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(GERAL)
Produção florestal acreana soma R$ 23,4 milhões em 2004
Em 2004, a produção florestal do Estado somou R$ 23,34 milhões, dos quais 66% vieram da produção de madeira em toras (R$ 10,55 milhões) e da extração de castanha (R$ 4,9 milhões).
Isso é o que diz a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada ontem pelo IBGE. Entre os produtos florestais não madeireiros, a surpresa foi o aumento na produção de buriti e copaíba, que, juntos, movimentaram R$ 13 milhões.
Em compensação, a exportação de látex coagulado, a histórica borracha natural, estacionou em R$ 3,25 milhões e ficou em quarto lugar no ranking da produção florestal acreana.
Os dados são da Pesquisa da Produção Vegetal e da Silvicultura, que mostra a variação da produção física entre os anos de 2003 e 2004, a participação dos segmentos no valor total da exploração florestal, além de apresentar uma análise dos produtos mais importantes.
"Com a produção de toras de madeira e de lenha como principais ingredientes do PIB florestal, o Acre confirma uma tendência de crescimento da indústria madeireira. Como a demanda cresce com as oscilações de preço no mercado internacional, há uma tendência de expansão desse setor", explica o economista Carlito Cavalcanti, professor da Universidade Federal do Acre (Ufac).
Apesar do quarto lugar no ranking de produção, o Acre continua em segundo lugar na produção nacional de látex coagulado de seringueira nativa. Em primeiro lugar está o Amazonas, que em 2004 produziu 1.958 toneladas. O Acre ficou com 1.710 toneladas. Somada, a produção dos dois Estados chegam a 87,08% do total produzido no País.
O município amazonense de Novo Aripuanã, com uma produção de 486 toneladas, foi o maior produtor do País na temporada 2004. Destacaram-se também as produções de Lábrea (386 toneladas) e Boca do Acre (263 toneladas), ambos no Amazonas. No Acre o destaque ficou para Rio Branco (381 toneladas), Xapuri (295 toneladas) e Sena Madureira (290 toneladas).
Acre em terceiro no ranking da castanha
O principal produtor de castanha em 2004 foi o Amazonas, com uma produção de 9.150 toneladas, que correspondeu a 33,81% do total coletado no País. Os principais municípios produtores do estado foram Novo Aripuanã (1.336 toneladas), Alvarães (1.210 toneladas) e Lábrea (1.150 toneladas) que, em conjunto, responderam por 40,39% do total estadual e por 13,66% da produção nacional.
Na temporada, o Pará foi o segundo maior produtor do País, com uma participação de 28,24%. O Acre ficou em terceiro lugar, com apenas 21,65%. Embora Rondônia tenha tido uma participação de apenas 10,45%, sua capital, Porto Velho, foi o principal produtor do País, ao obter uma produção de 2 505 toneladas, que correspondeu a 9,26% do total nacional.
Dos produtos da silvicultura que tiveram crescimento entre 2003 e 2004, a resina vegetal foi o destaque. Sua produção saltou de 50 957 toneladas para 53 390 toneladas, ou seja, uma expansão de 4,77%. Além desse produto, aparecem com aumento de produção, casca de acácia-negra (1,55%), lenha (0,30%) e carvão (0,15%).
O Acre não participa do mercado da silvicultura, que é a exploração comercial de florestas plantadas. A razão é simples: toda a floresta acreana é natural.
MS produz 23,64% do carvão
Com relação à produção de carvão do extrativismo vegetal, destacaram-se os estados do Mato Grosso do Sul, com 23,64% das 2.185.950 toneladas produzidas no País em 2004, Minas Gerais, com 19,85%, Maranhão, com 19,70%, Goiás, com 15,36%, Bahia, com 10,54%, e Paraná, com 6,24%. O Acre, que produziu 1.743 toneladas, movimentou R$ 580 mil no setor.
