saindo por US$ 2,2 mil, sendo que há cerca de um ano atrás o preço chegava a US$ 3,1 mil. As expectativas são que os preços sejam reduzidos ainda nos próximos meses. No primeiro bimestre, o envio de carne de frango gaúcha para o exterior foi reduzido em 20%. Por causa no novo panorama, é possível que não se concretize a projeção da superintendência do porto de Rio Grande, que estimava um aumento de 10% na movimentação de contêineres para este ano.
Contraponto
Ao contrário do movimento verificado na maioria dos terminais brasileiros, no porto de Paranaguá o setor avícola foi o maior responsável pelo crescimento na movimentação de contêineres no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) no primeiro trimestre. O número de contêineres movimentados cresceu 34% em relação ao três primeiros meses de 2005. Foram mais de 65 mil unidades entre janeiro e março, ante 49 mil no mesmo período de 2005. "No setor avícola a movimentação foi relevante", diz o gerente comercial Marcelo Marder.
Em Manaus, seguindo a tendência, a Aliança Navegação , do grupo Hamburg-Süd , projeta ampliar o volume de carga transportada em 20% até julho.
Diário do Comércio e Indústria
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