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Notícias
26
dez
2005
(GERAL)
Vendas à Argentina atingem US$ 10 bi
As exportações brasileiras para o seu segundo maior comprador, a Argentina, poderão atingir o recorde de US$ 10 bilhões em 2005. Apesar dos problemas comerciais entre os países, os negócios bilaterais se intensificaram em 2005 e a corrente comercial — soma de exportações e importações —deve encerrar o ano acima de US$ 15 bilhões. Será o segundo maior resultado histórico, inferior apenas aos mais de US$ 18 bilhões de 1998, quando o Mercosul alcançou seus melhores resultados.
Há sete anos as trocas não eram tão intensas entre os dois países. Nos 12 meses encerrados em novembro de 2005, a corrente de comércio era de US$ 15,9 bilhões, alta de 23% ante os US$ 12,6 bilhões acumulados no mesmo período do ano anterior.
A expectativa do vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, é de o comércio bilateral continuar intenso em 2006 devido à tendência de continuidade de expansão econômica do vizinho pelo quarto ano consecutivo. “A Argentina precisa importar e a ampliação do comércio bilateral depende do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ar gentino e de que a CAC (Cláusula de Adaptação de Competitividade) não seja usada”, diz ele. A CAC deve ser definida em janeiro e prevê a possibilidade de uso de salvaguardas a bens brasileiros.
O saldo brasileiro com o parceiro do Mercosul deve também atingir o recorde de US$ 3,5 bilhões. Cerca de 90% das vendas para a Argentina são de produtos manufaturados.
No acumulado em 12 meses até novembro, o país vizinho havia comprado US$ 9,7 bilhões. Se dezembro mantiver os níveis médios dos últimos meses, o total do ano chegará ao número recorde de US$ 10 bilhões. As vendas da Argentina ao Brasil também cresceram em 2005 em relação aos últimos anos. Entretanto, a velocidade de crescimento das exportações é menor que o ritmo de alta das importações. Com isso, a balança deste ano favorece o Brasil, o que tem provocado a reação dos argentinos. Enquanto a média mensal das exportações brasileiras em 2005 é de US $ 8 1 9 , 6 milhões, a média das importações da Argentina é de US $ 5 1 9 , 3 milhões, o que representa saldo médio de US$ 300,3 milhões ao mês nos últimos 11 meses.
Em 1998, as compras brasileiras do vizinho passavam dos US$ 650 milhões mensais e as vendas ficavam um pouco abaixo, resultando em saldo favorável à Argentina de US$ 1,2 bilhão.
Este ano, o país vizinho comprou 34,7% – na comparação do acumulado em 12 meses até novembro de 2005 em relação ao mesmo período de 2004 – a mais de produtos brasileiros, num total de US$ 9,7 bilhões. A Argentina acumulou, nos 12 meses encerrados em novembro deste ano, um déficit comercial de US$ 3,49 bilhões com o Brasil, montante 105,3% acima do valor acumulado no mesmo período do ano passado, de US$ 1,7 bilhão.
Segundo o Centro de Estúdios Bonaerense (CEB), com base em dados oficiais brasileiros, os exportadores brasileiros vêm reduzindo suas vendas para o país vizinho desde 2001, quando explodiu a crise econômica argentina. Atualmente, o mercado brasileiro absorve 15,6% das exportações argentinas, contra os 30% de 1998, segundo a consultoria.
Cristina Borges Guimarães - São Paulo
Há sete anos as trocas não eram tão intensas entre os dois países. Nos 12 meses encerrados em novembro de 2005, a corrente de comércio era de US$ 15,9 bilhões, alta de 23% ante os US$ 12,6 bilhões acumulados no mesmo período do ano anterior.
A expectativa do vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, é de o comércio bilateral continuar intenso em 2006 devido à tendência de continuidade de expansão econômica do vizinho pelo quarto ano consecutivo. “A Argentina precisa importar e a ampliação do comércio bilateral depende do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ar gentino e de que a CAC (Cláusula de Adaptação de Competitividade) não seja usada”, diz ele. A CAC deve ser definida em janeiro e prevê a possibilidade de uso de salvaguardas a bens brasileiros.
O saldo brasileiro com o parceiro do Mercosul deve também atingir o recorde de US$ 3,5 bilhões. Cerca de 90% das vendas para a Argentina são de produtos manufaturados.
No acumulado em 12 meses até novembro, o país vizinho havia comprado US$ 9,7 bilhões. Se dezembro mantiver os níveis médios dos últimos meses, o total do ano chegará ao número recorde de US$ 10 bilhões. As vendas da Argentina ao Brasil também cresceram em 2005 em relação aos últimos anos. Entretanto, a velocidade de crescimento das exportações é menor que o ritmo de alta das importações. Com isso, a balança deste ano favorece o Brasil, o que tem provocado a reação dos argentinos. Enquanto a média mensal das exportações brasileiras em 2005 é de US $ 8 1 9 , 6 milhões, a média das importações da Argentina é de US $ 5 1 9 , 3 milhões, o que representa saldo médio de US$ 300,3 milhões ao mês nos últimos 11 meses.
Em 1998, as compras brasileiras do vizinho passavam dos US$ 650 milhões mensais e as vendas ficavam um pouco abaixo, resultando em saldo favorável à Argentina de US$ 1,2 bilhão.
Este ano, o país vizinho comprou 34,7% – na comparação do acumulado em 12 meses até novembro de 2005 em relação ao mesmo período de 2004 – a mais de produtos brasileiros, num total de US$ 9,7 bilhões. A Argentina acumulou, nos 12 meses encerrados em novembro deste ano, um déficit comercial de US$ 3,49 bilhões com o Brasil, montante 105,3% acima do valor acumulado no mesmo período do ano passado, de US$ 1,7 bilhão.
Segundo o Centro de Estúdios Bonaerense (CEB), com base em dados oficiais brasileiros, os exportadores brasileiros vêm reduzindo suas vendas para o país vizinho desde 2001, quando explodiu a crise econômica argentina. Atualmente, o mercado brasileiro absorve 15,6% das exportações argentinas, contra os 30% de 1998, segundo a consultoria.
Cristina Borges Guimarães - São Paulo
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