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Uruguai passou a ser o principal mercado do polo moveleiro
Fortemente impactado pelo tarifaço dos Estados Unidos no ano passado, o polo moveleiro de Bento Gonçalves está apreensivo com a possibilidade de uma sobretaxa de 25%, que deve ser validada em julho em uma audiência em Washington.
O país era o principal mercado do polo da Serra e já não é mais desde o ano passado. Para se ter ideia, entre janeiro e abril de 2024, o setor vendeu em torno de 4,2 milhões de dólares para os Estados Unidos. Em 2025, houve uma queda de 28% e, em 2026, redução de mais de 35%. O total exportado para o país, neste ano, é de 1,7 milhões de dólares.
Conforme Cíntia Weirich, presidente do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), algumas empresas que exportavam para o mercado norte-americanos continuam vendendo, porém, em menor volume. Outras, interromperam as vendas. A tarifa adicional, segundo ela, irá dificultar ainda mais os negócios.
— A minha empresa, por exemplo, também exportava para os Estados Unidos. No início do ano passado, a gente vinha muito bem, exportando bastante. Com a taxação, interrompemos total. Quando teve diminuição no início do ano, que teve um ajuste, voltamos a exportar. Agora, se tiver essa tarifa, se torna inviável novamente — diz.
Para recuperar o prejuízo, as empresas do polo de Bento passaram a buscar outros mercados. No último ano, a América Latina se consagrou como o maior destino dos móveis produzidos no Rio Grande do Sul. O Uruguai se tornou o principal comprador com 3.169.680 de dólares negociados somente no primeiro trimestre de 2026.
— Nós temos a Movelsul em agosto. É a principal feira da América Latina para a exportação. Estamos trabalhando forte para trazer muitos importadores. No ano passado, tivemos mais de 47 países visitantes e mais de 600 importadores — acrescenta Cíntia.
Juliana Bevilaqua
Fonte: Jornal Pioneiro
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