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Notícias

09
mar
2026
(GERAL)
Indústria madeireira global apresenta desempenho irregular em meio a pressões de custos e matérias-primas.

O setor madeireiro na Indonésia e na Tailândia voltou a crescer em janeiro de 2026, enquanto a atividade diminuiu em outros países tropicais, bem como na China, de acordo com o último Relatório do Índice Global da Madeira (GTI). O GTI, apoiado pela OIT (Organização Internacional do Comércio), acompanha o desempenho do setor madeireiro em países-piloto na África, Ásia e América Latina.

Os índices GTI da Indonésia (55,1%) e da Tailândia (54,2%) ultrapassaram o limite de 50%, indicando uma tendência de alta em seus setores madeireiros. No entanto, os índices do Gabão (48,3%), Brasil (47,2%), República do Congo (46,0%), China (45,0%), Gana (41,0%), México (39,8%), Malásia (37,5%) e Equador (36,3%) apresentaram contração, sugerindo uma desaceleração geral nesses países em janeiro.

Os subíndices apontaram para diversos desenvolvimentos regionais encorajadores. No Sudeste Asiático, os mercados internos melhoraram tanto na Indonésia quanto na Tailândia, onde o volume de produção também aumentou. Na África, a oferta mostrou sinais de estabilidade, com as atividades de colheita e produção no Gabão e na República do Congo mantendo-se estáveis. Na América Latina, o destaque positivo foi o desempenho das exportações, evidenciado pelos aumentos mensais no volume de exportações tanto do Brasil quanto do México, enquanto o mercado de exportação do Equador se estabilizou após quedas anteriores.

Os subíndices especializados ainda indicaram contrações gerais em janeiro. O Índice GTI de Produtores ficou em 48,9%, enquanto o Índice GTI de Painéis à Base de Madeira ficou em 43,6%.

O feedback das empresas participantes da pesquisa GTI indicou que a escassez de matéria-prima e os custos de produção persistentemente elevados continuam sendo desafios comuns enfrentados pelo setor madeireiro em alguns países. Empresas na Indonésia, Tailândia, Brasil e Equador relataram fornecimento insuficiente ou instável de matéria-prima, enquanto empresas participantes na Malásia, Gana e China apontaram para preços de compra crescentes ou persistentemente altos para matéria-prima. Além disso, as empresas enfrentavam pressões de custos em áreas como mão de obra, eletricidade, combustível e impostos. Em resposta, algumas empresas sugeriram controles de custos mais rigorosos e solicitaram apoio governamental por meio de subsídios, incentivos fiscais e outras políticas.

Analisando o último ano, alguns países conseguiram registrar crescimento nas exportações apesar das condições externas desafiadoras. Por exemplo, as exportações de móveis e componentes da Tailândia atingiram cerca de US$ 1,80 bilhão em 2025, um aumento de quase 24% em relação ao ano anterior. As exportações brasileiras de madeira se recuperaram após três anos consecutivos de queda, subindo 5% para 2,96 milhões de metros cúbicos em 2025. Embora as exportações brasileiras para os Estados Unidos tenham caído 12%, para 842 mil metros cúbicos, as exportações para a China, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e outros mercados registraram aumentos.

Este ano, os países-piloto da GTI (Iniciativa Global para a Transformação da Madeira) avançaram significativamente no enfrentamento dos desafios do setor e no estímulo à demanda. No que diz respeito à oferta, a União dos Silvicultores e Indústrias Madeireiras do Gabão (UFIGA) e a empresa ferroviária SETRAG chegaram a um acordo em 7 de janeiro para eliminar a exigência de pagamento em dinheiro antes do transporte, medida que aliviará a pressão sobre o fluxo de caixa dos operadores florestais. No que diz respeito à demanda, países como Brasil, México e Equador implementaram novas políticas e metas habitacionais que devem impulsionar a demanda por madeira e móveis.

O Relatório GTI mensal , o Relatório GTI-Produtores e o Relatório GTI-WBP estão disponíveis em www.itto.int/gti/ .

https://www.itto.int/news/2026/02/18/gti_report_global_timber_industry_shows_uneven_performance_amid_cost_and_raw_material_pressures/

Fonte: Itto/Remade

Sindimadeira_rs ITTO