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Notícias

19
abr
2026
(GERAL)
Insetos mortais: risco aumenta com a primavera em Portugal

Com a subida das temperaturas, várias espécies de insetos designados por escolitídeos, que se desenvolvem na madeira e em árvores debilitadas, tornam-se ativas.

São atraídas por troncos caídos e por pinheiros enfraquecidos, onde se reproduzem e se alimentam do tecido sob a casca, podendo comprometer a circulação de seiva e provocar a morte das árvores.

A sua presença pode ser identificada por pequenos orifícios na casca, acumulação de serrim fino (laranja, amarelo ou castanho) e galerias características sob a casca.

Após eventos como tempestades, o aumento de material lenhoso disponível pode favorecer um rápido crescimento das populações, sobretudo em primaveras quentes e secas. Nessas condições, os ataques podem alargar-se a árvores próximas, incluindo árvores saudáveis.

A remoção rápida da madeira caída e de árvores enfraquecidas é a medida mais eficaz e urgente.

A madeira deve, sempre que possível, ser encaminhada para transformação industrial; quando tal não for viável, deve ser armazenada longe de pinhais.

O armazenamento em parque irrigado ou o descasque são alternativas, embora nem sempre economicamente viáveis.

A presença destes insetos está também associada à transmissão de fungos, como o do azulado, que pode desvalorizar a madeira, e pode favorecer o aumento do inseto vetor do Nemátodo da Madeira do Pinheiro.

Fonte: Pinus Letter

ITTO Sindimadeira_rs