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Safra projeta avanço nos resultados de Suzano e Dexco no terceiro trimestre de 2026, enquanto Klabin e CMPC devem registrar desempenho mais fraco
O Safra revisou as estimativas para as empresas de papel e celulose no terceiro trimestre de 2026. A projeção aponta resultados mistos entre as companhias acompanhadas.
Suzano (SUZB3) e Dexco (DXCO3) devem apresentar melhora na comparação com o segundo trimestre. Por outro lado, Klabin (KLBN11) e CMPC (CMPC) tendem a registrar desempenho mais fraco.
Os preços da celulose, os custos operacionais e o comportamento dos volumes devem influenciar os balanços. Além disso, fatores específicos de cada negócio devem ampliar as diferenças entre as empresas.
Papel e consumo impulsionam Suzano
A Suzano deve reportar resultado operacional medido pelo EBITDA de aproximadamente R$ 6 bilhões. A estimativa representa alta de 26% frente ao trimestre anterior.
O número também supera em 3% a expectativa média do mercado, de R$ 5,8 bilhões. A consolidação da Arbex deve explicar grande parte desse avanço.
O segmento de papel e bens de consumo deve gerar EBITDA de R$ 1,3 bilhão. O valor mais que dobra na comparação trimestral, segundo as projeções do Safra.
A operação de celulose, porém, deve registrar EBITDA de cerca de R$ 4,8 bilhões. O resultado representa queda de 8% em relação ao trimestre anterior.
Os embarques devem alcançar 3 milhões de toneladas, com alta de 4%. No entanto, preços realizados menores devem limitar o desempenho da divisão.
O Safra estima preço médio de US$ 589 por tonelada de celulose. O valor representa queda de 2% frente ao trimestre anterior.
Por outro lado, os custos de manutenção devem cair. Essa redução tende a compensar parte das pressões de químicos, energia e gás natural.
Custos pressionam Klabin
A Klabin deve registrar EBITDA de aproximadamente R$ 1,86 bilhão no terceiro trimestre de 2026. A projeção indica queda de 1% frente ao trimestre anterior.
O resultado também fica 11% abaixo da expectativa média do mercado, de R$ 2,08 bilhões. Menores preços de celulose e custos operacionais mais altos devem pressionar as margens.
A companhia deve vender 1,04 milhão de toneladas, sem considerar madeira. O volume representa crescimento de 2% na comparação trimestral.
Os embarques de celulose devem somar 396 mil toneladas. Já as vendas de papel e embalagens devem alcançar 204 mil e 280 mil toneladas, respectivamente.
A sazonalidade favorável deve beneficiar as vendas de cartão revestido. Além disso, volumes maiores de caixas de papelão ondulado podem apoiar o segmento de embalagens.
Entretanto, a parada de manutenção em Otacílio Costa deve elevar os custos. Despesas florestais maiores e medidas preventivas para o El Niño também devem pesar sobre o resultado.
O Safra projeta custo caixa total de R$ 3.312 por tonelada. Assim, o EBITDA por tonelada deve recuar 7%, para R$ 1.791.
Madeira sustenta resultado da Dexco
A Dexco deve apresentar EBITDA ajustado de R$ 576 milhões no terceiro trimestre. A estimativa representa alta de 16% frente ao período anterior.
O resultado, porém, fica 6% abaixo do consenso de mercado, de R$ 611 milhões. A divisão de madeira deve liderar o avanço da companhia.
O Safra projeta EBITDA de R$ 522 milhões para o segmento. O desempenho deve refletir preços realizados 2% maiores e embarques 3% superiores.
As vendas de madeira podem alcançar 814 mil metros cúbicos. Ao mesmo tempo, o custo caixa por metro cúbico deve recuar 1%, favorecendo a rentabilidade.
No segmento de metais e louças sanitárias, a expectativa é de estabilidade. Preços mais altos devem compensar a redução prevista dos embarques.
A divisão de revestimentos deve registrar EBITDA de R$ 1 milhão. O resultado fica abaixo dos R$ 7 milhões observados no segundo trimestre.
Nesse caso, preços menores devem anular os ganhos com volumes mais altos e custos menores. Portanto, o segmento deve seguir como ponto de atenção no balanço.
Celulose limita resultado da CMPC
A CMPC deve reportar EBITDA ajustado de US$ 265 milhões no terceiro trimestre de 2026. A projeção indica queda de 2% em relação ao trimestre anterior.
O número também fica 13% abaixo do consenso de mercado, estimado em US$ 304 milhões. A divisão de celulose deve concentrar a principal pressão.
O Safra estima EBITDA de US$ 172 milhões para o segmento de celulose. Apesar do aumento de 2% nos embarques, os preços realizados devem recuar.
A companhia deve vender 954 mil toneladas de celulose no período. No entanto, os preços menores dos produtos de fibra curta e longa devem reduzir a geração de caixa.
A divisão Softys também tende a apresentar desempenho mais fraco. O EBITDA projetado é de US$ 95 milhões, com queda de 6% na comparação trimestral.
Os embarques devem crescer 5%, para 227 mil toneladas. Ainda assim, custos e despesas operacionais mais altos devem superar esse efeito positivo.
Em contrapartida, a divisão de embalagens deve avançar. O Safra projeta EBITDA de US$ 20 milhões, ante US$ 15 milhões no trimestre anterior.
A melhora da rentabilidade deve sustentar o resultado, mesmo com volumes estáveis. Dessa forma, a divisão pode compensar parte da fraqueza das demais operações.
https://oespecialista.safra.com.br/analise/papel-celulose-previa-terceiro-trimestre-2026/
Fonte: https://oespecialista.safra.com.br
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