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Notícias
04
mar
2006
(GERAL)
Presidente da SBPC diz que Amazônia precisa de pelo menos mais 9 mil doutores
A Amazônia tem apenas mil pesquisadores com nível de doutorado, quando o ideal seria que esse número fosse de pelo menos 10 mil doutores. A afirmação foi feita hoje (2) pelo presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ennio Candotti. Ele está em Manaus coordenando uma reunião entre 50 pesquisadores de toda a região, com o objetivo de elaborar um dossiê com projetos de pesquisa relevantes que necessitem de financiamento.
Não é fácil encontrar os 9 mil doutores que faltam. É preciso uma política de formação para que isso se resolva em cinco ou seis anos", afirmou o físico Ennio Candotti. Ele informou que o país todo tem cerca de 40 mil doutores, metade dos quais vive e trabalha na Região Sudeste.
"É preciso formar as pessoas aqui mesmo, porque, quando os jovens saem para estudar, eles dificilmente voltam", disse Candotti. "É necessário também equipar os institutos de pesquisa da Amazônia. No Centro-Sul do país, isso aconteceu há 20 anos, e foi fruto de uma decisão política", ressaltou o físico.
A Universidade Federal de Rondônia (Unir) é um exemplo de instituição que está qualificando seu quadro de docentes: em 1995, ela tinha 7 professores doutores e 130 professores mestres. Hoje, são 150 doutores e 200 mestres. "Esse aumento é resultado de um esforço próprio da instituição, de seus pesquisadores, do apoio da bancada de Rondônia no Congresso e do governo estadual. O governo federal não tem um projeto para o estado", ressaltou o reitor da Unir, Ene Glória da Silveira.
A diretora em exercício do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Elsa Hardy, defendeu a viabilização do "Acelera Amazônia", programa de formação de mestres e doutores elaborado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC). "Todos os pró-reitores da região Norte estão envolvidos nesse projeto, a gente participou de uma reunião pouco antes do Natal", informou Elsa.
"Serão necessários R$ 10 milhões, durante dez anos, para implantar o programa, mas o recurso ainda não está garantido", estimou a diretora do Inpa.
Thaís Brianezi
Não é fácil encontrar os 9 mil doutores que faltam. É preciso uma política de formação para que isso se resolva em cinco ou seis anos", afirmou o físico Ennio Candotti. Ele informou que o país todo tem cerca de 40 mil doutores, metade dos quais vive e trabalha na Região Sudeste.
"É preciso formar as pessoas aqui mesmo, porque, quando os jovens saem para estudar, eles dificilmente voltam", disse Candotti. "É necessário também equipar os institutos de pesquisa da Amazônia. No Centro-Sul do país, isso aconteceu há 20 anos, e foi fruto de uma decisão política", ressaltou o físico.
A Universidade Federal de Rondônia (Unir) é um exemplo de instituição que está qualificando seu quadro de docentes: em 1995, ela tinha 7 professores doutores e 130 professores mestres. Hoje, são 150 doutores e 200 mestres. "Esse aumento é resultado de um esforço próprio da instituição, de seus pesquisadores, do apoio da bancada de Rondônia no Congresso e do governo estadual. O governo federal não tem um projeto para o estado", ressaltou o reitor da Unir, Ene Glória da Silveira.
A diretora em exercício do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Elsa Hardy, defendeu a viabilização do "Acelera Amazônia", programa de formação de mestres e doutores elaborado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC). "Todos os pró-reitores da região Norte estão envolvidos nesse projeto, a gente participou de uma reunião pouco antes do Natal", informou Elsa.
"Serão necessários R$ 10 milhões, durante dez anos, para implantar o programa, mas o recurso ainda não está garantido", estimou a diretora do Inpa.
Thaís Brianezi
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