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(GERAL)
Brasil leva 39 dias para exportar
Todos sabiam, mas ninguém havia quantificado: as exportações brasileiras levam em média 39 dias para chegar ao porto e serem embarcadas.
Com isso, o País perde pelo menos US$ 25 bilhões por ano. Nos Estados Unidos, o prazo entre a saída do produto da fábrica e o embarque é de 12 dias, em média. As estimativas são da Aliança Pró-Modernização Logística do Comércio Exterior - Procomex, após entrevistar dezenas de empresas exportadoras.
"Acreditamos que é possível reduzir esse prazo de 39 dias para 12, média próxima à dos EUA, país que tem características semelhantes às do Brasil", diz Paulo Protásio, da Abece - Associação Brasileira de Empresas de Trading, da Anut - Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga, e um dos fundadores da Procomex. A associação está fazendo um mapeamento inédito de todas as etapas do que se chama de "fluxo aduaneiro", uma aduana que inclui autoridades como Anvisa, Ibama e Receita Federal, entre outras. Hoje, esse trâmite dura 39 dias.
Perguntei se ele tinha idéia do número de entidades burocráticas pelas quais tramita o produto a ser exportado. Protásio não tem uma idéia definida, pois o processo de exportação é diferente para cada tipo de mercadoria, origem e destino.
Mas não dá para ter uma idéia, comparar com países com os quais competimos? Protásio citou um estudo da Fundação Getúlio Vargas, que estima as perdas anuais decorrentes do atual "sistema aduaneiro brasileiro" em cerca de US$ 2,5 bilhões. A Dinamarca é o mais ágil: consegue embarcar um produto em 5 dias. Na Coréia, são 12 dias. "O Brasil só é mais veloz que os países pobres da África. No Mercosul, a média é de 30 dias."
Geralmente, aponta-se a infra-estrutura precária como uma das causas principais do atraso das exportações. Isso pesa, sim, mas a burocracia talvez pese mais. Um estudo do Banco Mundial (Bird) e da Corporação Financeira Internacional (IFC) concluiu que só um quarto dos atrasos nas exportações dos países é provocado pela infra-estrutura deficiente. Em 75% dos casos, a principal culpada é a burocracia: procedimentos de alfândega, taxas, inspeções de carga.
"Na Dinamarca, é preciso três formulários e duas assinaturas para autorizar a exportação. No Brasil, é preciso juntar sete documentos e oito assinaturas, em média." Para colaborar com o governo, a Procomex, uma iniciativa civil inédita de entidades representativas do setor privado ao poder público, já congrega 62 instituições empresariais.
O Estado de São Paulo
Com isso, o País perde pelo menos US$ 25 bilhões por ano. Nos Estados Unidos, o prazo entre a saída do produto da fábrica e o embarque é de 12 dias, em média. As estimativas são da Aliança Pró-Modernização Logística do Comércio Exterior - Procomex, após entrevistar dezenas de empresas exportadoras.
"Acreditamos que é possível reduzir esse prazo de 39 dias para 12, média próxima à dos EUA, país que tem características semelhantes às do Brasil", diz Paulo Protásio, da Abece - Associação Brasileira de Empresas de Trading, da Anut - Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga, e um dos fundadores da Procomex. A associação está fazendo um mapeamento inédito de todas as etapas do que se chama de "fluxo aduaneiro", uma aduana que inclui autoridades como Anvisa, Ibama e Receita Federal, entre outras. Hoje, esse trâmite dura 39 dias.
Perguntei se ele tinha idéia do número de entidades burocráticas pelas quais tramita o produto a ser exportado. Protásio não tem uma idéia definida, pois o processo de exportação é diferente para cada tipo de mercadoria, origem e destino.
Mas não dá para ter uma idéia, comparar com países com os quais competimos? Protásio citou um estudo da Fundação Getúlio Vargas, que estima as perdas anuais decorrentes do atual "sistema aduaneiro brasileiro" em cerca de US$ 2,5 bilhões. A Dinamarca é o mais ágil: consegue embarcar um produto em 5 dias. Na Coréia, são 12 dias. "O Brasil só é mais veloz que os países pobres da África. No Mercosul, a média é de 30 dias."
Geralmente, aponta-se a infra-estrutura precária como uma das causas principais do atraso das exportações. Isso pesa, sim, mas a burocracia talvez pese mais. Um estudo do Banco Mundial (Bird) e da Corporação Financeira Internacional (IFC) concluiu que só um quarto dos atrasos nas exportações dos países é provocado pela infra-estrutura deficiente. Em 75% dos casos, a principal culpada é a burocracia: procedimentos de alfândega, taxas, inspeções de carga.
"Na Dinamarca, é preciso três formulários e duas assinaturas para autorizar a exportação. No Brasil, é preciso juntar sete documentos e oito assinaturas, em média." Para colaborar com o governo, a Procomex, uma iniciativa civil inédita de entidades representativas do setor privado ao poder público, já congrega 62 instituições empresariais.
O Estado de São Paulo
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