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Notícias

09
abr
2026
(GERAL)
Adeus, MDF: nova tendência de móveis 'eternos' resiste até à maresia e ao mofo

Novos armários podem ser lavados com mangueira e não estufam com a umidade

Migração não é apenas uma escolha estética, mas uma resposta tecnológica a problemas crônicos de manutenção em ambientes como cozinhas | Ilustração/IA/Gazeta de S.Paulo

O Brasil tem passado por uma mudança silenciosa, mas definitiva em relação ao design de interiores, e um dos principais pontos de mudança fica por conta das "áreas úmidas" da casa.

Materiais que por décadas foram o padrão de mercado, como o MDF (painel de fibra de madeira), começam a ceder espaço para composições de alumínio e vidro.

Truque caseiro para bigode chinês (tente isso hoje à noite)

“As mulheres ficam chocadas quando vêem como é fácil conseguir uma aparência significativamente mais jovem, se você pode tirar 1 minuto do seu dia, você pode ter resultados realmente surpreendentes em casa”.

Esta migração não é apenas uma escolha estética, mas uma resposta tecnológica a problemas crônicos de manutenção em ambientes como cozinhas, lavanderias e banheiros, onde o contato com a água é constante.

Adeus, armários de cozinha: nova decoração é mais barata, não empena, nem mofa

Por que o MDF está perdendo espaço?

O principal vilão dos armários convencionais é a umidade, como apontado por portais especializados, como o Deslaurier. O MDF é um material hidroscópico, o que significa que ele absorve a umidade do ar ou o contato direto com a água, resultando em inchaço, estufamento e esfarelamento das fibras.

Além disso, o peso do material e a ação do tempo frequentemente causam o empenamento de portas grandes, exigindo ajustes constantes nas dobradiças. Outro ponto crítico é a porosidade da madeira, que facilita a proliferação de fungos, mofo e o ataque de cupins.

A opção, contudo, é uma das mais acessíveis, com o preço variando conforme o tamanho. Um armário completo de 270 cm, por exemplo, pode ser encontrado entre R$ 3 a 4 mil.

Ascensão do alumínio e do vidro

Diferente da madeira, o alumínio e o vidro são materiais inertes, com as opções sendo um pouco mais caras, saindo a partir dos R$ 4 mil, podendo chegar aos R$ 6 mil nas de vidro e um pouco mais baratas nas opções de alumínio. Na prática, isso traz vantagens fundamentais para o dia a dia:


Imunidade total à água: os armários podem ser lavados diretamente sem risco de danos;

  • Resistência em regiões litorâneas: o alumínio com pintura eletrostática ou anodizado é altamente resistente à corrosão e aos efeitos da maresia;
  • Estabilidade estrutural: perfis de alumínio oferecem leveza e rigidez, permitindo portas maiores e mais imponentes que não saem do alinhamento;
  • Saúde e higiene: por serem superfícies não porosas, impedem o acúmulo de microrganismos e são fáceis de limpar com apenas água e sabão neutro.
  • Sustentabilidade e sofisticação
  • Do ponto de vista estético, o uso de vidros com acabamentos como reflecta ou acidato confere uma sofisticação contemporânea e sensação de profundidade aos ambientes.

Há também um ganho ambiental relevante: enquanto a reciclagem do MDF é dificultada pelas resinas e colas, o alumínio e o vidro são 100% recicláveis e podem ser reutilizados infinitamente.

Vale o investimento?
Especialistas afirmam que o investimento se paga no longo prazo/Ilustração/IA/Gazeta de S.Paulo
Embora o custo inicial de um projeto em alumínio e vidro possa ser de 30% a 50% superior ao MDF de alta linha, especialistas afirmam que o investimento se paga no longo prazo.

A vida útil prolongada reduz drasticamente a necessidade de substituições e reformas, transformando o mobiliário em um patrimônio que atravessa gerações.
Leonardo Sandre

https://www.gazetasp.com.br/gazeta-mais/dicas-da-gazeta/adeus-mdf-nova-tendencia-de-moveis-eternos-resiste-ate-a-maresia-e/1175761/
 

Fonte: https://www.gazetasp.com.br/

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