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(GERAL)
Crescimento mundial favorece exportações do Brasil
O crescimento de alguns dos principais mercados mundiais deve beneficiar as exportações do Brasil neste ano. Projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam crescimento de 3,1% para os Estados Unidos, maior cliente do Brasil no exterior, em 2006, e de cerca de 6% para a Argentina, o segundo maior importador de produtos brasileiros. A China, que é o terceiro destino de mercadorias brasileiras no mundo, deve ter aumento de 8,3% no seu Produto Interno Bruto (PIB).
"Nossos principais mercados compradores estão em crescimento: a Argentina, que é um mercado regional, os Estados Unidos, tradicional, e a China, um novo mercado", diz o coordenador do curso de Diplomacia Econômica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mário Presser. Segundo o professor, deve haver aumento no volume exportado, mas o principal ganho do Brasil ocorrerá em função dos preços altos das mercadorias. O aumento da demanda mundial vai manter valorizadas cotações de produtos básicos.
Os produtores de alimentos e minérios serão os grandes beneficiados pelo crescimento mundial. "A China é grande importadora de minério de ferro do Brasil. A Vale (Companhia Vale do Rio Doce) e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) devem ter suas ações valorizadas neste ano", diz o analista econômico da consultoria GRC Visão, Thiago Davino. O minério de ferro foi o principal produto da pauta de exportações do Brasil para os chineses em 2005. Os aviões foram os produtos mais comprados pelos norte-americanos e os automóveis pelos argentinos.
A China e os EUA também compram commodities agrícolas do Brasil, produtos que deverão ter seus preços em alta neste ano. Entre os dez principais itens da pauta de exportações do Brasil para os chineses estão soja, fumo, óleo de soja, madeira e algodão. O café, commodity que deve se valorizar em 2006, foi a nona mercadoria mais comprada pelos norte-americanos do Brasil no ano passado. "O crescimento da China vai provocar manutenção dos volumes de comércio internacional e preços sustentáveis", diz a economista da consultoria Tendências, Amarillys Romano.
Compras árabes
A economia do mundo árabe também deve crescer ao redor de 7% neste ano, de acordo com o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby. "Para os países árabes podemos vender todo tipo de produto", diz a economista da Tendências. As nações árabes importam uma gama variada de mercadorias, já que a economia local é focada na produção de petróleo. No ano passado, os principais produtos da pauta de vendas do Brasil para os 22 países da Liga Árabe foram açúcar, carne de frango e minério. A Arábia Saudita é o 21º país entre os importadores do Brasil.
O bom desempenho das exportações beneficiará também outros indicadores econômicos do Brasil. "O crescimento mundial favorece todos os indicadores. Se você exporta mais, produz mais, gera mais empregos", diz Amarillys. "O superávit nas exportações afasta o risco de crises cambiais, reduz o risco Brasil e com isso há barateamento de crédito externo para o país", complementa Mário Presser. Ou seja, as empresas podem obter no exterior dinheiro a um custo baixo para fazer investimentos dentro do país.
Nem todos os setores do Brasil, porém, devem ser beneficiados com as exportações para mercados mundiais em crescimento. Thiago Davino, da GRC Visão, lembra que o avanço da China também significa mais concorrência em alguns setores brasileiros, tais como os de calçados e móveis, artigos manufaturados.
Economia em alta
A ONU prevê crescimento de 3,3% para a economia mundial como um todo em 2006. Para os países desenvolvidos, o organismo projeta avanço de 2,5% e para os em desenvolvimento de 5,6%. Da Índia é esperado avanço de 6,3% e da África 5,5%. Chile e Venezuela devem crescer 5,5%. O comércio mundial, segundo as Nações Unidas, vai aumentar 7,2% neste ano.(ANBA)
Fonte: Global 21
"Nossos principais mercados compradores estão em crescimento: a Argentina, que é um mercado regional, os Estados Unidos, tradicional, e a China, um novo mercado", diz o coordenador do curso de Diplomacia Econômica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mário Presser. Segundo o professor, deve haver aumento no volume exportado, mas o principal ganho do Brasil ocorrerá em função dos preços altos das mercadorias. O aumento da demanda mundial vai manter valorizadas cotações de produtos básicos.
Os produtores de alimentos e minérios serão os grandes beneficiados pelo crescimento mundial. "A China é grande importadora de minério de ferro do Brasil. A Vale (Companhia Vale do Rio Doce) e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) devem ter suas ações valorizadas neste ano", diz o analista econômico da consultoria GRC Visão, Thiago Davino. O minério de ferro foi o principal produto da pauta de exportações do Brasil para os chineses em 2005. Os aviões foram os produtos mais comprados pelos norte-americanos e os automóveis pelos argentinos.
A China e os EUA também compram commodities agrícolas do Brasil, produtos que deverão ter seus preços em alta neste ano. Entre os dez principais itens da pauta de exportações do Brasil para os chineses estão soja, fumo, óleo de soja, madeira e algodão. O café, commodity que deve se valorizar em 2006, foi a nona mercadoria mais comprada pelos norte-americanos do Brasil no ano passado. "O crescimento da China vai provocar manutenção dos volumes de comércio internacional e preços sustentáveis", diz a economista da consultoria Tendências, Amarillys Romano.
Compras árabes
A economia do mundo árabe também deve crescer ao redor de 7% neste ano, de acordo com o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby. "Para os países árabes podemos vender todo tipo de produto", diz a economista da Tendências. As nações árabes importam uma gama variada de mercadorias, já que a economia local é focada na produção de petróleo. No ano passado, os principais produtos da pauta de vendas do Brasil para os 22 países da Liga Árabe foram açúcar, carne de frango e minério. A Arábia Saudita é o 21º país entre os importadores do Brasil.
O bom desempenho das exportações beneficiará também outros indicadores econômicos do Brasil. "O crescimento mundial favorece todos os indicadores. Se você exporta mais, produz mais, gera mais empregos", diz Amarillys. "O superávit nas exportações afasta o risco de crises cambiais, reduz o risco Brasil e com isso há barateamento de crédito externo para o país", complementa Mário Presser. Ou seja, as empresas podem obter no exterior dinheiro a um custo baixo para fazer investimentos dentro do país.
Nem todos os setores do Brasil, porém, devem ser beneficiados com as exportações para mercados mundiais em crescimento. Thiago Davino, da GRC Visão, lembra que o avanço da China também significa mais concorrência em alguns setores brasileiros, tais como os de calçados e móveis, artigos manufaturados.
Economia em alta
A ONU prevê crescimento de 3,3% para a economia mundial como um todo em 2006. Para os países desenvolvidos, o organismo projeta avanço de 2,5% e para os em desenvolvimento de 5,6%. Da Índia é esperado avanço de 6,3% e da África 5,5%. Chile e Venezuela devem crescer 5,5%. O comércio mundial, segundo as Nações Unidas, vai aumentar 7,2% neste ano.(ANBA)
Fonte: Global 21
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