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(GERAL)
Sudeste detém mais de 60% dos recursos do BNDES
Depois de registrar forte perda de participação relativa em 2004, o Sudeste retomou em 2005 o nível histórico de cerca de 60% de participação nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A região mais rica do país, formada pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, ficou com 61% (R$ 28,74 bilhões) dos financiamentos do banco estatal em 2005, diante de 53% no ano anterior. No ano passado os empréstimos do BNDES atingiram o recorde de R$ 47 bilhões.
O Nordeste, cuja participação de apenas 7% em 2004 acendeu uma luz amarela no comando do banco, não mostrou grande progresso em 2005. Ficou com 8% (R$ 3,8 bilhões) e se estabilizou em um nível inferior a dois dígitos na divisão do bolo daquela que se constitui na principal fonte de financiamentos de longo prazo do país. Em 2001, a participação nordestina foi de 13%.
O superintendente de Planejamento do BNDES, Aluysio Asti, disse que foi feito um diagnóstico pelo banco sobre a perda de participação do Nordeste e uma das constatações foi de que os recursos do banco estatal não são competitivos em relação aos fundos constitucionais quando se trata de atender a pequena e média empresa. "Fizemos várias reuniões com o nosso pessoal do Nordeste e ficou claríssima essa situação", disse Asti, ressaltando que o dinheiro do BNDES acaba indo para os grandes projetos. Ele disse ainda que com a implantação de grandes projetos estruturantes na região, é esperado que eles desencadeiem uma série de outros empreendimentos, estimulando a captação de mais recursos do banco.
A retomada da concentração no Sudeste teve como principais prejudicadas as regiões Centro-Oeste e Sul. As duas, especialmente a primeira, têm as economias fortemente dependentes do setor agropecuário. Em 2005, os desembolsos do BNDES para a agropecuária somaram R$ 4,06 bilhões, ficando 41% abaixo do total desembolsado no ano anterior. Em 2005, os empréstimos totais do banco apresentaram crescimento de 18%.
Em 2004, o Centro-Oeste havia ficado com 13% dos empréstimos concedidos pelo banco estatal, um salto de cinco pontos em relação aos 8% que manteve nos dois anos anteriores. No ano passado, amargou uma queda de seis pontos, retornando aos 7% que havia conseguido em 2001. Em números absolutos, o Centro-Oeste ficou em 2005 com R$ 3,27 bilhões.
A fatia do Sul caiu de 22% para 20%, o mesmo percentual que havia obtido em 2003, mas ainda maior que a participação dos dois anos anteriores. No total, os financiamentos para empresas e outros tomadores do Sul do país somaram R$ 9,55 bilhões no ano passado. Já para o Norte, a perda relativa foi de apenas um ponto percentual, com a fatia caindo de 5% em 2004 para 4% (R$ 1,62 bilhão) em 2005.
Os números de janeiro, embora insuficientes para definir tendência, revelam uma situação exatamente inversa, com o Centro-Oeste (16% do total) e o Sul (24%) recuperando participação relativa em cima do Sudeste, que ficou com apenas 49%. O Nordeste manteve seus 8% e o Norte ficou com 3% do total. Os empréstimos do BNDES em janeiro somaram R$ 2,49 bilhões. Já dos R$ 2,5 bilhões correspondentes aos novos projetos aprovados no mês, o Nordeste ficou com 15%, diante de 50% do Sudeste, 26% do Sul, 8% do Centro-Oeste e 1% do Norte.
Fonte: Chico Santos (Valor Online)
O Nordeste, cuja participação de apenas 7% em 2004 acendeu uma luz amarela no comando do banco, não mostrou grande progresso em 2005. Ficou com 8% (R$ 3,8 bilhões) e se estabilizou em um nível inferior a dois dígitos na divisão do bolo daquela que se constitui na principal fonte de financiamentos de longo prazo do país. Em 2001, a participação nordestina foi de 13%.
O superintendente de Planejamento do BNDES, Aluysio Asti, disse que foi feito um diagnóstico pelo banco sobre a perda de participação do Nordeste e uma das constatações foi de que os recursos do banco estatal não são competitivos em relação aos fundos constitucionais quando se trata de atender a pequena e média empresa. "Fizemos várias reuniões com o nosso pessoal do Nordeste e ficou claríssima essa situação", disse Asti, ressaltando que o dinheiro do BNDES acaba indo para os grandes projetos. Ele disse ainda que com a implantação de grandes projetos estruturantes na região, é esperado que eles desencadeiem uma série de outros empreendimentos, estimulando a captação de mais recursos do banco.
A retomada da concentração no Sudeste teve como principais prejudicadas as regiões Centro-Oeste e Sul. As duas, especialmente a primeira, têm as economias fortemente dependentes do setor agropecuário. Em 2005, os desembolsos do BNDES para a agropecuária somaram R$ 4,06 bilhões, ficando 41% abaixo do total desembolsado no ano anterior. Em 2005, os empréstimos totais do banco apresentaram crescimento de 18%.
Em 2004, o Centro-Oeste havia ficado com 13% dos empréstimos concedidos pelo banco estatal, um salto de cinco pontos em relação aos 8% que manteve nos dois anos anteriores. No ano passado, amargou uma queda de seis pontos, retornando aos 7% que havia conseguido em 2001. Em números absolutos, o Centro-Oeste ficou em 2005 com R$ 3,27 bilhões.
A fatia do Sul caiu de 22% para 20%, o mesmo percentual que havia obtido em 2003, mas ainda maior que a participação dos dois anos anteriores. No total, os financiamentos para empresas e outros tomadores do Sul do país somaram R$ 9,55 bilhões no ano passado. Já para o Norte, a perda relativa foi de apenas um ponto percentual, com a fatia caindo de 5% em 2004 para 4% (R$ 1,62 bilhão) em 2005.
Os números de janeiro, embora insuficientes para definir tendência, revelam uma situação exatamente inversa, com o Centro-Oeste (16% do total) e o Sul (24%) recuperando participação relativa em cima do Sudeste, que ficou com apenas 49%. O Nordeste manteve seus 8% e o Norte ficou com 3% do total. Os empréstimos do BNDES em janeiro somaram R$ 2,49 bilhões. Já dos R$ 2,5 bilhões correspondentes aos novos projetos aprovados no mês, o Nordeste ficou com 15%, diante de 50% do Sudeste, 26% do Sul, 8% do Centro-Oeste e 1% do Norte.
Fonte: Chico Santos (Valor Online)
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