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A certificação florestal segue como um dos pilares da estratégia de sustentabilidade do setor de árvores cultivadas no Brasil, adotada de forma voluntária e pioneira há mais de duas décadas. Da área gerida pelo setor, 66% é certificada.
Por meio de auditorias independentes, esses sistemas atestam o cumprimento de critérios rigorosos que vão além das exigências legais, garantindo boas práticas ambientais, sociais e econômicas no manejo florestal responsável, bem como a rastreabilidade da madeira ao longo de toda a cadeia produtiva.
Esses padrões abrangem todas as etapas da produção, desde o planejamento e o plantio até a colheita, o controle da origem da madeira, a conservação ambiental, o relacionamento com comunidades e a saúde e segurança dos trabalhadores.
No Brasil, os sistemas mais utilizados continuam sendo o FSC e o PEFC, sendo frequente a dupla certificação.
Após crescimento contínuo entre 2020 e 2023, estabilidade em 2024 e nova expansão em 2025, a área total certificada — considerando florestas plantadas e as áreas de conservação a elas atreladas— avançou de 6,8 milhões para 11,6 milhões de hectares, o que representa uma expansão de aproximadamente 70%. Apenas em 2025, observa-se uma significativa ampliação da área certificada, com acréscimo de aproximadamente 1 milhão de hectares em comparação a 2024. O avanço foi puxado sobretudo pelo FSC, cuja área certificada passou de 2,4 milhões para 4,9 milhões de hectares, embora o PEFC também tenha registrado expansão relevante, de 0,8 milhão para 1,8 milhão de hectares, com o maior crescimento em termos relativos.
Considerando apenas a área produtiva certificada, o total alcançou 8,4 milhões de hectares, o que representa um aumento de 126% em relação a 2020 (Figura 48). O PEFC atingiu 2,9 milhões de hectares em 2025, o maior volume já registrado para esse sistema no país, consolidando sua expansão recente. A área com dupla certificação (FSC/PEFC) manteve-se estável, enquanto o FSC voltou a crescer, alcançando 2,8 milhões de hectares, o que indica maior equilíbrio e complementaridade entre os sistemas.
Além das certificações florestais, observa-se uma ampliação do conjunto de normas adotadas pelas empresas, com destaque para ISO 9001 (gestão da qualidade), ISO 14001 (gestão ambiental) e ISO 45001/OHSAS 18001 (saúde e segurança ocupacional).
No cenário internacional, o Brasil segue entre os principais players globais, ocupando a 5ª posição em área certificada pelo FSC e a 10ª pelo PEFC. O país também se mantém entre os 11 primeiros em certificações de Cadeia de Custódia (CoC) no FSC e na 37ª colocação no PEFC, reforçando a robustez dos mecanismos de rastreabilidade e transparência ao longo da cadeia produtiva.
Fonte: IBÁ 2026 RELATÓRIO ANUAL
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