Com relação à lenha originária da extração vegetal na madeira para lenha, foram produzidos no País 47.168.345 metros cúbicos. Os cinco principais Estados produtores em 2004 foram a Bahia, que respondeu por 25,72% do total nacional, o Ceará (9,68%), o Pará (7,99%), o Maranhão (6,29%) e Minas Gerais (6,05%).
Na Bahia, o principal produtor foi o município de Xique-Xique, com uma produção de 665 141 metros cúbicos, que lhe conferiu a primeira colocação no ranking nacional. No Acre, onde o mercado de madeira para lenha está em segundo lugar na produção florestal, foram explorados 562.748 metros cúbicos em 2004. O setor movimentou 3,75 milhões.
Pará é recordista em exploração
Em 2004, a produção nacional de madeira em tora no segmento extrativista vegetal alcançou 19.102.794 metros cúbicos, sendo que o Pará foi responsável por 55,50% deste total, ou seja, uma participação 3,02 pontos percentuais maior que a apresentada em 2003.
Dos 20 municípios maiores produtores, 14 são paraenses. São eles: Tailândia, Portel, Paragominas, Almeirim, Baião, Altamira, Ulianópolis, Dom Eliseu, Redenção, Moju, Ipixuna do Pará, Oeiras do Pará, Rondon do Pará e Mãe do Rio. Em conjunto, esses municípios detiveram 37,23 % da produção nacional, e 67% da produção paraense de madeira em tora extraída de florestas nativas ou naturais.
O Mato Grosso, com uma produção de 2.343.121 metros cúbicos, foi o segundo maior produtor nacional em 2004 e os seus principais produtores foram Marcelândia e União do Sul. A terceira posição coube a Bahia, onde o município de Riacho de Santana foi o principal produtor (299.642 metros cúbicos), tendo concentrado 19,55 % do total estadual ou 1,58% do total nacional.
No Acre, o setor movimentou 353.861 metros cúbicos de madeira em toras. É a quarta maior colocação da Região Norte. O IBGE também fez um alerta sobre a forte concentração da produção extrativista madeireira na Amazônia Legal, e a conformação do denominado Arco do Desflorestamento.
Josafá Batista
Fonte: A Tribuna
Isso é o que diz a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada ontem pelo IBGE. Entre os produtos florestais não madeireiros, a surpresa foi o aumento na produção de buriti e copaíba, que, juntos, movimentaram R$ 13 milhões.
Em compensação, a exportação de látex coagulado, a histórica borracha natural, estacionou em R$ 3,25 milhões e ficou em quarto lugar no ranking da produção florestal acreana.
Os dados são da Pesquisa da Produção Vegetal e da Silvicultura, que mostra a variação da produção física entre os anos de 2003 e 2004, a participação dos segmentos no valor total da exploração florestal, além de apresentar uma análise dos produtos mais importantes.
"Com a produção de toras de madeira e de lenha como principais ingredientes do PIB florestal, o Acre confirma uma tendência de crescimento da indústria madeireira. Como a demanda cresce com as oscilações de preço no mercado internacional, há uma tendência de expansão desse setor", explica o economista Carlito Cavalcanti, professor da Universidade Federal do Acre (Ufac).
Apesar do quarto lugar no ranking de produção, o Acre continua em segundo lugar na produção nacional de látex coagulado de seringueira nativa. Em primeiro lugar está o Amazonas, que em 2004 produziu 1.958 toneladas. O Acre ficou com 1.710 toneladas. Somada, a produção dos dois Estados chegam a 87,08% do total produzido no País.
O município amazonense de Novo Aripuanã, com uma produção de 486 toneladas, foi o maior produtor do País na temporada 2004. Destacaram-se também as produções de Lábrea (386 toneladas) e Boca do Acre (263 toneladas), ambos no Amazonas. No Acre o destaque ficou para Rio Branco (381 toneladas), Xapuri (295 toneladas) e Sena Madureira (290 toneladas).
Acre em terceiro no ranking da castanha
O principal produtor de castanha em 2004 foi o Amazonas, com uma produção de 9.150 toneladas, que correspondeu a 33,81% do total coletado no País. Os principais municípios produtores do estado foram Novo Aripuanã (1.336 toneladas), Alvarães (1.210 toneladas) e Lábrea (1.150 toneladas) que, em conjunto, responderam por 40,39% do total estadual e por 13,66% da produção nacional.
Na temporada, o Pará foi o segundo maior produtor do País, com uma participação de 28,24%. O Acre ficou em terceiro lugar, com apenas 21,65%. Embora Rondônia tenha tido uma participação de apenas 10,45%, sua capital, Porto Velho, foi o principal produtor do País, ao obter uma produção de 2 505 toneladas, que correspondeu a 9,26% do total nacional.
Dos produtos da silvicultura que tiveram crescimento entre 2003 e 2004, a resina vegetal foi o destaque. Sua produção saltou de 50 957 toneladas para 53 390 toneladas, ou seja, uma expansão de 4,77%. Além desse produto, aparecem com aumento de produção, casca de acácia-negra (1,55%), lenha (0,30%) e carvão (0,15%).
O Acre não participa do mercado da silvicultura, que é a exploração comercial de florestas plantadas. A razão é simples: toda a floresta acreana é natural.
MS produz 23,64% do carvão
Com relação à produção de carvão do extrativismo vegetal, destacaram-se os estados do Mato Grosso do Sul, com 23,64% das 2.185.950 toneladas produzidas no País em 2004, Minas Gerais, com 19,85%, Maranhão, com 19,70%, Goiás, com 15,36%, Bahia, com 10,54%, e Paraná, com 6,24%. O Acre, que produziu 1.743 toneladas, movimentou R$ 580 mil no setor.
Com relação à lenha originária da extração vegetal na madeira para lenha, foram produzidos no País 47.168.345 metros cúbicos. Os cinco principais Estados produtores em 2004 foram a Bahia, que respondeu por 25,72% do total nacional, o Ceará (9,68%), o Pará (7,99%), o Maranhão (6,29%) e Minas Gerais (6,05%).
Na Bahia, o principal produtor foi o município de Xique-Xique, com uma produção de 665 141 metros cúbicos, que lhe conferiu a primeira colocação no ranking nacional. No Acre, onde o mercado de madeira para lenha está em segundo lugar na produção florestal, foram explorados 562.748 metros cúbicos em 2004. O setor movimentou 3,75 milhões.
Pará é recordista em exploração
Em 2004, a produção nacional de madeira em tora no segmento extrativista vegetal alcançou 19.102.794 metros cúbicos, sendo que o Pará foi responsável por 55,50% deste total, ou seja, uma participação 3,02 pontos percentuais maior que a apresentada em 2003.
Dos 20 municípios maiores produtores, 14 são paraenses. São eles: Tailândia, Portel, Paragominas, Almeirim, Baião, Altamira, Ulianópolis, Dom Eliseu, Redenção, Moju, Ipixuna do Pará, Oeiras do Pará, Rondon do Pará e Mãe do Rio. Em conjunto, esses municípios detiveram 37,23 % da produção nacional, e 67% da produção paraense de madeira em tora extraída de florestas nativas ou naturais.
O Mato Grosso, com uma produção de 2.343.121 metros cúbicos, foi o segundo maior produtor nacional em 2004 e os seus principais produtores foram Marcelândia e União do Sul. A terceira posição coube a Bahia, onde o município de Riacho de Santana foi o principal produtor (299.642 metros cúbicos), tendo concentrado 19,55 % do total estadual ou 1,58% do total nacional.
No Acre, o setor movimentou 353.861 metros cúbicos de madeira em toras. É a quarta maior colocação da Região Norte. O IBGE também fez um alerta sobre a forte concentração da produção extrativista madeireira na Amazônia Legal, e a conformação do denominado Arco do Desflorestamento.
Josafá Batista
Fonte: A Tribuna
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